Asteróide do tamanho de um campo de futebol passou perto da Terra

17 de Abril de 2018
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Nas primeiras horas de Domingo um asteróide passou muito perto do planeta terra. O asteróide passou numa órbita mais próxima do que a luta: apenas 192,500km.

Esta é a distância mais pequena na história dos registos.

O website da especialidade Earthsky.org escreveu: “Se o asteróide tivesse entrada na atmosfera, uma grande porção da rocha espacial teria desintegrado devido à fricção com o ar. No entanto, com um asteróide deste tamanho alguma rocha poderia passar e atingir a superfície da terra, o que teria o potencial de causar algum dano regional, dependendo de diversos factores como a composição, velocidade, angulo de entrada e localização do impacto.”

O site spaceweather.com sublinhou o facto de um asteróide deste tamanho poder passar desapercebido à comunidade científica e ser apenas detectado poucas horas antes de entrar perto da órbita do planeta terra. O asteróide foi detectado por astrónomos na Catalina Sky Survey: um programa financiado pela NASA na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Quando for detectado um asteróide em rota de colisão com a Terra, o que é que a humanidade pode fazer?

Nos últimos meses a comunidade científica tem debatido a melhor forma de lidar com um asteróide que esteja em rota de colisão com a terra. Um grupo de cientistas russos realizou uma experiência pioneira para testar a possível eficácia de um rebentamento nuclear para destruir o asteróide em pedaços (que seriam repelidos pela atmosfera ao ponto de se tornarem irrelevantes). O problema deste plano é que, segundo o artigo publicado pelo grupo de cientistas russos, a explosão nuclear precisaria de ser 200 vezes mais forte que a explosão de Hiroshima.

Já Michael Moreau, um cientista da NASA, considera que pintar um dos lados de um asteróide de outra cor é suficiente para alterar a rota do asteróide e assim evitar uma possível colisão com a terra. “Até pintar apenas a superfície de uma cor diferente iria alterar as propriedades térmicas e alterar a orbita”, afirmou o cientista. Isto envolveria apenas enviar alguma espécie de nave espacial com a capacidade de pintar o asteróide em grande escala.

Seja qual for a solução, é necessário detectar o asteróide com antecedência, coisa que não ocorreu no domingo.

Fonte: Express

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