Google prepara o adeus à Samsung: Tensor G6 vai ter parceiro surpreendente!
Durante anos, a Google e a Samsung mantiveram uma parceria tecnológica próxima no desenvolvimento dos processadores Tensor, que alimentam os smartphones da linha Pixel. No entanto, tudo indica que essa relação está a chegar a um ponto de viragem. Segundo informações recentes, a Google prepara-se para romper quase totalmente a dependência da Samsung nos seus futuros chips — e o Tensor G6, previsto para estrear na série Pixel 11, será o primeiro a refletir essa mudança profunda.
Neste artigo encontras:
- De parceiros a concorrentes silenciosos
- O Tensor G6 e a entrada em cena da MediaTek
- Por que é que isto importa?
- O papel da TSMC e a maturidade da Google como fabricante de chips
- O caminho para a independência total
- O que esperar dos Pixel 11
- A batalha invisível dos chips móveis
- Uma Google mais dona do seu destino
A decisão marca uma nova fase para a empresa de Mountain View, que parece determinada a controlar todo o ecossistema de hardware dos seus dispositivos, tal como a Apple faz com os seus chips Silicon. E se os rumores estiverem certos, as implicações para o desempenho, a autonomia e a conectividade dos próximos Pixel poderão ser substanciais.
De parceiros a concorrentes silenciosos
Desde a estreia do Tensor original, com o Pixel 6 em 2021, a Google construiu a sua arquitetura de chips com base em tecnologia Exynos da Samsung. As primeiras versões partilhavam não apenas blocos de design, mas também a própria produção, que era realizada pela Samsung Foundry, a divisão de fabrico de semicondutores do grupo sul-coreano.
Contudo, com o Tensor G5, lançado na linha Pixel 10, a Google já começou a traçar um novo caminho: transferiu a produção para a TSMC, a mesma fabricante que fornece chips à Apple, Qualcomm e AMD. Apesar dessa transição, a Google ainda dependia da Samsung para o modem Exynos 5400, responsável pela ligação 5G dos seus equipamentos.
Agora, com o Tensor G6, a empresa parece pronta para cortar o último elo dessa ligação.
O Tensor G6 e a entrada em cena da MediaTek
De acordo com informações partilhadas por Mystic Leaks no Telegram — um dos leakers mais fiáveis no universo Android —, a Google já iniciou o desenvolvimento interno do Tensor G6, com o nome de código “Malibu”. O ponto mais relevante? O abandono completo do modem Samsung, substituído pelo MediaTek M90.
Apresentado oficialmente durante o Mobile World Congress 2025, o modem M90 da MediaTek promete velocidades de download até 12 Gbps, compatibilidade com 5G sub-6GHz e mmWave, e — talvez o mais importante — maior eficiência energética graças à integração de IA no controlo de consumo.
Esta alteração não é apenas técnica; é também estratégica. Ao escolher a MediaTek, a Google reduz a influência da Samsung no seu ecossistema de chips, mas sem depender de concorrentes diretos como a Qualcomm. A jogada demonstra a intenção clara de criar uma cadeia de produção mais diversificada e controlada internamente.
Por que é que isto importa?
A escolha do modem pode parecer um detalhe para o utilizador comum, mas na prática tem grande impacto na autonomia e estabilidade dos smartphones.
O modem é um dos componentes que mais energia consome num telefone moderno, especialmente em redes 5G. Se a MediaTek conseguir realmente entregar a eficiência que promete com o M90, os futuros Pixel 11 e Pixel 11 Pro poderão beneficiar de melhor duração de bateria e menor aquecimento — dois pontos críticos onde a linha Pixel ainda enfrenta críticas.
Além disso, a integração de um modem mais avançado poderá melhorar a receção de sinal e a velocidade de ligação, especialmente em zonas urbanas densas ou redes de alta frequência (mmWave).
O papel da TSMC e a maturidade da Google como fabricante de chips
Com o fabrico do Tensor G5 e, muito provavelmente, do G6 nas mãos da TSMC, a Google posiciona-se ao lado de gigantes como Apple e NVIDIA, que confiam há anos na empresa taiwanesa pela sua eficiência, rendimento e estabilidade térmica.
A TSMC é conhecida pela sua capacidade de produzir chips com litografia mais avançada, o que se traduz em melhor desempenho e menor consumo energético. Para o Tensor G6, é esperado o uso de um processo de 3 nanómetros, o mesmo que alimenta os processadores de última geração da Apple.
Este avanço tecnológico coloca os Pixel num novo patamar competitivo, não apenas em software — onde a Google já domina com a sua integração de IA —, mas também em hardware personalizado e otimizado para o ecossistema Android.
O caminho para a independência total
Embora ainda não se trate de um chip totalmente “made by Google”, o Tensor G6 aproxima-se mais do objetivo final: independência completa no design e fabrico.
A estratégia é clara:
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Abandonar a arquitetura base da Samsung e criar um design Tensor próprio, mais adaptado às necessidades da IA generativa que está no centro do Android moderno.
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Desenvolver um modem independente e otimizado para o software de comunicações da Google.
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Consolidar a produção com a TSMC, garantindo maior previsibilidade na cadeia de fornecimento.
Ao controlar estas etapas, a Google poderá ajustar cada componente ao seu ecossistema de IA, algo que até agora só a Apple conseguiu fazer de forma plena.
O que esperar dos Pixel 11
Com o lançamento previsto para outubro de 2026, o Pixel 11 poderá ser o primeiro smartphone da Google a representar este salto de independência tecnológica. Além do novo modem MediaTek M90, espera-se:
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Desempenho gráfico mais eficiente, graças a uma nova GPU co-desenvolvida com a ARM.
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Processamento de IA local mais avançado, integrando os modelos Gemini de forma nativa no chip.
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Gestão térmica aprimorada, resolvendo o histórico problema de sobreaquecimento nas gerações anteriores.
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Melhor desempenho energético, com autonomia até 15% superior face ao Pixel 10 Pro.
Esta evolução também reforça a posição da Google no campo da computação on-device, ou seja, o processamento de IA diretamente no dispositivo, sem depender da cloud — uma área onde a empresa tem investido fortemente.
A batalha invisível dos chips móveis
Nos bastidores do mundo tecnológico, a guerra dos chips é tão intensa quanto a dos smartphones. Enquanto a Qualcomm domina o mercado Android com os Snapdragon, a Samsung tenta recuperar relevância com os Exynos, e a Apple segue isolada com o seu A18 Pro, a Google quer construir um terceiro caminho.
A meta é clara: diferenciar os Pixel dos restantes Android, oferecendo uma experiência de hardware e software totalmente integrada — à semelhança do que a Apple faz há mais de uma década.
Se o Tensor G6 cumprir as promessas, os Pixel 11 poderão finalmente entregar o equilíbrio entre potência, autonomia e inteligência que os fãs aguardam desde o primeiro Tensor.
Uma Google mais dona do seu destino
A decisão de afastar-se da Samsung é mais do que uma simples troca de fornecedor. É o reflexo de uma Google madura, que quer deixar de depender de terceiros para o seu futuro no mobile.
O Tensor G6 poderá ser o primeiro chip a demonstrar que a empresa não é apenas líder em software, mas também capaz de criar o seu próprio coração tecnológico.
Num mercado onde os chips definem a experiência de utilização, este passo representa um movimento estratégico e ambicioso — um verdadeiro marco na evolução da linha Pixel e da própria Google enquanto fabricante de hardware.




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