Call of Duty será um exclusivo na Xbox? Já sabemos a decisão da Microsoft

Após as alegações da Sony sobre a compra da Activision Blizzard, com a empresa a mostrar-se receosa com uma possível exclusividade do título “Call of Duty”, a Microsoft defendeu-se e garante que a série de jogos de guerra vai continuar a ser multiplataforma.

Segundo o Washington Post, a Microsoft acredita que tornar “Call of Duty” um exclusivo para a Xbox resultaria num grande prejuízo financeiro para a empresa.

De recordar que “Call of Duty” tem uma enorme base de jogadores nas consolas PlayStation, que resulta em números realmente impressionantes e num sucesso comprovado para a Sony.

A Microsoft entende que uma possível exclusividade só seria lucrativa caso os jogos da Activision Blizzard conseguissem atrair um aumento considerável de jogadores para o ecossistema Xbox; caso contrário a estratégia resultaria em prejuízo com os títulos fora de outras plataformas. Além do mais, as estratégias de exclusividade ainda resultam em custos específicos de cada título.

Cada título anual de “Call of Duty” resulta do esforço coletivo de vários estúdios que trabalham juntos ao longo de muitos anos. Num relatório de investidores de 2021, a Activision afirmou que existem mais de 3.000 trabalhadores designados apenas para trabalharem neste jogo. Com valores de produção tão altos, a Sony sustentou que nenhuma outra editora poderia desafiar a posição da Activision no mercado, citando “Battlefield”, da Electronic Arts (outra série de ação militar de grande sucesso), como um concorrente que ainda não conseguiu ameaçar o mais lucrativo do mundo.

“Call of Duty” vendeu 425 milhões de cópias desde o seu lançamento. Comparativamente, “Battlefield” vendeu cerca de 88 milhões. As vendas de “Battlefield 2042” foram descritas como “dececionantes” pelo então diretor financeiro da EA, Blake Jorgensen, durante a teleconferência de investidores da editora em fevereiro.

Em sua defesa, a Microsoft também rebateu as afirmações da Sony alegando que a estratégia do PlayStation sempre teve foco em exclusividade. A empresa ainda insinuou que a Sony paga para que certos jogos não sejam lançados no Game Pass ou em outros serviços de assinatura.

Fonte: Washington Post

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