Google retalia projeto de lei australiano para pagar conteúdos de media

A Google manifestou-se a 17 de agosto contra um projeto de lei australiano para a forçar a pagar os conteúdos de media, numa carta aberta em que considera que a medida representa um risco para os seus serviços e dados pessoais dos utilizadores. De acordo com a Wired, os australianos responderam denunciando uma carta aberta “repleta de desinformação”.

No final de julho, o governo australiano divulgou um esboço de um “código de conduta vinculante”, que tem como objetivo reger as relações entre os órgãos de comunicação social, em grandes dificuldades financeiras, e os “gigantes” que dominam a Internet, principalmente a Google e o Facebook.

A Google, que se opõe ao projeto de lei, retaliou através de uma “Carta aberta aos australianos”, exibida por meio de um pop-up na página do seu motor de busca. Além da obrigação de pagar em troca de conteúdo, o código trata de questões como o acesso aos dados do utilizador, a transparência dos algoritmos e a ordem em que o conteúdo aparece nos fluxos de informação das plataformas e os resultados das pesquisa.

O projeto de lei prevê também penalidades de vários milhões de euros, em caso de infração. Esta iniciativa foi revelada após 18 meses de negociações entre as duas partes, que não conseguiram chegar a um acordo.

“Esta lei não afetaria apenas a maneira como o Google e o YouTube trabalham com as empresas de media; afetaria todos os utilizadores australianos, por isso, vamos fazer tudo o que pudermos para que esta proposta seja alterada e possamos proteger a forma como o Search e o YouTube trabalham na Austrália e continuar a construir parcerias construtivas com empresas de media e não escolher uma em vez da outra”, diz Mel Silva, managing director do Google na Austrália, em comunicado.

De recordar que, na Austrália, um terço do investimento em publicidade é destinado ao Google e Facebook. O projeto propõe que essas big techs paguem às empresas de media pelo conteúdo postado nas suas plataformas e que os acordos possam ser definidos individualmente ou coletivamente.

Os players de tecnologia acreditam que uma negociação com os publishers e o governo seria mais útil do que a criação de uma proposta somente entre grupos de mídia e o governo.

Fonte: Wired

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