Análise Xiaomi Mi 6: um topo de gama que vale muito a pena

A Xiaomi é uma das marcas chinesas que mais tem crescido nos últimos tempos. Apesar de ainda não ser comercializada no Ocidente, a verdade é que os mais atentos de certeza já ouviram falar dela. A Xiaomi é conhecida por fabricar telemóveis com especificações que conseguem facilmente concorrer com grandes empresas como a Samsung, só que a preços bastante mais baixos.

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O smartphone que analisamos aqui hoje é o Xiaomi Mi 6, sucessor do Mi5, um equipamento com caraterísticas topo de gama que custa à volta de 400 euros, valor bastante competitivo tendo em conta aquilo que a concorrência apresenta.

Especificações e Acessórios

  • Ecrã: 5,15” (1920 x 1080 pixeis);
  • Processador: Snapdragon 835, CPU Octa-core (4×2,45 GHz Kryo & 4×1,9 GHz Kryo), Adreno 540
  • Sistema operativo: Android 7.1.1 (MIUI 8);
  • RAM: 6GB;
  • ROM: 64GB;
  • Camera Principal (Traseira): Dual 12 MP – 27mm, f/1.8, OIS 4-eixos + 52mm, f/2.6; sensor Sony Exmor IMX 386 1/2.9”; dual LED;
  • Camera Secundária (Frontal): 8 MP;
  • Dimensões: 145,2 x 70,5 x 7,5 mm, 168 g;
  • Não tem jack 3,5 mm (suporta via interface type-C);
  • Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac;
  • GPS com A-GPS, GLONASS e BDS;
  • Bluetooth 4.2;
  • NFC;
  • Bateria: 3350 mAh.

O Xiaomi Mi 6 não vem com auriculares, no entanto, tal como a Apple, além do carregador e do cabo USB-USB Type C, bem acompanhado de um adaptador do jack 2,5mm para USB-C, para que os seus auriculares possam ser utilizados no novos smartphone.

Design e Ecrã

No que diz respeito ao design, o Xiaomi Mi 6 é muito semelhante ao antecessor Mi 5. Apresenta um ecrã relativamente pequeno se compararmos aos phablets que têm vindo a surgir constantemente no mercado. No entanto, isso não se revela um problema. Pelo contrário, este dispositivo tem um tamanho que assenta plenamente nas mãos de quem o manuseia. As laterais são curvas e a traseira está construída em vidro, pelo que é recomendável utilizar uma capa para proteger o smartphone. No geral, é um dispositivo com um visual minimalista mas com um toque premium que o torna muito bonito.

Você pode encontrar os botões de power e volume do lado direito do equipamento e no lado oposto apenas o slot para os cartões nano-SIM, uma vez que neste smartphone não é possível colocar um cartão microSD.

Em cima há um microfone e o sensor de infra-vermelhos. Já na parte inferior, encontra as grelhas para saída de de som, assim como a porta Micro USB.

Na zona frontal do smartphone destaca-se o sensor de impressão digital, que aparece em baixo embutido no vidro frontal, onde tem o botão home. Ao lado desse botão tem dois botões touch que permitem efetuar as ações de regressar atrás e menu.

Quanto ao jack de 3,5 mm, neste equipamento não existe por opção da marca, que justifica a retirada na otimização da bateria do smartphone e também no facto de ‘poupar espaço’. Aqui, sim, está o principal e um dos únicos problemas que o Xiaomi Mi 6 apresenta. Apesar de muitos considerarem que este é o caminho do futuro e que será uma questão de hábito, a meu ver a ausência da entrada para auriculares representa uma desvantagem significativa, visto que os headphones via Bluetooth ainda são muito caros e menos acessíveis que os tradicionais por fio. No entanto, note-se que o telemóvel inclui um adaptador para ligar os seus auriculares.

Falemos agora do ecrã. Com 5,15 polegadas, não é uma tela muito grande, mas apresenta a qualidade digna de um topo de gama. A sua resolução é FullHD e o balanço de cores muito equilibrado. O display utiliza a tecnologia IPS e, por isso, não alcança um grau elevado de saturação.

Desempenho

O Mi 6 destaca-se essencialmente pelo seu hardware. As especificações que nos apresenta são poderosíssimas e, como tal, o desempenho não poderia deixar de ser o esperado: excelente.

O mais recente topo de gama da chinesa Xiaomi conta com um processador Snapdragon 835, apoiado por uma memória RAM de 6GB e 64GB de ROM. Isto significa que o desempenho é muito fluído, mesmo em condições de utilização mais agressiva. Com este telemóvel pode jogar muito, ver vídeos e manter diversas aplicações abertas em simultâneo que ele comportar-se-á à altura.

O sensor de impressão digital, que permite desbloquear o equipamento de forma mais simples e imediata, também se comportou muito bem. É bastante rápido e não apresenta falhas. Além disso, como já referimos, está presente na parte frontal e funciona simultaneamente como botão Home.

Outro aspeto de referir tem que ver com o aquecimento. Mesmo com uma utilização árdua do dispositivo, puxando por ele com aplicações pesadas, o Xiaomi Mi 6 não vacila nem sobreaquece.

Câmara

Não posso dizer que a câmara é má, mas também está longe de ser a melhor do mercado de smartphones. Para um telemóvel topo de gama, espera-se mais. Mas também temos de ter em conta que ele não apresenta propriamente um preço de topo de gama, por isso até é relativamente justo.

As fotografias diurnas, captadas num ambiente de luminosidade, apresentam uma qualidade bastante boa. No entanto, em condições noturnas ou quando o céu está mais cinzento já não temos fotografias assim tão fantásticas quanto isso.

Seguindo a tendência da concorrência, o Mi 6 construiu um aparelho com câmara dupla. Uma com zoom de 2x, outra tradicional e um sensor de 12MP e estabilização ótica de 4 eixos.

Se pretende captar imagens em movimento, esta também não é a melhor câmara para o fazer. A Xiaomi parece que se esqueceu de introduzir o modo de desporto, sendo que fotografias com algum movimento não se portam muito bem como vemos noutras câmaras de outros telemóveis.

Veredito: Xiaomi Mi 6

O Xiaomi Mi 6 revelou-se um excelente telemóvel e é, sem sombra de dúvida, um topo de gama que vale a pena pelo preço que tem. O desempenho é ótimo, o design bem conseguido e o ecrã apresenta um bom equilíbrio de cores, sendo a sua qualidade exímia.

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As desvantagens que nos saltam mais à vista no Mi 6 dizem respeito à ausência de entrada para auriculares e ao facto de não ser comercializado no Ocidente, sendo necessário encomendar de outros mercados. Além disso, a câmara poderia ser um pouco melhor, apesar de estar dentro do esperado para o preço praticado.

Pontos fortes:

  • Desempenho
  • Design
  • Cores apelativas
  • Ecrã

Pontos fracos:

  • Ausência de entrada para auriculares
  • Não é comercializado no Ocidente

Desde já agradecemos à Gearbest por nos ter disponibilizado o Xiaomi Mi 6 para teste. Pode ser adquirido no site por 396€ a versão de cerâmica com 128GB de RAM. É de aproveitar e não se esqueça de enviar por “Priority Line”, para não parar na Alfandega.

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