Asus desmente fim das placas RTX 5070 e 5060 Ti
Num rodopio raro no mundo do hardware, a Asus veio a público esclarecer que não vai descontinuar as GeForce RTX 5070 Ti e RTX 5060 Ti com 16 GB de VRAM. A notícia, confirmada pela própria Asus Press, surge depois de relatos iniciais darem como certo o fim de linha destas placas, criando ansiedade entre entusiastas e construtores de PCs que procuram modelos com mais memória.
A própria marca admitiu que a confusão nasceu de informação incompleta partilhada por um representante de relações públicas, e assegurou que não existe qualquer designação de fim de vida (EOL) para estes produtos. Em suma: as placas mantêm-se no portefólio e a empresa promete continuar a suportá-las.
Se não é descontinuação, porque é que tantas lojas parecem estar sem stock? A resposta está na cadeia de fornecimento da memória. A procura por chips de alta velocidade, essenciais para alimentar VRAM de 16 GB, ultrapassou a disponibilidade, comprimindo a produção e alongando os ciclos de reposição.
A Nvidia também reconheceu publicamente dois factos em simultâneo: a procura por GPUs GeForce segue forte e a oferta de memória está apertada. Traduzindo: o fluxo de placas existe, mas é irregular, e algumas regiões vão sentir períodos de prateleiras vazias intercalados com reposições limitadas.
Durante anos, 8 GB foram suficientes para jogar a 1080p. Hoje, com texturas mais pesadas, ray tracing mais agressivo e ambições a 1440p/4K, 16 GB deixaram de ser luxo para se tornarem um ponto de equilíbrio sensato. Jogos recentes carregam pacotes de texturas volumosos e cenários complexos, e basta ativar ray tracing e DLSS/Frame Generation para ver como a margem de VRAM ajuda a evitar quebras abruptas ou stutter em mapas densos.

Fora do gaming, o apetite por memória cresce com workloads de IA local, edição de vídeo em 4K e pipelines de fotografia com catálogos extensos. Para quem quer experimentar geração de imagem por IA ou modelos de linguagem de pequena/média dimensão no próprio PC, 16 GB são o patamar mínimo confortável.
Ao garantir que continua a enviar toda a família GeForce, a Nvidia sinaliza que a estratégia de produto não mudou. Os parceiros, como a Asus, dependem do mesmo ecossistema de componentes (memória inclusa) e têm de ajustar linhas de fabrico conforme chegam lotes de GDDR. Quando uma marca diz que está a “trabalhar com parceiros para estabilizar a oferta”, está a falar de coordenação diária com fornecedores de memória, fábricas e distribuidores, numa espécie de Tetris logístico que visa reduzir oscilações e evitar que determinado mercado fique semanas sem reposição.
Escassez invariavelmente mexe com preços. Onde o stock é curto, há tendência para inflacionar PVPs ou, no mínimo, manter os valores próximos do lançamento por mais tempo. Não seria surpreendente ver ligeiras subidas temporárias em alguns mercados europeus, seguidas de normalização à medida que o fornecimento de memória estabiliza. Em Portugal, a disponibilidade tem sido historicamente heterogénea: grandes retalhistas online repõem primeiro, enquanto lojas mais pequenas podem demorar a receber as mesmas variantes. Fique atento a diferenças subtis entre modelos (sistemas de arrefecimento, limites de potência, clocks de fábrica), porque nem todas as RTX 5070 Ti e 5060 Ti 16 GB se comportam de forma idêntica sob carga.
– Se precisa da placa agora: estabeleça alertas de stock e compare várias lojas na UE. Dê prioridade a modelos com bom arrefecimento e política de garantia sólida. Evite pagar prémios exagerados face ao preço recomendado.
– Se pode esperar 4 a 8 semanas: há probabilidade de reposições mais estáveis, com preços menos voláteis. O período pós-pico de procura costuma trazer margens melhores e bundles mais interessantes.
– Alternativas: considerar modelos de outras marcas com 16 GB pode aliviar a pressão do stock. O importante é confirmar especificações de VRAM, conectividade, ruído e suporte pós-venda.
A controvérsia ganhou destaque quando um canal de tecnologia relatou dificuldades em obter amostras para teste e interpretou a escassez como um sinal de fim de linha. O desmentido público que se seguiu mostra como, num mercado sensível a boatos, uma mensagem incompleta rapidamente se transforma em “certeza” viral. A Asus garante continuidade, a Nvidia mantém os envios e os fornecedores de memória prometem reforçar capacidade.




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