Comunidade Intermunicipal do Oeste: a primeira região inteligente do país

Red Magic 6S

A Nova Information Management School (NOVA IMS), da Universidade de Lisboa, juntou-se à Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), para desenvolver a primeira região inteligente do país.

O projeto consiste na criação da plataforma Smart Region que recolhe, armazena, processa e analisa dados provenientes dos sistemas operacionais e das redes de sensores municipais combinados com os dados gerados pelas redes wi-fi públicas dos municípios. Estes dados podem ser úteis no processo de tomada de decisão de políticas públicas porque permitem compreender a interação das pessoas que vivem, trabalham e visitam os municípios da OesteCIM, além de que podem ser uma ferramenta útil para investidores e agentes económicos.

A recolha destes dados era feita de forma manual, pelo que, a implementação da plataforma Smart Region vai significar uma redução dos custos em deslocações aos municípios para esclarecimento de questões, em despesas com custos médios de comunicações móveis, entre outros.

No total o projeto vai significar um investimento de um milhão de euros por parte da NOVA IMS, sendo que 57% do valor vai ser cofinanciado pelo Fundo Social Europeu, e tem a duração de dois anos. Através deste projeto-piloto, vai ser possível ficar a conhecer o número e as características de pessoas em eventos e locais, distinguir entre visitantes novos e recorrentes, estabelecer horas de ponta, traçar padrões de deslocação, marcar pontos de interesse, entre outros.

Por outro lado, irá permitir a quem visita a região receber informações personalizadas em função do momento e local onde a pessoa se encontra. Esta abordagem altera o paradigma de planeamento e gestão do turismo e hospitalidade à escala intermunicipal numa abordagem de Smart & Sustainable Tourism.

Miguel de Castro Neto, subdiretor da NOVA IMS e coordenador da NOVA Cidade – Urban analytics Lab, afirma, em comunicado enviado à imprensa, que “é essencial dotar o território nacional e órgãos de soberania, locais, regionais e nacionais, de ferramentas que permitam uma tomada de decisão baseada em dados fidedignos e em tempo útil, como a atual pandemia bem evidenciou”.

Pedro Folgado, Presidente da OesteCIM, salienta, ainda, ao Mais Tecnologia, que o processo de criação de redes de Wi-Fi públicas municipais gera a oportunidade de, pela primeira vez, “os municípios serem os “donos” dos dados necessários e suficientes para o desenvolvimento de capacidades analíticas e pela criação de valiosos insights sobre as mais diversas dimensões da governação do território”.

Os municípios abrangidos pelo projeto são: Alenquer, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Óbidos, Bombarral e Cadaval.

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