EBA é a Airbus das baterias para automóveis elétricos

O Grupo PSA acaba de apoiar uma iniciativa que visa fomentar a iniciativa para um grande consórcio europeu de fabrico de baterias para automóveis elétricos. Esta espécie de ‘Airbus’ das baterias pretende reduzir a dependência dos fabricantes japoneses e chineses, que acrescentam dificuldade a cadeias de montagem e linhas de reparação.

Foi pela voz de Carlos Tavares, o português que lidera um dos maiores grupos europeus de fabrico de automóveis, que a pressão foi colocada no governo e legisladores franceses para terminar com o domínio incontestado dos fornecedores asiáticos de baterias para automóveis.

Falando em nome do interesse estratégico, Tavares frisou a importância de um consórcio tipo Airbus para as baterias. «Temos um interesse estratégico em evitar a concentração de fornecimento de baterias e componentes por parte de fabricantes asiáticos». Esta expressão foi utiliada na passada semana diante dos membros da comissão de negócios económicos do Parlamento francês. Como remate, o executivo destacou «o apoio com entusiasmo do Grupo PSA da criação de um campeão de desenvolvimento e fabrico de baterias».

A Comissão Europeia deu já os primeiros passos neste sentido, com o tentar aproximar fabricantes de automóveis e grandes grupos do setor aos principais nomes da indústria química. O objetivo é o de criar um líder europeu neste setor, como acontece na aeronática com a Airbus. Esta estrutura será ponto de partida para investir numa nova produção europeia.

Por enquanto a expressão de produção de automóveis elétricos na Europa é ainda reduzida, mas a importação de componentes da Ásia tem reflexo óbvio na dificuldade de comercializar automóveis elétricos, novos ou usados, devido ao preço muito elevado das baterias.

O setor das baterias para automóveis elétricos é dominado por alguns fabricantes: os chineses da CATL e os coreanos da LG Chem e da Samsung, sem esquecer a japonesa Panasonic.

Em fevereiro de 2018, o Banco Europeu de Investimento aprovou o financiamento de 52,5 milhões de euros (65 milhões de dólares) para o projeto Northvolt. O principal objectivo era a criação de uma fábrica de baterias na Suécia e que será uma fábrica piloto, líder no fabrico de células de baterias de iões de lítio.

Do lado da Renault, a reação de Carlos Ghosn deixou antever que o seu grupo poderá recorrer aos aprovisionamentos de um fornecedor europeu, assim que a amplitude de produção seja alargada. Atualmente a Renault recorre às baterias da LG Chem.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui