Está disponível nova versão do YouTube para crianças

O YouTube para crianças passa a ter um site próprio. O objetivo é dar aos mais novos uma versão filtrada do serviço, sem comentários, que apenas inclui conteúdo infantil. A notícia foi dada em comunicado. A nova versão online do YouTube para crianças deverá servir como uma alternativa a menores de 13 anos que utilizavam, até agora, o site principal.

Para aceder ao painel de controlo (intitulado “configurações dos pais”) só é preciso responder a uma conta de multiplicar. A partir daí pode-se definir uma palavra-passe para os adultos, desativar a função de pesquisa – para que a aplicação mostre apenas os vídeos mais populares -, e definir a faixa etária dos utilizadores da aplicação – até aos quatro anos; dos quatro aos oito anos, ou dos oito aos 12 anos.

A equipa do YouTube Kids admite que podem existir falhas na filtração de algum conteúdo, e pede que qualquer conteúdo impróprio detetado seja denunciado. “O nosso sistema esforça-se por reduzir conteúdo impróprio para cada faixa etária, mas nem todos os vídeos podem ser manualmente revistos”, escreve a equipa do YouTube.

Uma versão com credenciais de acesso vai ser disponibilizada em breve, permitindo guardar vídeos e temas preferidos pelas crianças. No futuro, também vai ser possível limitar ainda mais o tipo de conteúdo a que as crianças têm acesso, tal como na aplicação.

Embora a versão para crianças do YouTube não autorize anúncios a brinquedos, alimentos açucarados ou fast food, não limita o acesso a vídeos sobre o tema, já que é possível ver vídeos de crianças a visitar restaurantes de hambúrgueres para brincar, ou a comer bolachas de chocolate populares para adivinharem o sabor.

A nova versão online do YouTube Kids chega numa altura em que a plataforma é alvo de escrutínio pelo conteúdo que tem destinado a crianças e aquilo que faz com os dados recolhidos, nota o Público.

Nos Estados Unidos, a Comissão Federal do Comércio abriu uma investigação para averiguar se a empresa recolhia, indevidamente, dados de menores de 13 anos. Ao fazê-lo, o YouTube está a violar a lei do país norte-americano sobre a proteção de crianças online.

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