Apple quer ficar com 50% da subscrição do Apple News

A Apple pode estar a enfrentar uma forte oposição na sua tentativa de lançar um serviço de notícias de assinatura durante a primavera. O Wall Street Journal afirma que os editores como o New York Times e o Washington Post estão contra termos e as condições do novo serviço que levariam a Apple a ficar com metade da receita do serviço, dividindo o restante entre os editores com base na quantidade de tempo que as pessoas utilizam a ler os artigos.

Esse é um corte consideravelmente mais alto do que os 30% que a Apple obtém durante o primeiro ano de assinatura, quanto mais os 15% que recebe mais tarde, além de os valores serem superiores ao que a Apple fica na sua loja de aplicações, a App Store.

Segundo a WSJ, a Apple também quer garantir que alguams das empresas se comprometam a fornecer notícias por, pelo menos, um ano, sendo que os editores estão divididos sobre isso, de acordo com as fontes, pois alguns querem um compromisso mais longo, enquanto outros querem ter a hipótese de poder cancelar esta parceria mais cedo,  se acharem que não está a ser interessante.

O preço não é definitivo, mas está programado para custar os mesmos 10 dólares por mês que já se paga pela Apple Music, portanto um valor bastante interessante para ter acesso a toda a informação e, possivlemente, aos principais sites de notícias norte-americanos.

No entanto, a Apple poderá não ter muito tempo para resolver este “problema”, já que o BuzzFeed indica que a Apple estará a preparar um evento especial para o próximo dia 25 de março, tendo como o foco o novo serviço de notícias por assinatura, isto significa que a fabricante norte-americana tem pouco mais de um mês para resolver as coisas com os grupos de impressa.

De referir que também se tem falado da possibilidade de a Apple lançar um novo serviço de subscrição para jogos e para vídeos, um concorrente ao Netflix. Esta pode ser a nova estratégia da Apple, similar ao que a Microsoft também já está a fazer, que é uma aposta nos serviços.

Com a queda de vendas dos hardware, seja computadores ou smartphones, nomeadamente dos iPhones no caso da Apple, a aposta em novos e inovadores serviços permitem aumentar as receitas e estas prováveis novas apostas da Apple para 2019 demonstram que, em breve, iremos ter concorrentes fortes nestas áreas.

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