Cinco objetos obsoletos que ainda são usados algures no Planeta

Pager, fax, cheque, tamagotchi ou cassetes de audio: saiba quais os objetos obsoletos que ainda estão a ser usados nalguns locais do mundo. Os poucos japoneses que ainda usavam pagers provavelmente estão a queixar-se desde a semana passada quando a última empresa fornecedora do serviço no país, a Tokyo Telemessage, anunciou o seu fim. Ao mesmo tempo, muitos já nem deveriam saber que existia tal tecnologia.

A Tokyo Telemessage tinha ainda 1,5 mil clientes, a maioria deles profissionais de saúde. O único assinante privado era Ken Fujikura, que mantinha o seu pager ativo para se comunicar com a mãe, de 80 anos. “Como só a minha mãe tinha o número do pager, eu sabia que (a notificação do pager) era dela”, disse, em declarações à BBC.

Pagers

O pager continua a ser popular entre os funcionários britânicos do setor de saúde pública, ou seja, 130 mil pessoas usam pagers, o equivalente a 10% do total de pagers que ainda estão ativos no mundo.

Um estudo de 2017 apontou que 80% dos hospitais britânicos ainda recorrem a estes aparelhos. A NHS promete, todavia, descontinuar o seu uso até 2021 e substituí-los por outro serviço de mensagens.

Cheques

Os cheques são cada vez mais raros, mas ainda são usados em países como o Brasil. Nos Estados Unidos, em 2015, uma média de 7,1 cheques foram preenchidos por cada domicílio do país. Costumam ser usados em pequenas lojas que não aceitam cartões e no pagamento de aluguer de casas, por exigência dos próprios senhorios.

No Reino Unido, a intenção era ter eliminado os cheques até 2018, mas esse projeto foi abandonado, uma vez que não foram encontradas alternativas viáveis para substituí-los entre utilizadores idosos (a maioria dos cheques britânicos são preenchidos por pessoas com mais de 65 anos). Em países como a Holanda, a Namíbia e a Dinamarca, já não existem cheques.

Cassetes

Pessoas com mais de 30 anos devem lembrar-se da época em que gravavam em cassetes as canções que tocavam na rádio ou já nos CDs – e também da tristeza quando se enrolavam e se danificavam permanentemente. A cassete tinha lugar cativo nos aparelhos de som caseiros e nos carros, bem como em walkmans e agora está a viver uma espécie de “mini-renascimento”.

No Reino Unido, por exemplo, as vendas de cassetes atingiram o seu maior volume em mais de uma década. Mais de 35 mil exemplares foram vendidos nos primeiros sete meses de 2019, diz a associação fonográfica do país. Algo parecido acontece nos Estados Unidos, onde, segundo a empresa de pesquisas Nielsen, as vendas de cassetes aumentaram 23% em 2018, em comparação com o ano anterior.

Tamagotchi

O Tamagotchi, é um “animal de estimação eletrónico”, num dispositivo ovalado, e o objetivo do dono é manter o bicho vivo. O Tamagotchi foi lançado no Japão em 1996 e cresceu em popularidade em todo o mundo no ano seguinte. Chegou a ter mais de 40 milhões de unidades vendidas nos seus primeiros anos de existência. No ano passado, uma nova geração de Tamagotchis foi lançada.

Os novos Tamagochis, coloridos, podem trocar dados entre si e até mesmo procriar. Além disso, eles reúnem-se num fórum online que discute, por exemplo, quem vai casar com quem e como fazer tributos a “Tamas” que não sobreviveram.

Aparelhos de fax

Vamos descrever o fax como uma impressora grande que produzia um som muito peculiar, semelhante ao de um motor a vapor. Alguns modelos tinham um telefone acoplado. O aparelho de fax digitaliza documentos e transporta-os por um sinal, enviado por linha telefónica, a outro aparelho de fax, o qual reproduz o documento enviado e o imprime. Ainda existe porque a indústria da saúde e alguns departamentos estatais fracassaram na atualização desta tecnologia.

É, mais uma vez, exemplo o serviço de saúde britânico NHS: acredita-se que seja o maior comprador mundial de aparelhos de fax. O governo agora quer que essas máquinas sejam substituídas (possivelmente por e-mails) até 2020. Além disso, milhões de páginas de fax ainda são enviadas diariamente em países como os Estados Unidos, Alemanha, Israel e Japão. No Japão, inclusive, o fax subsiste em grande parte porque a escrita à mão e as cópias impressas são ainda bastante valorizadas. No ano passado, curiosamente, o ministro de cibersegurança do país admitiu que nunca tinha usado um computador até então.

Fonte: BBC

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