CIOs preocupados com os departamentos de T.I.C por estes não proporcionarem suficiente vantagem competitiva.

Estará a faltar ´o fator T.I.C.´? Apenas um em quatro líderes de T.I.C. veem os seus esforços entregarem vantagem competitiva, sendo o maior esforço em manutenção e atualizações. As iniciativas em Digital poderão estar apenas a ajudar as empresas a manterem-se ´em jogo´, mais do que ajudarem a aumentar a sua competitividade. Isto pode ser um problema que persiste desde há anos. Onde estará a próxima grande fronteira nas tecnologias de informação, e como poderão as T.I.C. acompanhar este desafio?

A omnipresença e disponibilidade generalizada da tecnologia é uma “faca- de-dois-gume”: torna simples às empresas a introdução dos seus argumentos digitais, e ao mesmo tempo, torna-a uma “utiity” que todos esperam naturalmente ter acesso.

Nicholas Carr, no seu trabalho de há algumas décadas atrás, “Does IT Matter”, advertiu acerca do fenómeno , afirmando que a acessibilidade e a disponibilidade da tecnologia, diante de todos, nivelou o mercado e, por tal, ninguém ganha vantagem competitiva.

Da mesma forma, nenhuma empresa ganha quota de mercado por estar melhor conectada. Para a maioria das empresas, Carr escreveu, “tem sido mais uma fonte de frustração e desilusão do que glória. Quando Carr escreveu isso em 2003, referia-se a uma mercantilização do hardware, sistemas operativos, redes e do armazenamento. Hoje, estaremos a falar de tecnologia digital. Os CIO´s entendem todos este paradoxo de forma clara: num recente inquérito da Adobe, apenas 25% dos CIO´s sentem seguro o seu trabalho, a nuvem ou a modernização das plataformas está diferenciada entre a concorrência.

A questão coloca-se: como devem ser as T.I.C. e tecnologias digitais serem empregues em formas de entregarem vantagem competitiva, que ajudem as empresas destacarem-se de todos, com abordagens únicas?

Surpreendentemente, apenas 15% dos CIOs no inquérito da Adobe atribuem às suas organizações pontuações de topo por terem maturidade digital avançada. Mais revelador é o facto de quando se trata de prioridades TICs, o desafio é lidar com´o elefante na sala´, tratando-se de segurança. Não é de todo um fator diferenciador competitivo, mas sem ele, um negócio pode colapsar. Os CIO´s no inquérito da Adobe colocam a segurança no topo das suas prioridades, bem acima de iniciativas de desenvolvimento de negócio — 82% dos entrevistados citam a segurança como topom das prioridades, adiante do movimento para a nuvem (68%) e a modernização das plataformas (66%), que sem dúvida, também poderia ser classificada como atividades de ´commodities´.

As iniciativas que poderiam apoiar a entrega de vantagem competitiva, desenvolvimento de experiência de cliente e emprego de analytics, aparecem em quarto e quinto lugares com 65% e 61%. As pessoas e gestão do talento, fundamentos numa vantagem competitiva, apenas pesam 61%. Notavelmente, apenas um em dez CIO´s consideram as suas tarefas primárias centradas em volta da experiência de cliente, como sendo uma área afeta a responsáveis de Marketing e operacionais. Uma maioria de CIOs, 55%, veem a Inteligência Artificial a ´construir terreno´ na evolução das experiências de cliente e aumentar a inteligência´ das suas empresas, mas apenas 20% iniciaram a adoção da Inteligência Artificial na sua atividade.

A contínua luta em que os CIO´s e as suas organizações se encontram envolvidos – segurança, manutenção dos sistemas atualizados, e assim por diante – ajuda a manter o ´status quo´, mas há um fator que necessitará de entrar em cena. Este fator inclui as TIC, sem dúvida, mas necessitará uma abertura na cultura da organização que incentive a experimentação e constante inovação.

>Fonte: ZDNet

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