EUA apertam o cerco à Huawei e aumentam restrições

Já dura há mais de uma ano o bloqueio que o governo dos EUA impuseram à fabricante Huawei, que foi apanhada no meio de uma guerra comercial entre a China e os EUA. A proibição de negócios entre as empresas norte-americanas e a Huawei causou alguns problemas à fabricante, que no mercado móvel obrigou-a a lançar smartphone sem software da Google, uma das coisas que mais afeta os consumidores e a venda dos seus produtos.

Mas os EUA afirmam que a Huawei está a Huawei conseguiu adquirir a tecnologia dos EUA ao comprar de produtores estrangeiros que a utilizam, contornando dessa forma a proibição, sendo este o novo argumento para que o Departamento de Comércio tenha apertado as restrições aos semicondutores, uma área responsável pelo fabrico de processadores, com um claro objetivo de atingir a Hisilicon, a empresa da Huawei desta área.

Os EUA aumentaram as restrições à Huawei e a mais 114 empresas afiliadas, mas que poderá ter repercussões a outras empresas, como a TSMC, uma das principais fabricantes de processadores do mundo e, nomeadamente, fabrica o processador da Apple.

Desde o início das restrições que os EUA têm feito pressões às empresas norte-americanas e aos países aliados, como Portugal, para que estes deixem de utilizar tecnologia da Huawei, com a ameaça de que a mesma empresa pode estar a espiar para o governo chinês. Algo que a empresa tem vindo a refutar e, recentemente, até uma consultora independente afirmou que o código-fonte da empresa para o 5G não tem qualquer problema de segurança.

As autoridades dos EUA alegam que esta medida é uma resposta aos mecanismos que dizem estar a ser usados pela empresa tecnológica chinesa para dar a volta às restrições comerciais impostas desde 2019.

Segundo os EUA, a Huawei e as subsidiárias foram colocadas na Lista Negra dos EUA e obrigadas a obter licenças especiais para continuarem a fazer negócios com empresas norte-americanas, mas a fabricante chinesa contornou esta proibição e continuou a desenvolver processadores utilizado tecnologia americana, “prejudicando a segurança nacional e o objetivo das medidas”, segundo o Departamento de Comércio.

Esta nova medida afeta a Huawei, mas também afetará a TSMC, que até pretende abrir uma fábrica de produção nos EUA e que ainda está a tentar perceber se esta proibição irá afetar o seu negócio.

Como é expetável, a China já anunciou que irá haver retaliação do país contra empresas dos EUA, nomeadamente investigações e possíveis restrições à Apple, Cisco e Qualcomm que utilizam fábricas chinesas para a produção dos seus produtos, bem como poderá suspender a compra de aviões da Boeing, o que também iria afetar a economia dos EUA.

Portanto, mais uma vez e para mal do mercado, esta guerra entre os EUA e a China continua a não vislumbrar qualquer bandeira branca nos próximos tempos. E quem perderá é, sem dúvida, o consumidor.

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