Executivo do WhatsApp desmente acesso a mensagens encriptadas

As notícias avançadas pela Bloomberg a adiantar que um tratado, a ser assinado entre os Estados Unidos e o Reino Unido resultaria na implementação de uma “entrada de traseiras” em apps encriptadas como o WhatsApp lançou o pânico entre os utilizadores de serviços deste tipo. Porém, dizem o ex-responsável pela segurança do Facebook, Alex Stamos, e o vice-presidente do WhatsApp, Will Cathcart, que não será bem assim.

“Este acordo permitiria apenas aos tribunais do Reino Unido submeter pedidos equivalentes aos dos EUA, mas não lhes dá nada que que os tribunais nos EUA já não possam pedir. Mandatos de escuta a produtos como o WhatsApp podem dar alguns dados, como endereços IP, números de telefone, listas de contactos e fotografias de perfil. Não podem obter mensagens encriptadas e anexos”, refere Stamos na sua conta de Twitter.

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A ideia que seria implementada uma forma de contornar a encriptação do WhatsApp também foi desmentida por Cathcart. “Ficámos surpreendidos em ler esta história e não estamos desportos para discussões que nos forçariam a alterar o nosso produto. Somos completamente contra isto. “Entradas de traseiras” são uma ideia horrível e qualquer governo que as sugira está a propor enfraquecer a segurança e privacidade de todos”, afirmou o executivo do WhastApp.

A ideia é portanto acelerar os processos de pedidos de dados do Reino Unido a empresas tecnológicas norte-americanas que detêm serviços de mensagens encriptadas, obtendo registos de comunicações de suspeitos em atividades criminosas. Apenas os registos, não os conteúdos das mensagens.

Esta “porta dos fundos” limita-se aparentemente ao WhatsApp e não existirá no Signal, o programa de comunicação ecriptada da Open Whisper Systems, cujo uso é de resto recomendado antigo administrador de sistemas da CIA e dissidente norte-americano Edward Snowden.

Para Kirstie Ball, uma das directoras do Centro para a Pesquisa sobre Informação, Vigilância e Privacidade (uma parceria entre as universidades britânicas de Edimburgo, Saint Andrews e Stirling), a existência de um buraco no sistema de encriptação do WhatsApp é “uma mina de ouro para as agências de segurança” e “uma enorme traição à confiança dos consumidores”.

Fonte: Hacker News

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