Ensaio do Hyundai Santa Fe: a análise de um SUV familiar

A Hyundai Motors é uma multinacional sul-coreana com sede em Seoul. A Hyundai Motor Company foi fundada em 1967. A Hyundai Portugal conta com uma rede de mais de 30 concessionários dispersa por todo o território português. Está representada em Portugal desde 1996 pelo Entreposto VH e que, em 2015, passou a ser controlada pelo Grupo Salvador Caetano.

O novo Hyundai Santa Fe apresenta-se como uma alternativa no segmento dos SUVs voltado para uma estrutura mais familiar, não abdicando da sua versatilidade e espectro desportivo, económico e de múltiplas superfícies. O preço não deve ser o mais atrativo, no entanto, confira a nossa análise a um dos melhores no segmento em Portugal — onde devem ser levados em conta o aspeto físico, o desempenho, a sensação de condução e a segurança.

Desempenho do Hyundai Santa Fe

Debaixo do capô do Hyundai Santa Fe, contamos com uma motorização turbo-diesel de 2,2 litros de 200 cv e 440 Nm de torque, que equipado com uma caixa automática de oito velocidades extremamente melhorada e suavizada — permite uma troca de marcha quase impercetível, muito graças ao número de marchas existentes e ao sistema de dupla embraiagem.

As alterações mais notórias foram a estrutura do bloco do motor, passando de um bloco em ferro para um bloco em alumínio, conseguindo reduzir o peso da motorização em perto de 20 kg. A Hyundai assegura que implementou um sistema de injeção com maior pressão o que permite mais força com a mesma quantidade de combustível. A transmissão de oito velocidades permite ainda diminuir o efeito de atraso na resposta do turbo, apresentando uma aceleração surpreendentemente rápida.

O Santa Fe mostra que os SUVs são tão ou mais capazes de alcançar velocidades de autoestrada com alguma facilidade, onde até em manobras de ultrapassagem rápida, como acontece em estradas nacionais, responde com a agilidade necessária sem que seja necessária uma redução drástica na caixa de velocidades. De acordo com a Hyundai, a nova transmissão permite uma redução dos consumos de combustível entre 3 e 4% (em comparação com a anterior geração) e, embora a empresa reivindique um valor médio de 7,8L aos 100 km, durante o nosso ensaio foi possível exceder um pouco o regime WLTP ultrapassando os 8,0L aos 100 km.

Em geral, a motorização turbo-diesel face ao peso do automóvel e ao estilo de condução asseguram um consumo um pouco elevado, especialmente para uma motorização a gasóleo, no entanto, não é nada de dramático e asseguram a estabilidade necessária ao funcionamento do dia-a-dia e, em especial, em viagem.

Segurança — uma das mais completas do segmento

Ao nível da segurança, o Hyundai Santa Fe conta com o que de melhor existe na indústria automóvel, sobretudo em termos de assistências à condução — que são interessantes numa viagem, mas onde alguns são um pouco irritantes em modo citadino.

O sistema de Alerta de Tráfego na Retaguarda do Veículo com Travagem Autónoma (RCCA) é uma das brilhantes inovações Hyundai que permitem uma redução do risco de colisão com veículos à saída, por exemplo, de estacionamento. Perfeito para parques de estacionamento e condução em cidade. Através dos radares nas extremidades traseiras, o sistema analisa uma área de 180 graus na retaguarda do veículo e é ativado quando a marcha-atrás é acionada.

O sistema de Manutenção à Faixa de Rodagem (LKA) torna-se um pouco inoportuno em cidade, mas é muito útil quando utilizado em autoestrada em viagens longas — contando com uma ativação automática em velocidades superiores a 60 km/h. Para garantir a segurança pessoal e de terceiros, o Santa Fe garante um sistema de Radar de Ângulo Morto (BCA) que o avisa de perigo iminente em mudança de direção, em conjunto com o sistema Lane Change Assist.

O Cruise Control Adaptativo garante uma condução autónoma de nível 2, onde é possível controlar a velocidade eletronicamente com paragens Stop & Go sem que tenha de abdicar do conforto até aos 180 km/h.

Por fim, a ideia geral que tiramos do novo Santa Fe é esta sensação de pleno controlo de todos os parâmetros no que a segurança diz respeito — especialmente naqueles fatores em que o condutor habitualmente se distraí mais facilmente.

Design e dimensões do veículo

O Santa Fe conta com 4,77 metros de comprimento, 1,89 metros de largura e 1,68 metros de altura, um dos veículos com mais volume do segmento dos SUVs. Contando com 7 lugares e um depósito de combustível de 64 litros, o que lhe confere um destaque grande face a concorrência.

O aspeto físico é surpreendentemente interessante, uma vez que, a assinatura da Hyundai tem sido uma constante melhoria ao longo dos anos. O novo modelo Santa Fe não é diferente. A grelha em cascata é um dos primordiais fatores a destacar pois salta logo à vista assim que vemos o veículo pela primeira vez — demonstrando uma procura pela gama premium (que apresenta este tipo de grelha); depois, a opção de teto panorâmico que faz muito sentido neste tipo de veículos; os grupos óticos traseiros e dianteiros que apresentam uma assinatura muito discreta e característica da Hyundai.

Imponente e extravagante na sua simplicidade, não é difícil de associar a traseira à traseira da S-Max da Ford, só que numa suspensão mais alta e sobe uma marca sul-coreana (o que não é um pouco negativo), demonstrando a reinvenção que as marcas procuram fazer a anteriores designs, renovando-os.

Conforto de condução

Graças a altura de 185 mm do solo e ao sistema de suspensão da Hyundai, o conforto a bordo do novo Santa Fe é uma experiência magnífica, tanto em cidade como fora dela. O Hyundai Santa Fe conta com uma suspensão dianteira MacPherson Strut e na traseira, Multi-Link como acontece com a concorrência, por exemplo, no novo Renault Koleos.

Se o conforto físico é importante, também o conforto proporcionado pelos sistemas de info-entretenimento são bastante importantes — cada vez mais, nos veículos atuais — parâmetro que não desilude no novo Santa Fe. Além disso, todos os extras e packs que fazem parte do novo Hyundai são também um destaque na nossa análise.

Os bancos elétricos de 8 posições permite que se adapte ao Santa Fe nas melhores condições possíveis. O travão elétrico é interessante se não precisar de o usar para situações de estacionamento difícil em que um travão manual poderá ser mais útil. A funcionalidade de fechar os vidros à distância de um clique premido por alguns segundos no botão inteligente da chave do carro é igualmente espantoso e onde o sistema de memória integrada assegura que tenha sempre o carro como o deixou (no seu perfil de utilizador).

Veredito

O novo Hyundai Santa Fe apresenta um preço a começar em 48.671,46€ na sua versão 2.2 litros turbo-diesel e menos equipada. O concorrente Renault Koleos começa em 45.474,99€ numa versão um pouco inferior à oferecida pela Hyundai, pelo que, se comparássemos justamente, a Renault excederia os 50 mil euros.

Assim sendo, pelo preço, apresenta-se como uma versão um pouco mais consumidora de combustível, mas bastante versátil, confortável e bem equipada pelo preço que exige aos seus clientes. Aposta numa condução segura mas atrevida, conseguindo proporcionar excelentes momentos de condução aos seus utilizadores mais exigentes, obedecendo aos mais rigorosos testes de segurança, alguns executados durante o nosso ensaio.

É ideal para toda a família, ainda para mais quando conseguimos uma versão de cinco portas e sete lugares, onde o espaço da bagageira consegue ser estendido até aos 1700 litros de espaço.

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