Cinema em casa: plataformas de streaming crescem em tempo de pandemia

A pandemia de Covid-19 veio condenar várias áreas da economia, já de si muito fragilizadas, mas também motivou o crescimento repentino de muitos outros negócios, em especial os que estão baseados na web.

A redes sociais, lojas online, plataformas de streaming, entre outras formas de negócio online, registaram um crescimento exponencial de utilizadores nos últimos meses. Neste particular, podemos dizer que avançamos alguns anos no que toca aos hábitos de consumo no digital.

A plataforma de streaming mais popular, que dispensa apresentações, é a Netflix. Com 200 milhões de subscritores ativos, pode dizer-se que a Netflix não tem sido muito abalada pelas apostas recentes de Disney Plus, Apple TV Plus, Amazom Prime, HBO ou até Youtube Premium, que intensificaram a sua presença no mercado digital, sobretudo durante a pandemia.

Se, por um lado, a Netflix perdeu algumas produções do seu catálogo – principalmente as que tinham os direitos afetos à gigante Disney – por outro reforçou as suas parcerias com produtoras externas e beneficiou da ausência de exibição de filmes em cinemas.

O resultado: um crescimento de vários milhões de utilizadores ativos e o aparecimento de alguns filmes de bitola “oscariana”, numa plataforma que já assumiu o ambicioso objetivo de lançar um novo filme original a cada semana.

Refira-se, ainda, que a Disney é um caso sério de crescimento nesta área, com 95 milhões de subscritores. E a aumentar…

Apple ainda não entrou com os dois pés no mundo do streaming

Apresentada em 2007 como um equipamento de reprodução de conteúdos multimédia, através da compra ou aluguer de filmes através do velhinho iTunes, a Apple TV apenas se tornou num caso sério de popularidade com o lançamento do Apple TV Plus.

Este serviço por subscrição, que ainda não se assumiu com um verdadeiro concorrente à Netflix, tem ganho um número elevado de subscritores por via da aquisição de produtos da “marca da maça”. Desde 2019 que a Apple oferece, pelo menos, um ano de subscrição a quem comprar, por exemplo, um novo iPhone.

A verdade é que a Apple TV só agora começou a alargar o seu catálogo com produções originais, uma tarefa importante caso pretenda reter os clientes que estão a utilizar o serviço sem qualquer custo e que não têm quaisquer intenções de o renovar.

Diga-se, em boa verdade, que a empresa de Tim Cook não precisa de colocar as suas fichas todas no serviço de streaming, uma vez que o seu “core business” é, sem dúvida, a venda de equipamentos, com destaque para os iPhones. “Apenas” essa área de negócio garante centenas de milhares de milhões de dólares de lucros por ano à Apple.

No entanto, o futuro assenta, cada vez mais, na rentabilização de serviços online, por subscrição. E mesmo que a aposta da Apple não se concentre no streaming, ou na Apple TV Plus, a verdade é que a venda de subscrições está constantemente a aumentar, por via indireta. Desde logo, com a assinatura de um serviço agregador chamado Apple One, que concentra, numa só assinatura (11,95€ em Portugal), o Apple Music, Arcade, iCloud e Apple TV Plus.

Assim, os utilizadores irão ficar a assistir (no sofá?) a uma verdadeira guerra concorrencial pelo mercado do streaming.

Quer saber outras novidades? Veja em baixo as nossas Sugestões

Quer saber outras novidades? Veja em baixo as nossas Sugestões

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here