Cibercriminosos têm vindo a utilizar cada vez mais o Telegram

Segundo foi avançado pelo departamento de investigação do Financial Times e da Cyberint, uma empresa ligada à inteligência cibersegurança, os cibercriminosos têm utilizado o Telegram como forma de roubar dados, visto que a plataforma é de fácil acesso.

De acordo com a FT, houve “um aumento de mais de 100% no uso do Telegram por parte de cibercriminosos”. “Recentemente, testemunhamos um aumento de mais de 100% no uso do Telegram por cibercriminosos”, disse Tal Samra, analista de ameaças cibernéticas da Cyberint. “ O seu serviço de mensagens criptografadas é cada vez mais utilizado por quem pratica atividades fraudulentas e vende dados roubados, pois é mais conveniente do que usar a dark web”.

O Finantial Times refere que o aumento da atividade criminosa no Telegram aconteceu após a mudança da política de privacidade do WhatsApp. O Whatsapp veio alterar a sua política de privacidade visto que passou a partilhar dados com o Facebook, o que gerou bastante polémica. Neste sentido, foram muitos os utilizadores que mudaram para outras plataformas que deram garantias de encriptação das comunicações e o Telegram foi das aplicações que mais captou novos utilizadores.

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Das atividades ilícitas praticadas por criminosos no Telegram destacam-se a venda de números de cartões de crédito, ferramentas de hacking ou cópias de passaportes. Também foram encontradas cerca de  300 mil a 600 mil combinações de email e respetivas passwords.

Lançado em 2013, o Telegram permite que os utilizador enviem mensagens aos seus seguidores através de “canais” ou criem grupos públicos e privados de fácil acesso a todos. Os utilizadores também podem enviar e receber grandes arquivos de dados, incluindo arquivos de texto e zip, diretamente através da plataforma.

Entretanto os responsáveis pelo Telegram anunciaram que tem tentado remover a informação pessoal que é colocada na plataforma sem consentimento dos utilizadores. Tem, por isso, formado uma equipa de moderadores responsáveis por detetar situações de políticas de privacidade.

Fonte: Financial Times

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