Firefox 5, ou haverá outro?
No passado dia 22 foi disponibilizado para download o mais recente browser da Mozilla Foundation, a versão 5 do Firefox. Imediatamente milhares de utilizadores actualizaram os seus sistemas para esta nova versão, a maioria deles sem saber porque o deveriam fazer, excepto talvez por ser recomendado pela própria Mozilla.
Mas, para os mais atentos, uma série de questões ficaram por responder, começando pela mais óbvia. Porque lançar um novo Firefox apenas alguns meses após o lançamento da versão 4? Afinal de contas, a última versão tinha sido lançada no mês de Março, com resultados surpreendentes. Mas, pouco tempo depois, algumas vulnerabilidades viriam minar o que a Mozilla se tinha disposto a fazer, ou seja, combater directamente o Google Chrome que nos últimos tempos tem ganho força, muito pela sua comprovada rapidez.
Mais, para os utilizadores que estão mais ligados a estas coisas da internet, seja porque motivo for, essas vulnerabilidades são graves e a já longa guerra dos browsers não precisa de mais uma baixa. Daí que esta versão 5 seja na verdade uma versão 4.1 com uma boa manobra de marketing por trás. Na prática, nada de novo. O mesmo browser com os problemas resolvidos – pelo menos os mais graves e mais “visíveis”.
No entanto, há já uns quantos dissidentes que, pegando no código fonte do Firefox, resolveram lançar a sua própria versão deste browser. Pale Moon de seu nome, esta alternativa vem comprovar que ainda há muito que fazer nesta área.
E o que nos oferece o Pale Moon a mais que o Firefox 5, se ainda para mais é baseado no mesmo código? Simples, se pensarmos nisso. Tiraram o que consideraram estar a mais e acaba por pesar no conjunto e melhoraram o código para aproveitar as capacidades dos CPUs mais recentes, tornando ainda mais rápido e eficaz. Naturalmente que isto não é isento de algumas limitações se, por acaso, o nosso computador tiver determinado tipo de CPU mais antigo. Mas isso poderá comprovar no próprio site do Pale Moon. E, para que não hajam dúvidas, já várias entidades efectuaram diversos benchmarks. Em todos eles, sem excepção, o Pale Moon 5 mostrou-se mais rápido do que o Firefox 5. Existe também uma versão portable (Win) e uma versão 64bits.
Finalmente, resta-nos deixar bem explícito que não estamos a defender o Pale Moon ou a atacar o Firefox. Apenas demonstrar que há vários caminhos e que, até que a guerra dos browsers termine – o que duvidamos que venha a acontecer nos próximos anos – haverá sempre alguém, algures, que conseguirá levar o browser um passo mais à frente.




Sem Comentários! Seja o Primeiro.