Ferrari elétrica estreia com assinatura de Jony Ive
O primeiro carro 100% elétrico da Ferrari já é oficial e traz um detalhe inesperado: o projecto teve a participação da LoveFrom, estúdio criado por Jony Ive, antigo responsável pelo design da Apple.
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Chamado Luce, o novo modelo marca uma mudança clara na estratégia da marca italiana. Além de abandonar os motores a combustão, estreia um formato mais familiar, com espaço para cinco ocupantes, sem deixar de lado a performance extrema que se espera de um Ferrari.
Ferrari Luce: o eléctrico mais diferente da marca
A Ferrari apresentou o Luce em Itália como o seu primeiro automóvel totalmente eléctrico. Mas o que mais está a dar que falar não é apenas a motorização sem gasolina.
O modelo surge com uma abordagem visual e funcional muito diferente do habitual na marca. Em vez de um superdesportivo puro e baixo ao estilo clássico, o Luce aposta em proporções mais robustas, próximas de um SUV de luxo, tal como já se antecipava no Purosangue.
Essa mudança não é por acaso. O carro foi pensado para oferecer mais versatilidade no dia a dia, incluindo cinco lugares, algo inédito num eléctrico da Ferrari com esta ambição.
O dedo de Jony Ive no novo Ferrari eléctrico
A parceria com a LoveFrom ajuda a explicar a mudança de linguagem. O estúdio fundado por Jony Ive, conhecido pelo trabalho icónico na Apple, teve liberdade para influenciar a direcção do projecto.
O resultado nota-se sobretudo no habitáculo. O interior aposta num visual mais limpo, minimalista e tecnológico, afastando-se da agressividade tradicional que costuma definir os modelos da Ferrari.
Há superfícies digitais, ecrãs tácteis e uma experiência centrada no conforto, sem perder a sensação premium. Até os passageiros atrás têm acesso a painéis digitais próprios.
Um interior mais tecnológico e menos dramático
Na prática, isso significa uma cabine mais próxima de um produto tecnológico de luxo do que de um cockpit puramente focado na pista.
Também por fora há sinais dessa nova identidade. O Luce adopta portas traseiras de abertura invertida, uma solução que reforça a componente prática e dá ao modelo uma presença ainda mais distinta.
Mais de 1.000 cavalos e quatro motores
Se o design surpreende, os números mantêm-se fiéis ao ADN da marca. O Ferrari Luce debita 1.035 cavalos de potência através de quatro motores eléctricos independentes, um por roda.
Esta configuração permite um controlo muito mais preciso da tracção e da estabilidade, especialmente em curva. É uma solução pensada para combinar potência brutal com comportamento dinâmico de alto nível.
- Potência total de 1.035 cv
- Quatro motores eléctricos, um por cada roda
- Bateria de 122 kWh
- Autonomia anunciada de 530 km
- Carregamento rápido até 350 kW
Em termos simples, é um Ferrari eléctrico que não quer ser visto apenas como um símbolo de transição energética. Quer continuar a competir no topo da performance.

O som continua a ser importante
Um dos maiores desafios para qualquer Ferrari eléctrica é a emoção sonora. A marca sabe que o som faz parte da experiência e tentou encontrar uma resposta sem recorrer apenas a efeitos artificiais.
Segundo a fabricante, o Luce usa captadores acústicos no eixo traseiro para recolher e amplificar as vibrações reais dos motores eléctricos. O objectivo é levar para o habitáculo um som mais autêntico e coerente com a identidade da marca.
Não será o rugido clássico de um V12, mas é uma tentativa clara de preservar parte da ligação emocional entre condutor e máquina.
Quanto custa o Ferrari Luce?
O novo modelo entra directamente para o topo da tabela de preços da Ferrari. Em Itália, o valor base arranca nos 550 mil euros.
Com esse preço, o Luce supera outros modelos de produção da marca e posiciona-se como uma montra tecnológica e estratégica para o futuro da Ferrari.
Para já, ainda não há confirmação de datas de lançamento noutros mercados nem preços oficiais fora de Itália.







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