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Home/Aplicações/Apple não é infalível: Encontradas 26 apps falsas que visam carteiras cripto
Aplicações

Apple não é infalível: Encontradas 26 apps falsas que visam carteiras cripto

Bruno Peralta
Bruno Peralta
8 de Maio de 2026 4 Min Read

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Uma nova campanha descoberta pela Kaspersky mostra que até a App Store pode ser usada como porta de entrada para burlas sofisticadas. Ao todo, foram identificadas 26 apps falsas que imitam carteiras de criptomoedas populares e que podem levar utilizadores de iPhone a instalar software adulterado capaz de roubar fundos.

Neste artigo encontras:

  • Como funcionam estas apps falsas na App Store
  • Marcas conhecidas foram usadas como isco
  • O que está realmente em risco
  • Porque é que este caso merece atenção em Portugal
  • Apps falsas na App Store: porque este ataque é mais convincente
  • Como se proteger no iPhone
  • Um sinal de que as burlas estão a mudar

O caso volta a acender o alerta para quem gere criptoativos no telemóvel. E o mais preocupante é que estas apps não se limitam a parecer legítimas: tentam reproduzir marcas conhecidas, copiam o visual da App Store e conduzem o utilizador por um processo pensado para inspirar confiança.

Segue-nos no Google News

Como funcionam estas apps falsas na App Store

Segundo a investigação, as aplicações fraudulentas apresentavam-se como utilitários banais, como jogos, calculadoras ou gestores de tarefas. À primeira vista, nada parecia indicar uma ameaça.

O problema começava depois da abertura. Nessa fase, a app mostrava uma página que imitava a App Store e sugeria ao utilizador o download de uma suposta carteira digital.

Esse segundo passo levava à instalação de um perfil de programador no iPhone, algo que permite descarregar aplicações fora da App Store. É precisamente aí que entrava a aplicação maliciosa, já adulterada com trojan.

Marcas conhecidas foram usadas como isco

As 26 apps falsas imitavam nomes e identidades visuais de carteiras bastante conhecidas no universo cripto. Entre as marcas visadas estavam:

  • MetaMask
  • Ledger
  • Trust Wallet
  • Coinbase
  • TokenPocket
  • imToken
  • Bitpie

Na prática, o esquema foi desenhado para apanhar utilizadores que já conhecem estas plataformas e, por isso, baixam a guarda ao verem nomes familiares no ecrã.

O que está realmente em risco

O objectivo final dos atacantes é obter acesso às credenciais mais sensíveis da carteira, em especial à frase-semente. Com essa informação, os criminosos podem recuperar a carteira noutro dispositivo e esvaziar os fundos.

Quando a vítima usa uma carteira online

No caso das carteiras online, o malware pode vigiar o momento em que o utilizador cria ou recupera a carteira. Se a frase de recuperação for introduzida, os atacantes passam a ter controlo total sobre os criptoativos.

Quando a vítima usa uma carteira física

Nas carteiras físicas, como as da Ledger, a abordagem é diferente. Como a frase-semente não deve ser pedida pela app oficial, a aplicação falsa recorre ao phishing para convencer o utilizador a entregá-la manualmente.

Isto é particularmente perigoso porque muitos utilizadores assumem que uma hardware wallet, por si só, elimina quase todos os riscos. Na verdade, se a frase de recuperação for exposta, a proteção do dispositivo físico deixa de servir.

Porque é que este caso merece atenção em Portugal

Embora a campanha tenha sido associada sobretudo a utilizadores chineses de iPhone, o risco não é exclusivo dessa região. As apps maliciosas não estariam limitadas por fronteiras, o que significa que qualquer utilizador pode ser afetado se cair no esquema.

Em Portugal, os alertas sobre fraudes com criptoativos e phishing têm aumentado. Banco de Portugal, Ministério Público, Centro Nacional de Cibersegurança e plataformas oficiais de cibercrime já avisaram para esquemas que exploram promessas falsas, mensagens enganosas e supostas carteiras com saldo.

Este novo caso mostra uma evolução clara: os atacantes já não dependem apenas de e-mails duvidosos ou SMS suspeitos. Agora, tentam infiltrar-se em ambientes que os utilizadores consideram seguros, como o ecossistema do iPhone.

Apps falsas na App Store: porque este ataque é mais convincente

O lado mais inquietante desta campanha está na sua sofisticação. Em vez de pedir logo dados sensíveis, o esquema constrói uma sequência credível, com vários passos, para reduzir a desconfiança.

Primeiro surge uma app aparentemente inofensiva. Depois aparece uma página visualmente semelhante à App Store. Por fim, o utilizador é levado a instalar um perfil e a descarregar outra app. Tudo foi pensado para parecer normal.

É esse efeito de familiaridade que aumenta o perigo. Quando o design, os nomes e os passos parecem conhecidos, muita gente avança sem verificar os detalhes.

Como se proteger no iPhone

Há alguns sinais que devem fazer soar o alarme imediatamente, sobretudo quando se trata de carteiras de criptomoedas.

  • Desconfie de links que aparecem dentro de apps e pedem novo download
  • Não instale perfis de programador, a menos que sejam fornecidos pela sua empresa
  • Nunca introduza a frase-semente fora da app ou do dispositivo oficial da carteira
  • Verifique sempre o editor da aplicação antes de instalar
  • Confirme no site oficial da marca qual é a app legítima

Uma regra simples pode evitar muitos problemas: se uma aplicação pedir a frase de recuperação sem motivo claro, pare de imediato. Em carteiras físicas, esse pedido é um sinal vermelho quase absoluto.

Um sinal de que as burlas estão a mudar

Este caso mostra como os esquemas de phishing estão mais refinados e mais adaptados ao comportamento real dos utilizadores. Já não basta procurar erros ortográficos ou interfaces mal feitas.

Hoje, a ameaça pode surgir com um ícone convincente, um nome familiar e uma experiência desenhada para parecer legítima do início ao fim. Para quem investe ou guarda criptomoedas no iPhone, a cautela deixou de ser opcional.

Fonte: Kaspersky

Etiquetas

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Bruno Peralta

Bruno Peralta

Fanático de tecnologia e fã do Android, mas com consciência que a Apple revolucionou vários mercados. Quem me conhece, sabe que estou sempre à procura de notícias sobre tecnologia.

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