Cientistas criam ecrã numa bolha de sabão

Um grupo de cientistas está a trabalhar no ecrã transparente mais fino de sempre e, ao contrário do que se possa pensar, a solução já se encontra praticamente em todos os lares com crianças.

Se ainda não adivinhou, aqui fica uma ajuda: no futuro poderá assistir aos seus filmes preferidos… numa bolha de sabão. “É do conhecimento geral que a superfície de uma bolha de sabão é uma membrana. Isso permite que a luz a atravesse e exiba cor na sua estrutura”, começa por explicar o investigador principal da equipa internacional, Yoichi Ochiai. A partir desse pensamento a equipa desenvolveu um ecrã especial usando a mistura de dois líquidos coloidais.

Paradoxalmente, é com ondas ultrassónicas que atingem a membrana que os cientistas alteram a textura de uma imagem projetada. “Os ecrãs comuns mostram todas as imagens da mesma forma, mas as imagens deveriam ter propriedades visuais diferentes”, afirmou Alexis Oyama, outro dos investigadores da equipa. “Por exemplo, as asas de uma borboleta deviam ser refletivas e uma bola de bilhar deveria ser lisa, e o nosso ecrã transparente pode alterar a reflexão em tempo real de modo a mostrar diferentes texturas”. Todo o processo é controlado pelas ondas sónicas: “a membrana pode alterar a sua transparência e superfície dependendo da escala das ondas ultrassónicas”.

As vantagens à partida são muitas. Imagens mais realistas e vívidas mas não só: juntando vários destes ecrãs, os espetadores conseguem visualizar um efeito 3D e até uma projeção holográfica. Ao contrário das bolhas de sabão comuns, este ecrã é muito mais resistente, graças à presença de colóides especiais, sendo até possível fazer passar objetos através dele sem o rebentar.

Além da espetacularidade que o ecrã já tem, os cientistas acreditam que ele pode vir a ser muito útil, por exemplo para artistas e museus que desejem conferir um maior realismo às suas obras.

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