Bug no Google Pixel desativa Wi‑Fi e Bluetooth
Quem tem um Google Pixel e instalou a atualização de janeiro de 2026 pode ter acordado com o Wi‑Fi e o Bluetooth a portar‑se mal. Ao longo dos últimos dias, multiplicaram‑se os relatos de ligações sem fio que simplesmente deixam de funcionar após o update. Em alguns casos, o Wi‑Fi deixa de procurar redes; noutros, o Bluetooth recusa‑se a ligar, como se o botão de alternância estivesse apenas ali para decoração. Há até menções esporádicas a falhas na câmara, ainda que o grosso das queixas aponte para a conectividade.
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O curioso é que a atualização, lançada sem alertas de última hora, não trazia qualquer indicação de que poderia interferir com as rádios do telefone. Ainda assim, a experiência do utilizador fala mais alto: depois de instalar o patch, vários modelos dos Pixel começaram a mostrar comportamentos anómalos nas ligações sem fios.
Modelos atingidos: do veterano ao topo de gama recente
Não se trata de um problema restrito a um único dispositivo. Entre os modelos mais referidos nos fóruns estão o Pixel 8 Pro, o Pixel 10 e o Pixel 10 Pro XL. Isto sugere que não estamos perante uma falha isolada de hardware, mas antes um bug de software que pode estar a afetar diferentes gerações do portefólio da Google.
Em termos práticos, quem usa o telemóvel para chamadas via Wi‑Fi, streaming doméstico ou emparelhamento com auscultadores e wearables é quem mais nota a dor de cabeça: ora não encontra redes, ora não consegue ligar o Bluetooth, ora os dois.
Porque é que isto é um problema maior do que parece
A perda de Wi‑Fi e Bluetooth em pleno 2026 é um retrocesso considerável na rotina digital. Sem Wi‑Fi, a pressão cai sobre os dados móveis, o que pode aumentar custos e reduzir a autonomia da bateria. Sem Bluetooth, vai por água abaixo o conforto de usar auriculares sem fios, relógios inteligentes, comandos, acessórios de saúde e, para muitos, até a integração com o automóvel. É um daqueles bugs que não é apenas irritante: altera hábitos e quebra fluxos de trabalho.
O que a Google disse até agora
Nesta altura, não há uma correção oficial liberada. A recomendação que circula nos canais da própria empresa é a de contactar o suporte técnico para registar o caso e receber instruções. Esse encaminhamento é útil para somar dados de diagnóstico e acelerar uma solução, mas não resolve o imediato. A falta de um comunicado público mais detalhado deixa, por enquanto, os utilizadores a navegar à vista.
O que já foi tentado e o que pode resultar temporariamente
Soluções de praxe, como reiniciar o telemóvel, repor as definições de rede, arrancar em modo de segurança ou até fazer uma reposição de fábrica, não têm sido eficazes na maioria dos relatos. Há, no entanto, um fio de esperança: um utilizador avançado reportou ter recuperado o funcionamento normal ao reinstalar manualmente a mesma versão do sistema através de ADB. É um procedimento técnico, com riscos, que não é aconselhado a quem não se sente confortável com linhas de comando e bootloaders. Para o comum dos mortais, o mais sensato passa por:
- Verificar se há atualizações adicionais de sistema, Google Play System e apps dos Serviços Google; por vezes, um patch silencioso chega por estas vias.
- Limpar a cache de Wi‑Fi e Bluetooth nas Definições (Aplicações e serviços relacionados) e reiniciar o dispositivo. Não resolve para todos, mas é rápido e inofensivo.
- Testar com o cartão SIM removido, só em Wi‑Fi, e depois só com Bluetooth ligado, para perceber se há interferências entre serviços.
- Se a ligação falha em casa, experimentar outro router ou ponto de acesso (partilha de internet de outro telemóvel) para excluir incompatibilidades de rede.
- Recolher registos de erro através da ferramenta de feedback do Android logo após a falha e enviar ao suporte. Quanto mais dados técnicos, mais depressa surge um patch robusto.
Para quem ainda não instalou a atualização e depende a sério do Wi‑Fi/Bluetooth, vale a pena adiar um ou dois dias e observar a evolução dos relatos. Em atualizações problemáticas, esperar 48 a 72 horas pode ser a diferença entre um dia perdido e uma instalação sem sobressaltos.
Um déjà‑vu para donos de Pixel
Esta não é a primeira vez que a conectividade dos Pixel dá dores de cabeça após um update. Utilizadores do Pixel 8 Pro, por exemplo, já vinham a reportar instabilidade semelhante há meses, com oscilações de Wi‑Fi e emparelhamentos teimosos no Bluetooth. A atualização de janeiro parece ter alargado o raio de ação do bug, apanhando também os modelos mais recentes.
Do lado técnico, problemas assim costumam nascer de regressões na pilha de conectividade, conflitos entre o firmware do modem e o kernel, ou ajustes de segurança que acabam por bloquear comportamentos legítimos. Uma correção sólida exige testes extensivos em diferentes routers, bandas e acessórios, razão pela qual nem sempre chega de um dia para o outro.
Compra em mercados sem presença oficial: impacto no suporte
Em países onde os Pixel não são vendidos oficialmente, o acesso a assistência pode tornar‑se mais moroso, sobretudo para trocas rápidas ou reparações.
Quem comprou o dispositivo importado deve privilegiar o contacto com o suporte online da Google e com a loja onde adquiriu o telemóvel, garantindo registos de diagnóstico e comprovativos de falha após a atualização. É trabalho extra, mas ajuda a reduzir idas e vindas desnecessárias.




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