Eleições no Brasil: O WhatsApp elimina 100.000 contas devido a “campanha de desinformação”

A plataforma WhatsApp baniu mais do que 100.000 contas no Brasil. Esta exclusão em massa surge uma semana antes da segunda volta que irá opor o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, e o candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad.

O Facebook tem falado da sua “sala de guerra”, em Menlo Park, Califórnia, onde supostamente existem equipas para tentar desmontar campanhas organizadas de desinformação. Este súbito eliminar de 100.000 contas parece tratar-se de um ataque a uma destas campanhas, na sequência de uma polémica reportagem da Folha de São Paulo.

Qual é o contexto destas exclusões?

É a campanha de Jair Bolsonaro que está a ser acusado de incentivar ao “spam” de desinformação através desta plataforma. Bolsonaro já negou ter qualquer envolvimento em campanhas de desinformação através do WhatsApp.

O candidato de extrema-direita já se afastou destas campanhas

Na quinta-feira, um dos principais jornais brasileiros, o Folha de São Paulo, apresentou uma reportagem sobre apoiantes do candidato de extrema-direita e os seus ataques em massa contra o adversário de esquerda, Fernando Haddad.
Bolsonaro reagiu com um vídeo online, onde afirma não ter conhecimento destas actividades. Pediu aos seus apoiantes que parem as campanhas negras nas redes sociais.
O Partido dos Trabalhadores quer o caso investigado
O candidato do Partido dos Trabalhadores pediu uma investigação séria e referiu que poderá recorrer aos tribunais para travar estas campanhas de difamação contra si. O principal tribunal eleitoral brasileiro já abriu uma investigação ao caso.

A rede social é bastante utilizada no Brasil

O WhatsApp conta com mais do que 120 milhões de utilizadores no Brasil. Estes números tornam o WhatsApp uma plataforma com um potencial de viralidade que é comparável à principal plataforma do grupo Facebook.

O facto de as mensagens seguirem encriptadas, torna também complicado o trabalho das autoridades em verificar e travar campanhas de difamação e ofensa.

Fonte: Gizmodo

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