Comissão Europeia prepara-se para lançar carregador universal único

A Comissão Europeia referiu, recentemente, que se encontra na fase final do desenvolvimento de um carregador único universal que dará para tanto para telemóveis como para computadores

“Ter um carregador universal que pode ser adquirido independentemente da marca dos telemóveis economizaria recursos e simplificaria as coisas”, anunciou Franceinfo Margrethe Vestager. Ainda que a proposta esteja na última fase, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, ainda não avançou com uma data exata para este lançamento, afirmando que ainda está a ser planeado o cronograma de apresentação.

Assim, a Comissão Europeia entrará em conversações com os fabricantes de smartphones e tablets no sentido de lhes pedir que adotem apenas um único carregador com a obrigação de integrar uma porta USB Tipo-C.

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Recorde-se que a proposta de um carregador único na União Europeia surgiu em Janeiro de 2020. Ainda que os políticos pretendessem adotar a medida no espaço de seis meses, foram muitas as opiniões contrárias por parte de empresas da área tecnológica, nomeadamente por parte da Apple, que se constituiu como o principal opositor.

A Comissão Europeia, propôs “apresentar um plano para a Apple, Huawei e Nokia, para que também tenham carregadores universais e funcionais” . Isso significa que todos os dispositivos devem ser equipados com uma porta USB Tipo C, embora haja a possibilidade de incorporar uma segunda porta”.

O Parlamento Europeu já anunciou que a existência de diversos tipos de carregadores provoca 51.000 toneladas de resíduos por ano, pelo que é fundamental acabar com a produção deste tipo de materiais em massa. Com a nova medida, a Comissão Europeia espera dar um passo em frente ao nível da sustentabilidade bem como aumentar a vida útil dos equipamentos.

Atualmente, no mercado existem três modelos de carregamento: USB 2.0 Micro B, USB C e o sistema Lightning, sendo que em 2009, eram perto de 30, tendo-se registado uma redução significativa desde então.

A Comissão Europeia espera que a medida entre oficialmente em vigor em 2024.

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