Black Friday está a dar que falar pela violação da lei por parte de algumas lojas

É caso para dizer que os Black Friday continuam a dar que falar mesmo depois de terem terminado. Há lojas que violaram a lei e a Deco já pediu intervenção por parte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Lojas como a Rádio Popular, a Media Markt e a Worten são algumas das lojas em causa e que fizeram com que a DECO se pronunciasse. Afinal e segundo a DECO, em quase metade dos artigos em promoção afinal não se confirmou uma real promoção. Em 40% dos artigos houve falhas e irregularidades nas promoções divulgadas. Estas não foram as únicas falhas e violações à lei que a DECO verificou.

Preços acima do normal e preços em falta foram outras irregularidades. Em situações de saldos e promoções o novo preço e o preço anteriormente praticado têm que estar expostos ou a percentagem da redução de preço. O preço tem que estar riscado e afinal o preço até já esteve mais baixo, concluiu a DECO. Para se confirmar uma real redução de preço, ou seja, uma real promoção não podemos presenciar situações como a de produtos que estiveram 60 dos últimos 90 dias a um preço inferior ao preço normal.

Em Portugal, a Lei dos Saldos e das Promoções é clara e a DECO enquanto organismo denunciador, uma vez que é associação de defesa dos consumidores, emitiu um comunicado de quem não cumpriu e explica as falhas em causa. A DECO reuniu as práticas consideradas abusivas e remeteu-as em carta para a ASAE.

De acordo com a DECO, nos últimos três dias, a sua ferramenta “comparar preços” foi alvo de mais de 175 mil pesquisas e pode assim dar os seus conselhos a mais de 80 mil pessoas. Em 17% dos casos, a DECO desaconselhou mesmo a compra do produto, uma vez que, este já havia estado à venda por um preço mais atrativo.

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