É seguro usar um computador sem antivírus?

Existe quem opte por querer ignorar os riscos inerentes a utilização de computadores sem um antivírus. Algumas dessas pessoas tiveram a sorte de nunca se deparar com nenhum ataque ou vírus passível de danificar os seus ficheiros, sistema operativo ou em alguns casos, o próprio hardware.

O vulgo utilizador opta por usar dispositivos Windows ou Mac, no entanto, os consumidores de Linux sabem bem a necessidade dos antivírus para proteger de software malicioso. Windows funciona sobe uma base de MS-DOS o que o leva a ter diversas imperfeições — pelas constantes alterações — um alvo para ataques informáticos e falhas catastróficas do sistema operativo. O Windows Defender já faz parte do trabalho de casa em matéria de defesa, mas não o defende contra a maioria dos problemas.

O antivírus é uma ferramenta que tem por objetivo a prevenção (quando isto não parte do próprio sistema operativo), deteção e remoção de malware. O software antivírus moderno defende contra esquemas fraudulentos da internet, ransomwares, backdoors, rootkits, trojans — vulgo cavalo de troia — adwares e spywares. Leia, para saber mais, sobre um desses programas antivírus. Nos dias de hoje, a grande maioria dos programas antivírus cumpre com o propósito de defender o seu computador. Contudo, existem alguns programas que se destacam em determinados graus de proteção.

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O quotidiano dos internautas tem-se tornado palco de inúmeros perigos — cada vez mais complexos — e que atraem vários estratos da sociedade, entre empresas, idosos e populações muito jovens (com a democratização do acesso à internet). Para os mais idosos, o desconhecimento leva a que caiam em burlas, spywares ou adwares de instalações sugeridas em pop-up ou anúncios fraudulentos. A presença em casa por motivos de confinamento intensificou este problema.

No caso dos mais jovens, e provavelmente, pelo hábito de nunca terem passado pelos problemas de gerações mais velhas que enfrentaram adversidades resultantes das fragilidades destes softwares. Dito isto, tendem a confiar no Windows Defender — dado o conhecimento que julgam ter, serem capazes de se defender de pequenos problemas — mas quando as coisas “dão para o torto” contam com esta ferramenta da Microsoft para se deferem, o que pode ser tarde demais para a segurança do seu computador.

Associado aos problemas de vírus, a fatores como a constante atualização (up to date) em matéria de informática (como acontece com os telemóveis), os desconhecimentos de ferramentas de otimização dos recursos de computadores levam a que quando estes acumulam muito lixo virtual: ficheiros obsoletos, temporários, cache e cookies seja mais fácil arranjar o argumento de que precisa de um novo em vez de dedicar algum tempo a manter estes equipamentos. Acaba por ser um círculo vicioso do qual tendem a aproximar-se.

Grande parte destes softwares antivírus oferecem alternativas viáveis para todos aqueles que desconhecem os métodos de otimização (libertação deste “lixo”) do computador ou, por exemplo, um cofre para aquelas palavras-chave mais complexas e difíceis de lembrar. A fim de garantir a integridade dos seus dados, é frequente oferecer formas de criptografar. Para além disso, existem ainda ferramentas de atualização de alguns controladores, software ou até do sistema operativo. A seguir à defesa contra o vulgo vírus e a limpeza do PC, a terceira ferramenta mais importante será o aconselhamento de que sites são credíveis pois é a partir daí que os utilizadores poderão perceber se podem depositar confiança enquanto navegam pela internet.

Tudo isto pode parecer conversa fiada, mas a verdade é que para qualquer bom programador (daqueles que invadem softwares), os hackers, o desafio de roubar algumas informações ou provocar o stress num sistema de segurança é sempre algo bastante aliciante, imagine quando essa barreira é inexistente, deixa de existir uma necessidade humana em virtude de sistemas pré-programados invadirem o seu computador a fim de partilharem informações sigilosas ou do foro pessoal com terceiros. E-mails, informações bancárias, documentos pessoais, informações médicas, acesso a redes sociais, entre outros, são alguns desses exemplos.

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Dependendo do uso dado ao computador, os riscos inerentes à ausência de um antivírus alteram-se. Para um consumidor empresarial, a necessidade de um antivírus é bastante evidente pelo foco na proteção contra ficheiros e documentos fraudulentos (confira algumas novidades). Contudo, para um jogador (que adquira tudo aquilo que jogue), a segurança do antivírus não deve ser tão evidente, no entanto, sabemos que isto não é tão preto no branco e que nem sempre estes jogos são adquiridos das fontes mais fidedignas associado ao facto de serem usados para outros efeitos que os leva a poderem ter a segurança comprometida. Por outro lado, se o foco do computador é o trabalho doméstico como estudante ou uso ocasional, pode dar-se ao luxo de prescindir desta solução, algo que não recomendamos pois nunca sabemos o que esperar do futuro.

Será que com todas as ameaças da atualidade ainda compensa prescindir de um software antivírus? Existem opções para todo o tipo de utilizador, nomeadamente, até ao nível do preço. Grande parte destes programas oferecem soluções gratuitas que asseguram alguma proteção básica para que se possa manter seguro sem ter de avançar para uma versão paga. Claro está, para alguém que considera uma ferramenta destas dispensável, mais vale incluir uma gratuita que nada (pode ser que se surpreenda), no entanto, um utilizador deste tipo de solução pode ponderar uma versão paga (que até nem é muito cara) e permite manter os seus equipamentos atualizados e seguros.

Preocupado(a) com aquilo que estes softwares conseguem monitorizar? Se calhar não mostrou tanta preocupação quando cedeu os seus dados para um pagamento online? “Sim, mas aqui eu posso confiar porque é verificado”. Sim, é verdade que é verificado, mas existe uma maior probabilidade (pela sua dimensão) de ser alvo de um ataque organizado e bem mais letal do que ao seu computador — desconhecido na maioria das vezes pelo hacker ou programa malicioso — o antivírus protege-o com maior eficácia contra malwares e outros tipos de ameaças diretas do que, provavelmente, aquele site de compras que por muita segurança que tenha, não é impenetrável.

A ponderação final é bastante positiva, e julgo que depois desta ilustração consegue refletir sobre qual a melhor escolha para si, desde que por aí passe a presença de um antivírus para continuar a contribuir para um ambiente mais seguro. As bases de dados de um antivírus são constantemente atualizadas por forma a garantir mais segurança aos utilizadores.

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