Aplicações Android a recolher ilegalmente informação de menores?

16 de Abril de 2018
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Um estudo que analisou 5,855 aplicações de Android concluiu que mais do que metade das mesmas recolhiam informação de crianças de forma imprópria. O número de aplicações onde estas acções foram detectadas foi de 3,300. Os investigadores referem que as acções das aplicações podem potencialmente violar as leis de protecção de privacidade dos EUA e com os próprios termos da Google.

Investigadores da International Computer Science Institute usaram o sistema automático para determinado se as aplicações se regem pea Children’s Online Privacy Protection Act (COPPA), a legislação em vigor nos EUA.

“Dado o número de aplicações para crianças e o ecossistema complexos de aplicações de terceiros, análises a esta escala são importantes para perceber apropriadamente o panorama da privacidade”, refere o estudo. “Ainda que não seja possivel saber o número verdadeiro de aplicações para crianças na Play Store, nós acreditamos que os nossos resultados são representativos na medida em que as aplicações que examinámos representam as mais populares entre as gratuitas”.

Este método dá uma noção de escala do problema, mas os investigadores sublinham que é dever das entidades fiscalizadoras de fazer uma análsie caso a caso e fazer valer a lei se tal for necessário.

Centenas de aplicações detectam a localização

Uma das descobertas mais perturbadoras é que mais do que 250 aplicações colecionam a localização das crianças sem a permissão dos pais. Outros dados recolhidos ilicitamente pelas aplicações em questão incluem dados pessoais como nomes, hábitos de utilização do dispositivo, e-mail ou números de telemovel.

Os investigadores não tiveram acesso à informação da iOS da Apple, e assim sendo não foi possivel realizar a mesma avaliação para a plataforma da Mac.

Um problema semelhante no Youtube

A plataforma Youtube, que também pertence à multinacional Google, está de momento a ser acusada de recolher de forma imprópria a informação de menores. Numa queixa apresentada à Comissão Federal de Comércio (FTC) por mais do que 20 grupos dedicados a direitos civis, a plataforma é acusada de não respeitar as leis de protecção de dados de crianças ao coleccionar dados de utilizadores com menos do que 13 anos de idade.

É defendido que a Google está a recolher informação de crianças abaixo dos 13 anos, incluindo os números de telemóvel, a localização, os hábitos nos sites e a utilizar essa informação para colocar publicidade destinada aos gostos e preferências que as crianças demonstram a partir dos seus hábitos online.

O caso do Youtube corre de momento nas instâncias próprias.

Fonte: The Independent

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