DeepMind disponibiliza o primeiro produto comercial com inteligência artificial

A conhecida subsidiária da Alphabet — proprietária da Google — DeepMind sedeada em Inglaterra, desenvolve tecnologia de inteligência artifícial (deep-learning e outros modelos de aprendizagem).

Investigadores da empresa apresentaram um protótipo funcional de um dispositivo com a capacidade para detetar problemas complexos nos nossos olhos em tempo real. Este passo significa, em particular para a Alphabet, o anúncio do primeiro dispositivo de auxílio médico disponível para consumo.

Para o comprovar, a DeepMind demonstrou o poder da sua máquina num paciente voluntário — que foi examinado publicamente. Em tempo real, o dispositivo analisou a retina do paciente através de um leitor biométrico avançado, e todos os dados e algoritmos recolhidos foram enviados para o Google Cloud, que enviou os resultados de volta (grau de urgência e o diagnóstico detalhado) — tudo isto em apenas 30 segundos.

O dispositivo médico tem a capacidade de analisar doenças oculares como, glaucoma (problemas com o nervo ótico), retinopatia e degeneração macular por via do envelhecimento — com uma precisão igual a de um líder da área. Para isso, investigadores da DeepMind estiveram a trabalhar cerca de 3 anos com o London’s Moorfields Eye Hospital, especialista ocular.

Segundo porta-voz da DeepMind, os médicos poderão, assim que for legalizado o equipamento, utilizá-lo gratuitamente por um período de 5 anos. «Temos trabalhado arduamente de forma a partir de um sistema primordial de pesquisa, chegar a uma [cloud tehcnology], contruindo um prótotipo de um sistema que possa ser realmente colocado em prática» refere Alan Karthikesalingam — líder do projeto e cientista clínica sénior — da DeepMind.

A subsidiária criou a divisão de saúde (departamento médico), no seguimento de integração da equipa liderada por Mustafa Suleyman, em 2016. O objetivo era o de desenvolver tecnologia de inteligência artifícial nos moldes da vida real, no entanto, até agora nenhum equipamento tinha sido anunciado, bem como, nenhuma receita proveniente desta divisão.

O mercado voltado para os cuidados de saúde por inteligência artificial tem crescido rapidamente nos últimos anos, perspetivando-se em 2021 atingir um valor de 6.6 mil milhões de dólares.

Por essa mesma razão, em novembro, a DeepMind anunciou a transferência do poder de decisão da sua divisão de saúde para uma nova direção, a Google Health localizada na California — numa tentativa de se expandir e aumentar a sua presença comercial.

 

A «Food and Drug Administration» (uma mistura entre o nosso Infarmed e ASAE) dos Estados Unidos da América, desde que aprovou o uso de inteligência artificial para o tratamento de pacientes, o seu valor expandiu-se dramaticamente de 2017 para 2018.

DeepMind, afirma que o seu produto não oferece apenas diagnósticos, mas está também disponível para descobrir o percurso do doente até chegar ao desfecho dramático de um problema ocular, bem como, a certeza ou não do diagnóstico, o que se revela bastante importante para o setor hospitalar.

Fonte Financial Times

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