Angela Merkel indica qual é o caminho aos “navegadores” portugueses

Angela Merkel, figura máxima do estado alemão, delineou uma estratégia que se preocupa principalmente em responder a pontos mais críticos que prejudicam a atual situação que Portugal e outros países vivem. A acumulação de dívidas, é algo que Merkel refere e aponta para o aumento das necessidades de financiamento em alguns países da União Europeia, os juros aumentaram precisamente para ajudar os bancos. Vai ser implementado um banco de fomento com o objetivo de ajudar a indústria a crescer e a tornar-se competitiva contando com o apoio do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de fundos estruturais. Merkel sublinha ainda que é importante existir um regulador europeu para o setor financeiro, ou seja, uma união bancária para que nenhum país fique prejudicado em relação aos outros.
Portugal neste momento ocupa o 6% lugar dos dez países com o mais alto risco de incumprimento, portanto a chanceler defende que a confiabilidade dos futuros financiamentos é determinante. Muitos investidores debatem se os países pertencentes à União Europeia têm ou não capacidade de resposta face aos seus compromissos, Merkel remete para a psicologia dos mercados, isto é, é preciso estudar qual a probabilidade de incumprimento da dívida de cada país e optar pela melhor solução. Um dos pontos que também requer especial atenção é a formação profissional, a Alemanha quer apoiar Portugal na formação e reforçar o ensino técnico-profissional no sentido de reduzir o desemprego. Por fim, Merkel remata que só com reformas estruturais é que os Estados podem garantir a sustentabilidade. A Chanceler deu importância às reformas em Portugal referindo a diminuição do valor das indemnizações por despedimento.
Merkel veio a Portugal e indicou qual o caminho a trilhar e lembrou, ” Portugal, como grande nação de navegadores, sempre se abriu ao mundo”, com esta mensagem de esperança a chanceler alemã deixa o solo português pretendendo que Portugal recupere a sua competitividade e explore novos mercados fora da Europa.




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