Dados obtidos em ciberataques à venda na deep web

A S21sec, um dos principais fornecedores de cibersegurança da Europa, publicou o seu relatório semestral, Threat Landscape Report, que fornece uma visão geral das ameaças mais relevantes na segunda metade de 2021.

Entre as principais conclusões, a equipa de Threat Intelligence da S21sec identificou os principais malwares bancários que puseram em causa a segurança dos utilizadores, obtendo acesso a credenciais e informações financeiras importantes. O relatório está disponível aqui.

Como resultado do aumento dos ciberataques, a S21sec detetou que cada vez mais hackers estão a conseguir obter dados e acesso aos computadores infetados para posteriormente os colocarem à venda. Estas operações são realizadas nos mercados negros na Deep Web, tais como o Genesis Market, Russian Market e 2easy Market, onde, mediante o pagamento de um determinado valor, é possível obter acesso a máquinas infetadas, credenciais e dados sensíveis.

“O roubo de dados sensíveis e o acesso a equipamentos vulneráveis é cada vez mais comum entre os cibercriminosos que procuram obter lucros financeiros. O malware bancário pode infetar tanto computadores como telemóveis, pelo que qualquer utilizador que introduza as suas credenciais em qualquer dispositivo eletrónico pode ser vítima de roubo de informação através de software malicioso, colocando o dinheiro que tem nas suas contas bancárias em risco”, diz Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence da S21sec em Portugal.

Durante a última metade de 2021, o malware de roubo de informação, conhecido como Infostealer, realçou a vulnerabilidade dos utilizadores e dos seus dados de acesso bancários em termos de cibersegurança.

Tal como no primeiro semestre do ano, este tipo de malware tem mantido a sua atividade em crescimento através de várias campanhas destinadas à obtenção de credenciais bancárias. “Os cibercriminosos estão sempre a desenvolver e a melhorar as capacidades dos Infostealers para obter mais facilmente acesso às informações pessoais e dados bancários dos utilizadores”, afirma Hugo Nunes.

Android, o alvo principal

Os atacantes adicionaram smartphones e tablets à sua lista de alvos principais, levando a um aumento das ameaças que visam especificamente estes dispositivos. E se o seu sistema operativo for Android, a incidência é ainda maior.

“Embora esteja a ser desenvolvido cada vez mais malware para outros sistemas operativos, como o iOS, o Android é o mais utilizado pela maioria da população mundial e, portanto, o alvo mais lucrativo para os cibercriminosos.” acrescenta Hugo Nunes.

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