ESA está à procura de voluntários para fazer desafio que lhe permite estudar cometa 67P

A Agência Espacial Européia (ESA) está à procura de voluntários para jogar um jogo cósmico que consiste em ‘descobrir as diferenças’ para ajudar a estudar as mudanças na superfície de um cometa que se aproximou do Sol há cerca de sete anos.

Juntamente com o site de ciênci Zooniverse, a ESA lançou o Rosetta Zoo. Este é um jogo onde o público pode ajudar os cientistas a entender melhor o cometa 67P, que foi estudado pela missão Rosetta entre 2014 e 2016.

Os jogadores têm acesso a diferentes imagens do cometa, tiradas pela poderosa câmara Rosetta OSIRIS, e detectar diferenças na sua superfície antes e depois do periélio – quando o 67P estava mais próximo do sol a uma distância de 186 milhões de quilômetros.

Bruno Merín, responsável pelo ESAC Science Data Center da ESA em Espanha, referiu que o arquivo Rosetta, de acesso aberto, contém uma grande quantidade de dados que “só foram parcialmente explorados” até agora.

Merín revelou que, após a missão Rosetta, os cientistas e entusiastas do espaço identificaram mudanças e sinais de atividade nas imagens.

Hospedado no site Zooniverse, o Rosetta Zoo convida voluntários a ver imagens de aproximadamente a mesma região lado a lado e identificar uma variedade de mudanças, desde o transporte de pó em larga escala até pedaços de cometas que se moveram ou até desapareceram.

Depois de um número significativo de pessoas ter jogado ao jogo, os cientistas da ESA poderão produzir mapas de mudanças e áreas ativas na superfície do cometa, com rótulos para cada tipo de mudança.

A ESA anunciou que o estudo ajudará os cientistas a desenvolver “novos modelos para vincular a física da atividade dos cometas às mudanças observadas”, como rochas ou penhascos desmoronados.

O cientista planetário Jean-Baptiste Vincent, do Instituto DLR de Pesquisa Planetária em Berlim, Alemanha, acrescentou que, embora ninguém saiba como é um cometa primitivo, os voluntários agora podem desempenhar um papel crucial, no sentido em que estão a ajudar os cientistas a entender como eles evoluem.

“Seremos capazes de retroceder o filme da evolução até a origem do sistema solar”, disse ele. A ESA tem dado muitos passos para envolver o público nos seus estudos sobre o universo.

Em março, lançou uma aplicação para Android, CAMALIOT, que, quando ligado e colocado perto de uma janela durante a noite, pode registar pequenas variações nos sinais de satélite e recolher dados sobre os padrões climáticos espaciais – transformando o smartphone comum num instrumento ao serviço da ciência.

Fonte: Silicon Valley

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