Facebook elimina centenas de publicações sob a lei alemã contra discurso de ódio

O Facebook anunciou ter eliminado centenas de publicações ofensivas deste que a lei contra o “discurso de ódio” foi aprovada na Alemanha no início de 2018. Esta lei prevê multas até 50 milhões de euros caso o Facebook não obedeça às disposições legais.

Segundo o Facebook, foram recebidas 1704 queixas sob esta nova leia, conhecida na Alemanha como NetzDG, e foram removidos 262 publicações entre Janeiro e Junho. Esta informação foi adiantada por Richard Allan, o vice presidente do Facebook para soluções de política global.

“Discurso de ódio não é permitido no Facebook,” referiu Allan, sublinhando que as publicações que foram eliminadas tinham como alvo pessoas vulneráveis por situações como a etnicidade, nacionalidade, religião ou orientação sexual.

As queixas recebidas pelo Facebook tiveram origem em diversas alegadas ofensas sob o código penal alemão, entre as quais, insultos, difamação, incitamento ao ódio ou incitamento ao crime. A maioria das publicações eliminadas teve origem em queixas de insulto.

O Facebook é pouco popular na Alemanha

A Alemanha é o país europeu em que o Facebook é menos popular. Apenas dois em cada cinco internautas alemães entram no Facebook a cada mês, de acordo com a empresa de pesquisas eMarketer. Ainda assim, os legisladores alemães consideram que esta (e outras) plataformas sociais têm um impacto gigante nos processos democráticos, tendo avançado com a legislação NetzDG visando adquirir um maior controlo em relação ao conteúdo que circula na internet.

O Facebook contratou uma equipa apenas para esta lei

O Facebook tem uma equipa de 65 funcionários apenas dedicada a gerir as queixas que surgem sobre a lei NetzDG, referiu Allan na sua publicação. Este número poderá aumentar caso as queixas também se tornem mais volumosas. “Olhámos de forma muito cuidadosa para a lei alemã, e é por isso que nós estamos convencidos que a grande maioria do conteúdo considerado discurso de ódio na Alemanha seria removido se fosse examinado à luz dos nossos padrões comunitários.”

Fonte: Reuters

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here