Como a Inteligência Artificial Pode ser Usada de Modo Malicioso contra a Segurança Cibernética

Se existe uma expressão que incita a imaginação e a curiosidade dos amantes de tecnologia, esta é inteligência artificial. Muitas vezes resumida na sigla AI (em inglês) ou IA (em português), a inteligência artificial sintetiza conceitos que envolvem capacidades, mecanismos e funções que permitem maior autonomia aos dispositivos tecnológicos em relação às pessoas, tornando-os “agentes inteligentes”.

As funcionalidades dos seus aplicativos (como reconhecimento facial, vocálico ou digital), as atualizações do seu computador, a integração entre vários componentes da sua casa e tantos outros elementos são apenas alguns exemplos de como a inteligência artificial faz parte do nosso mundo contemporâneo.

Não é difícil imaginar, portanto, como ela pode ser usada também num viés negativo. Assim, neste artigo, vamos explorar os modos como isso pode se dar e dar algumas dicas de como você pode se proteger, fazendo uso, por exemplo, de uma VPN para seu Android.

A Inteligência Artificial não é o futuro, é o presente

Quando falamos sobre IA, pensamos em cenários futuristas e desdobramentos científicos numa projeção temporal muito adiantada. Embora a própria ficção científica tenha colaborado muito para com nossos desenvolvimentos científicos, nós podemos sentir a presença da inteligência artificial hoje, agora.

O site Statista mostra o crescimento dos investimentos globais em inteligência artificial: em 2016, foram investidos U$ 5,8 bilhões; em 2018, essa cifra subiu para U$ 9,7 bilhões – um crescimento de mais de 67%. Para 2019, estima-se que esse valor suba para U$ 11,7 bilhões e, para 2020, U$ 13,6 bilhões.

Até 2025, estima-se que o mercado de veículos autônomos atinja mais de U$ 6 bilhões. De acordo com dados de setembro de 2018, somando apenas os 10 países no topo do ranking mundial, temos praticamente 2 bilhões de smartphones no mundo inteiro (e esse número cresce diariamente).

Esses são apenas alguns dados que dão um vislumbre das dimensões e implicações econômicas, tecnológicas e sociais causadas pela disseminação de elementos de inteligência artificial. E, por óbvio, os perigos que desafiam a segurança cibernética são proporcionais a essas cifras.

Os desafios de um mundo interconectado

A crescente automação e o aumento da autonomia dos dispositivos são dois elementos que propiciam uma nova gama de oportunidades para intenções maliciosas. Hackers não dependem mais de intromissões totalmente diretas: eles podem recorrer cada vez mais a malwares e dispositivos mais autônomos, os quais dependem quase que exclusivamente da ação de usuários desatentos, ativando esses mecanismos.

Por exemplo, os próprios mecanismos anti-malware podem ser prejudicados. Muitos desses recursos utilizam algoritmos para processar esse machine learning. Se um hacker consegue infectar a base de algoritmos usada por esses programas, ele pode alterar sistematicamente as capacidades de defesa do software, abrindo uma gama maior de vulnerabilidades num determinado sistema, deixando os usuários mais expostos. E, como esse é um processo automático, há poucas chances de um usuário perceber a alteração.

A complexidade desses sistemas de IA faz com que a solução desses problemas seja cada vez mais difícil. Até mesmo cientistas do ramo que desenvolvem algoritmos de IA admitem que não entendem necessariamente como esses dispositivos funcionam em sua totalidade.

A coleta de informações dos usuários em sites, aplicativos, redes sociais, dispositivos e programas diversos também representa uma possibilidade maior de roubo e interferência desses dados, usando-os para propósitos alheios aos desejos e ao consenso dos usuários. A integridade das informações fica cada vez menor na medida em que os processos dependem cada vez menos da ação dos próprios usuários.

Algumas dicas valiosas para sobreviver no mundo virtual

O modo mais lógico de eliminar riscos cibernéticos é não utilizar dispositivos móveis e tecnologias em geral. Como isso é essencialmente impossível (e indesejável), o importante é aprender uma série de comportamentos que diminuem essas ameaças.

Apesar da crescente automação dos dispositivos tecnológicos, o comportamento dos usuários continua sendo o principal fator para maximizar ou minimizar riscos. Filtrar bem as informações que você disponibiliza, ter cuidado com os recursos que você instala, verificar a integridade dos sites que você acessa, além de  manter a segurança das suas senhas de acesso são algumas das atitudes que você pode tomar para ampliar sua integridade.

Isso sem falar na manutenção de bons programas antivírus e firewalls que, quando bem atualizados, podem reduzir significativamente esses riscos. Isso melhora não só a sua segurança, mas a de todos os demais usuários de uma rede e da internet em geral.

Como a maioria desses mecanismos de invasão exige conectividade, é essencial proteger sua rede. Um provedor VPN (Virtual Private Network, “Rede Virtual Privada”) é um ótimo modo de fazer isso, permitindo a criação de uma rede virtual que criptografa as informações da sua conexão, tornando seu dispositivo essencialmente indetectável para hackers e inibindo a diminuição da sua velocidade de conexão, além de permitir a alteração do seu endereço IP.

E, já que os dispositivos móveis são a face mais imediata dessa propagação da IA, é crucial usar um provedor VPN nesses dispositivos (https://nordvpn.com/pt-br/download/chrome-extension/). Em sua maioria, eles possuem sistema operacional Android. Então, vale a pena conferir provedores VPN para sistemas Android.

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