Falha de segurança do Zoom expões milhares de gravações na internet

Milhares de videochamadas gravadas com zoom foram expostas na web, incluindo sessões individuais de terapia, aulas do ensino e até uma aula de depilação brasileira, de acordo com um novo relatório divulgado pelo Washington Post.

A plataforma de videoconferência – que viu sua popularidade explodir durante a epidemia de coronavírus – e que tem sido utilizado por milhões de pessoas deixou em risco as informações pessoais e privadas de milhares de pessoas, nomeadamente gravações de videoconferências.

Além das sessões de terapia gravadas, os vídeos expostos incluem “uma orientação de treino para trabalhadores que fazem chamadas de saúde, que incluem nomes e números de telefone das pessoas; reuniões de pequenas empresas, que incluíam demonstrações financeiras de empresas privadas; e aulas de ensino, nas quais os rostos, vozes e detalhes pessoais das crianças foram expostos “, divulga o jornal norte-americano.

“Muitos dos vídeos incluem informações de identificação pessoal e conversas profundamente íntimas, gravadas nas casas das pessoas”, acrescentou o relatório. “Outros vídeos incluem nudez, como aquela em que um esteticista ensina aos alunos como aplicar uma cera.”

O zoom atribui a todas as suas gravações um nome idêntico se os utilizadores não escolherem uma, o que significa que todos os vídeos são agrupados no espaço de armazenamento online em que estão armazenados. Qualquer pessoa familiarizada com a técnica de nomeação de Zoom poderia facilmente procurar e encontrar a coleção de chamadas gravadas

Nenhum membro de uma chamada de Zoom precisa dar autorização para que a chamada seja gravada, mas é notificado quando ela está sendo gravada e tem a opção de sair da reunião, se não concordar.

Zoom disse ao Washington Post em comunicado que fornece aos anfitriões informações sobre como aumentar a privacidade de suas chamadas, e que exorta-os a “tomarem extrema cautela e serem transparentes com os participantes da reunião, considerando cuidadosamente se a reunião contém informações confidenciais e às expectativas razoáveis ​​dos participantes “.

Eric Yuan, presidente-executivo da Zoom, admitiu num post no blog que a Zoom “não projetou o produto com a previsão de que, em questão de semanas, todas as pessoas no mundo de repente trabalhariam, estudariam e socializariam em casa”, demonstrando que muitas das situações que estão a ocorrer não estavam previstas numa fase inicial. Yuan pediu desculpas por não atender às “expectativas de privacidade e segurança” dos utilizadores, sendo que o principal foco da empresa nas próximas semanas é solucionar problemas de segurança.

Nos EUA, dois procuradores já estão a colectar informações sobre a Zoom e o que fez até agora para proteger a privacidade dos seus utilizadores, sendo que, afirmam, estão alarmados com os incidentes de segurança que têm vindo a público em relação à plataformas e videoconferência.

O próprio FBI já alertou os utilizadores do Zoom para não tornar públicas as reuniões no site ou partilhar links, pois tem acontecido pessoas invadiram sessões privadas, um fenómeno conhecido como “Zoombombing”.

Quer saber outras novidades? Veja em baixo as nossas Sugestões

Quer saber outras novidades? Veja em baixo as nossas Sugestões

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here