Facebook lança aplicação fotográfica de marca própria

Passado que está mês e meio desde a compra milionária do Instagram, a maior rede social do mundo começa a mostrar as vantagens da aquisição. Camera é o nome da app lançada pela empresa de Mark Zuckerberg e promete facilitar a partilha de imagens.

As semelhanças entre a Facebook Camera e o Instagram são significativas, acima de tudo pelas opções de edição de fotografias. A aplicação fotográfica lançada pelo Facebook traz 15 filtros ao melhor estilo instagramiano, permite recortar imagens, identificar amigos, adicionar geolocalização e permite o carregamento de várias fotos ao mesmo tempo. A grande diferença entre as aplicações está no destino das fotografias: enquanto a Facebook Camera carrega as fotos diretamente no perfil do utilizador, as fotografias do Instragram vão para o perfil que a pessoa tem dentro dessa aplicação, só fazendo depois a ligação e partilha à rede social.

O Camera facilita ainda a visualização de fotos, aproveitando ao máximo os ecrãs e resoluções dos dispositivos móveis, e permite gostar e comentar as fotografias dos amigos numa espécie de stream. É uma aplicação declaradamente virada apenas e só para o mundo fotográfico de cada utilizador, funcionando em separado das restantes aplicações móveis do Facebook. “Ter equipas separadas e com diferentes focus de trabalho permite-nos evoluir mais depressa”, referiu Dirk Stoop, gestor dos produtos fotográficos da rede social. A aplicação é gratuita e está apenas disponível para todos os dispositivos com a versão 4.3 ou superior do iOS.

Segundo informações do Engadget, a aplicação terá sido criada apenas pelos desenvolvedores do Facebook e sem nenhuma ajuda dos «novos empregados» do Instagram. Apesar de a compra de mil milhões de dólares ter feito notícia um pouco por todo o lado, a transação empresarial ainda não foi finalizada. A confirmarem-se as informações, a compra do Instagram não faz muito sentido – para quê pagar rios de dinheiro por uma aplicação que já estava a ser desenvolvida a nível interno?

Mark Zuckerberg pode ter visto que a sua rede social precisava de uma aplicação de fotografias, mas aquela que estavam a desenvolver ia acabar por não ter sucesso por causa do grande número de utilizadores que o Instagram já tinha. Pareceu-lhe mais fácil então comprar a rival e continuar a desenvolver a sua aplicação, para daqui a uns tempos ouvir-se falar na fusão das duas apps: Facebook Camera e Instagram numa só aplicação. Entretanto, o Facebook arranjou mais uma maneira de se «infiltrar» à seria dentro dos grandes sistemas operativos – além dos milhões que usam as aplicações móveis da rede social em iOS e Android, mais milhões vão usar a Instabook Camera.

A Facebook Camera tem recebido boas críticas da imprensa especializada, sobretudo pela rapidez e fluidez com que permite ver e navegar entre fotos. E a aplicação aparece logo numa altura em que a empresa de Mark Zuckerberg tem recebido muitas críticas, estas negativas, pela fraca app que o Facebook tem para os sistemas operativos móveis iOS e Android. A rede social ficou ainda mais debaixo de fogo depois de ter gasto mil milhões de dólares na compra de uma aplicação e depois de a Google ter remasterizado a aplicação do G+ que tem encantado especialistas e utilizadores comuns.

Não terá o Facebook capacidade para melhor? Claro que tem, mais não seja pelo capital financeiro do qual dispõe. Mas a estratégia da rede social para as plataformas móveis talvez seja outra. Caso o Facebook venha a lançar um smartphone com um sistema operativo próprio, quem iria querer trocar para esse telemóvel tendo uma ótima aplicação no seu iPhone ou Samsung Galaxy? Mas se a aplicação nesses telemóveis for má e a opção que o Facebook lançar no mercado for boa, sempre existem algumas razões para essa troca acontecer.

Algumas informações que têm circulado nas últimas semanas mostram que Mark Zuckerberg pode ter planos bem grandes relativamente à empresa no setor móvel. A criação de uma loja própria de aplicações Android e o lançamento de vários serviços independentes, mostram que o Facebook pode estar a magicar uma entrada no mundo dos smartphones com uma investida forte, estável e sustentável. O dinheiro da IPO da bolsa tem que servir para alguma coisa não?

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