Aplicação do Pinterest a caminho do iPad

A revelação foi feita por Ben Silbermann, CEO e co-fundador da rede social que tem conhecido um crescimento estratosférico nos últimos meses. O Pinterest prepara ainda remodelações nas páginas de perfil dos utilizadores.

Em conversa com o New York Times, Silbermann referiu que a criação de uma aplicação para iPad está em curso e de modo bastante activo. A empresa tem uma app desenhada para iPhone e que é compatível com o tablet da Apple, mas não está configurada para tirar o melhor desempenho do iPad. É também provável que a empresa aposte na criação de uma aplicação para dispositivos Android, mas tendo em conta a experiência que a equipa já tem na programação em iOS, é possível que o tablet da marca da maçã ganhe a corrida ao concorrente Android.

A aposta nas aplicações para dispositivos móveis é uma estratégia da  empresa para continuar a garantir o crescimento de uma rede social que tem feito eco um pouco por toda a imprensa. Apesar do anúncio Ben Silbermann preferiu não adiantar nenhuma data para a chegada das aplicações aos diferentes sistemas operativos móveis.

O CEO da empresa revelou ainda durante uma conferência no Texas que nos próximos tempos os utilizadores do Pinterest vão ter as páginas de perfil remodeladas. “Nós queríamos fazê-las parecer mais bonitas… tornar os perfis diferentes, diferentes daquilo que os utilizadores têm no Facebook”, referiu Silbermann. Com o novo desenho gráfico será mais fácil encontrar pessoas que partilhem nos quadros objectos e imagens do seu interesse.

A equipa do Pinterest que apenas é composta por 20 elementos está ainda a trabalhar de maneira a aumentar o número de conteúdos que pode pendurar no quadro de cortiça. Com a chegada das novas modificações pode fazer «pin» a partir do Vimeo, Netflix e Hulu, entre outros.

Ben Silbermann referiu ainda que apesar de as coisas estarem muito boas de momento, nem sempre foi assim. O Pinterest que já tem dois anos de existência teve muitas dificuldades durante o primeiro ano e meio de vida. “Ao fim de nove meses tínhamos menos de dez mil pessoas inscritas”, referiu o co-fundador da rede social dos quadros de cortiça. Só nos Estados Unidos da América são já 16 milhões de utilizadores. Agora o sucesso é tanto que outras redes sociais tentam implementar a mesma ideia, caso do Facebook e da lista de interesses.

O bom caminho do Pinterest não deixa de ter as suas espinhas. Na entrevista que Silbermann deu ao NYT, foi abordado o tema dos direitos de autor e de como muitos itens iam para aos quadros de cortiça sem o devido reconhecimento ao autor original. A empresa está a construir uma ferramenta que permite aos sites bloquearem a tentativa de «pin» por parte dos utilizadores, mas a solução é ainda limitada. “O Pinterest preocupa-se profundamente com os direitos de autor” e a hipótese de os utilizadores poderem reportar abusos de copyright está a ser estudada, rematou o CEO.

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