Dona do AliExpress avança para a criação de processadores a pensar na IoT

A Apple estuda essa hipótese, o Facebook está atento à possibilidade, a Google também não rejeita essa eventualidade e, como se não bastasse, também a dona da lendária loja online AliExpress vai estudar a fundo essa chance. A Alibaba anunciou a aquisição de uma fabricante chinesa de processadores para ampliar o seu negócio na “Internet das Coisas” baseado em computação na cloud.

O anúncio surge dias após os Estados Unidos proibirem empresas americanas de vender processadores e outros componentes para a empresa de telecomunicações chinesa ZTE por um período não inferior a sete anos.

O movimento reacendeu a discussão na China sobre auto-suficiência na cadeia de fornecimento de tecnologia. No calor da proibição da ZTE, as autoridades chinesas tiveram reuniões nesta semana com entidades do setor, órgãos reguladores e o poderoso fundo de processadores do país para acelerar planos já agressivos para o setor.

“A aquisição da Hangzhou C-SKY Microsystems, um dos principais fornecedores chineses de núcleos de CPU integrados, reforça o nosso compromisso de impulsionar o desenvolvimento da indústria de processadores”, disse a porta-voz da Alibaba, referindo-se às unidades de processamento central, em comunicado citado pela Bloomberg.

“A Alibaba quer capacitar diferentes indústrias através das nossas soluções de Internet das Coisas (Internet of Things, na designação original) baseadas na cloud, nas quais os processadores desempenham um papel significativo”, disse. A Alibaba não divulgou os termos da aquisição, a primeira envolvendo uma fabricante de chips.

A inteligência artificial e a internet baseada em computação de nuvem são duas grandes áreas de aplicação onde os chips domésticos da China têm boas chances de competir com os distribuidores globais, disse o chefe de tecnologia do Grupo Alibaba.

“Nestas duas áreas, estamos mais ou menos na mesma posição que os Estados Unidos”, disse Zhang Jianfeng, diretor de tecnologia da Alibaba. Fundada em 2001, a C-Sky afirma ser o único fornecedor em massa de CPUs integrados na China, tendo distribuído mais 700 milhões de chips por todo o mundo, segundo o vice-gerente geral Li Chunqiang.

De acordo com Zhang, os chips exigem atualizações tecnológicas constantes, à medida que os cenários de aplicação evoluem e se expandem com o tempo. No entanto, os pesos-pesados da indústria, como a Intel, precisam de ter em consideração a “adaptabilidade tecnológica”, ao projetar novas gerações de chips, o que poderá ser um obstáculo à eficiência.

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