Google quer fazer um “motor de busca” censurado para a China – e a Casa Branca já reagiu oficialmente

A Google quer criar um motor de busca especifico para o mercado chinês. Porém, o projecto tem atraido bastante controvérsia desde que chegou às notícias. Muitos criticos na sociedade civil afirmam que esta aplicação, denominada Dragonfly, representa uma cedência à censura chinesa.

Esta polémica acabou de subir de tom. Agora, é a própria administração Trump a opor-se directamente à criação deste motor de busca. O vice-presidente Mike Pence comentou num discurso na quinta-feira que este motor de busca alterado iria “tornar mais forte a censura do Partido Comunista e comprometer a privacidade dos consumidores chineses”.

Um projecto já com bastante tempo

O website Intercept foi o primeiro a dar conta das notícias sobre a aplicação censurada no ínicio deste ano. Alegadamente, o Dragonfly terá a capacidade de ligar as procuras dos utilizadores ao seu número de telemóvel, tornando extremamente fácil associar as pesquisas a individuos em particular. Este facto levanta preocupações em relação à possibilidade da informação ser utilizada pelo governo chinês para tornar mais fortes os ataques a activistas e opositores.

A Google ainda não confirmou oficialmente a existência da app

A empresa americana ainda não confirmou formalmente a existência desta aplicação para o mercado chinês. O CEO Sindai Pichai terá dito que existe algo numa fase “exploratória”, mas não confirmou do que se trata. Sabemos no entanto que cerca de 1.400 funcionários da Google terão assinado uma carta a pedir mais transparência em relação ao projecto Dragonfly, e que os legisladores americanos já pediram formalmente mais informação sobre este projecto.

Recorde-se que a Google já teve os seus serviços na China até 2010. No entanto, após um braço de ferro com Beijing em relação à censura no motor de busca, acabou por retirar os seus serviços do país. O problema é que a China é um mercado muito valioso com cerca de 1 bilião de utilizadores de internet. Assim sendo, é óbvio porque é que o Google quer regressar, mesmo fazendo concessões.

Fonte: Techcrunch

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