Google Search irá ajudá-lo a saber o nome daquela música que tem na cabeça

O aplicativo de Pesquisa do Google está presente no dia-a-dia dos consumidores de telemóveis Android que assume, cada vez mais, uma importante fatia do uso geral do telemóvel, contando com milhares de milhões de utilizadores diariamente. A inteligência artificial tem contribuído ativamente para melhorar a qualidade do conteúdo apresentado, mas sobretudo, para ajudar no reconhecimento de diversas necessidades com as quais nos deparamos.

A mais recente implementação, da gigante de Mountain View, ocorreu ou está para ocorrer nos mais diversos dispositivos que fazem uso do Google Search através de um conjunto de atualizações. O recurso “Hum for Search” fica, segundo a Google, disponível a partir de hoje para o público. Esta funcionalidade permite que você profira alguns sons ou um cantarolar musical que lhe esteja na memória mas para a qual não lhe ocorra o nome (da obra em questão).

Esta funcionalidade já não é completamente nova, dado que, o Assistente do Google, uma funcionalidade que faz uso dos serviços e servidores do Google para pequenas interações e funcionalidades básicas com recurso a IA à distância de um simples “Okay, Google!” para que peça ao seu Assistente tarefas como fazer uma chamada ou mandar uma mensagem.

Enquanto no Google Assistant, o utilizador pergunta “What is this song?” ou, em português, “Que música é esta?” e o assistente escuta por cerca de 10 segundos aquilo que você tem para lhe mostrar: uma música. A nova funcionalidade, por sua vez, permite o reconhecimento de sons que se possam identificar com uma música e não apenas sons puramente musicais — de forma semelhante ao que acontece com o Shazam ou Soundhound.

O algoritmo de base constituí uma forma de IA, o machine-learning, recorre a diversas sequências de dados e informação para ir aprendendo a obter resultados com maior eficácia. Assim, mesmo que não tenha a melhor voz, mas conheça a melodia da música, o algoritmo irá reconhecê-la ou oferecer inúmeras hipóteses com base naquilo que procura efetivamente.

Para além das alterações mencionadas, o Google refere que também na Pesquisa habitual, o novo algoritmo irá identificar e corrigir erros ortográficos nas diversas sequências de pesquisa que solicitar solução, diga-se: que pesquisar. O Google conseguirá agora localizar dados em páginas extensas, para que se fizer uma pergunta muito específica, este consiga responder com base em alguma análise a um produto, serviço ou tarefa — assim perderá menos tempo em pesquisas desnecessárias.

O Google Maps também conta agora com mais informação associada a espaços disponíveis, revelando a lotação ou revelando detalhes sobre as precauções de saúde e segurança que devem ser tidas em conta face ao ambiente, algo bastante importante face ao contexto pandémico que enfrentamos neste momento.

Esta é mais uma demonstração de como, algumas linhas de código podem formar algoritmos tão fortes que podem efetivamente melhorar ou facilitar a vida das pessoas. A Google tem sido um elemento proativo nesta luta, mesmo que isso tenha um preço para nós, consumidores. O oferecimento indiscriminado e, por vezes, não consentido dos nossos dados para uma base de dados que os gere da maneira que entende. Dá que pensar, não é verdade?

Fonte Engadget

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