Análise Samsung Galaxy S20 Plus: Review de um dos melhores Android

A Samsung é a fabricante de smartphone líder de mercado, a que mais vende e, como seria de esperar, o seu smartphone topo de gama chega ao mercado para surpreender e justificar porque é que continua na liderança após vários anos e o que está a fazer para que não saia da primeira posição (sendo que é verdade que agora teve uma ajuda dos EUA em relação à Huawei).

A nova gama Samsung Galaxy S20 demonstra o que de melhor a fabricante sul-coreana consegue fazer e apesar de a versão testada não ser a principal, não deixa de ser impressionante a qualidade do seu desempenho, mesmo a nível fotográfico. É verdade que ainda não temos o resultado de uma das grandes referências destes testes, o DxOMark (apesar de já ter divulgado o resultado do Audio), mas não há grandes dúvidas que irá se colocar nos primeiros lugares.

A Samsung anunciou três modelos, o Galaxy S20, o Galaxy S20 Plus e o Samsung Galaxy S20 Ultra, sendo que o que estamos a analisar hoje é “o do meio”. A grande diferença destes três modelos situa-se, principalmente, nos sensores fotográficos, apesar de haver também algumas diferenças na memória. Mas de resto, partilha grande parte das especificações, como o processador.

Considero que, tendo em conta o preço, este será o modelo mais interessante, pois situa-se no limiar os 1000€, que tendo em conta o ordenado mínimo português é, sem dúvida, um valor alto, mas o Galaxy S20 Ultra tem o preço de quase 1400€, sendo que incluí o 5G.  É verdade que os smartphones têm vindo a aumentar o preço de forma generalizada, tal como a própria Xiaomi também o tem feito, mas continuamos a achar certos preços de smartphones demasiado altos.

Vídeo: Análise Samsung Galaxy S20 Plus

Especificações

  • Dimensões: 161.9 x 73.7 x 7.8 mm
  • Peso: 186 g
  • Sistema Operativo: Android 10.0; One UI 2
  • Ecrã: 6.7” Dynamic AMOLED capacitivo, 16M cores, 1440 x 3200 pixels de resolução
  • Câmara traseira: 12 MP, f/1.8, 26mm (wide), 1/1.76″, 1.8µm, Dual Pixel PDAF, OIS;
    64 MP, f/2.0, (telephoto), 1/1.72″, 0.8µm, PDAF, OIS, 3x hybrid optical zoom; 12 MP, f/2.2, 13mm (ultrawide), 1.4µm, Super Steady video; 0.3 MP, TOF 3D, f/1.0, (depth)
  • Câmara frontal: é uma câmara dupla composto por dois sensores de 10 MP, f/2.2, 26mm (wide), 1/3.2″, 1.22µm, Dual Pixel PDAF
  • Processador: Exynos 990 (7 nm+) Octa-core (2×2.73 GHz Mongoose M5 + 2×2.50 GHz Cortex-A76 + 4×2.0 GHz Cortex-A55)
  • GPU: Mali-G77 MP11;
  • Memória RAM: 8 GB RAM;
  • Armazenamento interno: 128 GB
  • Dual SIM ou SIM/microSDXC
  • Conetividade: Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac/ax, dual-band, Wi-Fi Direct, hotspot
  • GPS: A-GPS, GLONASS, BDS, GALILEO
  • Bluetooth 5.0, A2DP, LE;
  • USB: 3.2, Type-C 1.0
  • Bateria: 4500 mAh de capacidade; Fast charging 25W, USB Power Delivery 3.0, Fast Qi/PMA wireless charging 15W, Power bank/Reverse wireless charging 9W

Design e Ecrã

Em termos de design, todos os modelos seguem o mesmo estilo, sendo que a diferença está na espessura dos sensores de câmara traseiros (Epah e nem vou falar do S20 Ultra que até me chateio). Como sabem, com pedaços de equipamento tão bonitos hoje em dia, aquela monstruosidade de espessura adicionada na traseira da um equipamento não é do meu agrado e, sem dúvida, continua a ser o principal foco negativo dos smartphones (que está cada vez mais generalizado no meio).

Eu sei, não podemos ter sensores de alta qualidade que permitem substituir as câmaras compactas sem termos consequências, mas independentemente disso, não me podem obrigar a gostar e a achar que fica bem. É que devido a esses sensores, essa espessura é cada vez maior. Eu tenho um Mate 20 Pro e a espessura é de um milímetro ou pouco mais, mas agora já passamos a ter espessuras de quase meio centímetro (S20 ultra :S).

Mas do mal o menos, já que, no caso do Galaxy S20+, a espessura considero aceitável e que, com a adição de uma capa (que pessoalmente considero obrigatória já que não queremos deixar cair um equipamento de 1000€ e partir-se), esta espessura não se nota. Mas, volto a dizer, apesar de uma capa esconder esta espessura, continua a não considerar que seja bonito.

Em termos de acabamentos, é do melhor que há, com um toque muito bem, muito ergonómico, como não esperaríamos outra coisa da fabricante sul-coreana no seu equipamento de topo. Mas é no ecrã que a Samsung continua a ser uma das melhores e a mostrar à concorrência como se faz.

O ecrã é de 6,7 polegadas com uma ocupação frontal de 90,5%, sendo que na área frontal “apenas” temos a perfuração na área central para a câmara frontal. A resolução é de 1440x3200p, com um ratio de 20:9 e uma densidade por pixel de 525ppi. Conta com proteção Gorila Glass 5 e além do HCR10+, também podemos variar entre 120Hz e os 60Hz de refresh rate, sendo que o primeiro apenas está disponível numa resolução FullHD, e também consome a bateria a um ritmo alucinante (mas como já referi: não podemos ter tudo).

Não há dúvida que estamos presentes por um dos melhores ecrãs do mercado no segmento dos smartphones, uma das áreas onde, indiscutivelmente, a Samsung tem sido a referência no segmento.

Desempenho

Temos de admitir que nesta área não há muito que falar. Se é um smartphone topo de gama acaba de ser lançado, com 8GB de RAM, processadores e GPU de topo, não se espera outra coisa que não o melhor desempenho. Obviamente que se espera que o S20 Ultra, com 12GB de RAM, seja melhor, e os resultados do AnTuTu, uma das grandes referências nos testes de desempenho, apontam nessa direção, mas o Galaxy S20 Plus fica logo atrás.

No entanto, esta aplicação já não está presente na Play Store, por isso utilizamos a Geekbench para os nossos testes, sendo que há uma panóplia de opções variadas. No entanto, como seria de esperar, os resultados são excelentes.

Outra das áreas que testamos é o sensor de impressões digitais no ecrã que apesar de já ter alguma maturidade, ainda tem algumas deficiências de desempenho. No entanto, o novo Galaxy S20 Plus tem um excelente desempenho e foram raras as vezes que não consegui desbloquear o smartphone com o meu dedo. O que verifiquei é que não é muito rápido, mas considero que houve uma grande evolução do Galaxy S10 para este.

No entanto, como é óbvio, a tecnologia biométrica por baixo do ecrã ainda tem de melhorar. É boa, está melhor, mas ainda está longe do desempenho em termos de rapidez e fiabilidade quando os comparamos com os sensores “externos” que existem. Mas, esperamos que chegue lá. Felizmente, o desbloqueio através da face funciona bastante bem e acaba por ser mais rápido quando pretende desbloquear o smartphone. Depois de ativar, raramente se usar o sensor biométrico.

Há outro fator que temos de referir e que a Samsung não tinha deixado cair: o jack de 3,5mm. Sim, o tempo verbal está certo: Tinha, no passado, já que o Samsung Galaxy S20 deixa de ter o conector para os auriculares. Pessoalmente, acho que é uma evolução tecnológica normal e que a fabricante sul-coreana também tem de seguir, mas sem dúvida que não deixam de ser más notícias para quem gosta.

Em termos de software também há novidades. Todo os Galaxy S20 contam com o mais recente OneUI 2, a nova versão da interface da Samsung, que é baseada no Android 10. São várias as novidades, como a nova Smart Reply, o modo escuro e melhores controlos de privacidade.

Além disso, também há melhores experiências, como a integração do Google Duo, com o objetivo de fazer frente ao FaceTime, que está integrado diretamente nas aplicações de chamadas e contactos dos equipamentos, sendo que pode ter videoconferências com até 8 pessoas. Também é possível  fazer video chamadas em Full HD, pela primeira vez.

Outras funcionalidades é o Music Share, que permite partilhar a sua ligação Bluetooth para o carro e, dessa forma, permitir o controlo da playlist durante um bocado, bem como integração com o Spotify e Bixby, sendo que o smartphone irá fazer recomendações de playlist baseada nas suas preferências e na altura do dia.

O assistente pessoal da Samsung também está presente, o Bixby, mas não há dúvidas que ainda tem um longo caminho a percorrer para fazer frente ao Google Assistant ou ao Alexa. Também há que referir que a Samsung mantém a parceria com a Microsoft e estão pré-instaladas diversas aplicações da empresa norte-americana, como o OneDrive ou o Office. No entanto, isto significa que o smartphone ainda conta com diversas aplicações pré-instaladas que grande parte dos utilizadores não vai usar. Felizmente dá para desinstalar, mas é mais um trabalho extra.

Outra área que fiquei satisfeito foi no campo da bateria. Além da Huawei que nos seus modelos tem uma excelente durabilidade de bateria, grande parte das outras marcas raramente davam para mais de um dia. No caso da Samsung, para um uso como o meu que é bastante profissional e que utiliza muito o smartphone para trabalho, dificilmente conseguia com que aguentasse um dia, sendo que com a gama Note o caso já era melhor.

Felizmente, a Samsung também tem vindo a melhorar nesta área e o Galaxy S20 Plus é, sem dúvida, um modelo que não me obrigou a ter uma powerbank sempre comigo (apesar de nos primeiros dias não ter arriscado).

Câmara

Hoje em dia, em termos de desempenho, os smartphones topo de gama são, no geral, todos muito bons e quaisquer diferença que haja, mal se notam em termos de utilização real, sendo apenas verificado em testes de desempenho. Mas o mesmo não acontece nas câmaras e se até agora temos visto sempre uma boa vantagem da Huawei em relação à concorrência, o novo Galaxy S20 vem demonstrar que a Samsung não quer ficar para trás.

O novo Galaxy S20 + é o equipamento intermédio nesta gama, já que o Galaxy S20 Ultra é o que apresentará o melhor desempenho, que podemos provar durante as nossas primeiras impressões com o Galaxy S20. Apesar de tudo, a verdade é que, também na área das câmaras, os topos de gama são de grande qualidade em situações normais e que, também aqui, apenas os mais atentos encontrarão as diferenças quando tiramos fotografias com os smartphones de topo.

No entanto, a Huawei desde há dois anos, tem apostado forte no zoom, melhorando e demonstrando que, também nos smartphone, é possível conseguir-se qualidade no zoom e se no modelo Galaxy S10 já tinha feito uma boa evolução, é com a series Galaxy S20 que vemos zoom de qualidade. Voltando a falar um pouco no Galaxy S20 Ultra, que permite um zoom até 100x, este equipamento consegue um zoom até 30x híbrido, sendo que ótico os sensores permitem até 3x.

Não há dúvidas que há uma grande melhoria, mas não sejam ingénuos, num smartphone com limitação de tamanho, não será possível obter qualidade com zoom ótico. O que tem sido feito pelas fabricantes é usar a inteligência artificial e software para melhorar a qualidade dessas fotos e tem sido conseguido de uma forma geral. No entanto, a partir do zoom 10x, as fotos começam a ficar sem grande qualidade e quanto maior o zoom, pior. A imagem com zoom 30x permite perceber o que foi captado, mas obviamente que com algumas limitações, como poderá ver nos exemplos.

Falando nas fotos em específico, como acontece em qualquer topo de gama (e na grand emaiora dos telefones de hoje em dia), quando temos uma qualidade de luz boa, as fotos ficam fantásticas, com uma qualidade soberba e temos acesso a todos os detalhes da fotografia, mesmo quando utilizamos zoom até 10x. Mas se passarmos para outro tipo de fotografias é que percebemos que não temos a perfeição.

Fotos com movimento são inconstantes, tanto podemos tirar uma excelente foto, como ficar com demasiado arrastamento. Isto no modo automático, pois se optar pelo modo Pro, poderá captar fotografias de grande qualidade, mesmo em movimento. Outro grande desafio são as fotos noturnas, que se forem usadas no modo automático não são boas. Mas o modo noturno, a qualidade é totalmente diferente e rivaliza com a Huawei sem dúvidas. No entanto, a grande diferença é que o modo automático da Huawei tira este tipo de fotos, enquanto que na Samsung temos mesmo de utilizar o modo noturno para o conseguir.

Na área da fotografia, há uma aspeto de software que a Samsung lançou neste equipamento e que é muito interessante: O Single Take. Este modo da câmara permite capturar diversos formatos de fotografia e vídeo de um vídeo feito durante alguns segundos. A inteligência artificial avalia o vídeo a sugere diversos vídeos, gifs e fotos, com diferentes filtros, para que possamos utilizar nas mais diversas situações, como por exemplo partilhar nas redes sociais.

Sinceramente, é um modo muito interessante, mas, numa utilização geral, não vejo em que situações é que o iremos utilizar. Talvez para mostrar aos amigos as novas funcionalidades, mas pouco mais. No meu caso, ainda vejo algumas utilizações, nomeadamente para captar diferentes vídeos ou fotos quando faço uma review de algum produto, para partilhar nas redes sociais. Mas pouco mais.

Em termos de vídeo, verificamos que há uma ótica qualidade de estabilização de imagem, sendo que temos a possibilidade de captar vídeo com qualidade 8K, apesar de, para podermos realmente “aproveitar” essa qualidade, não temos onde o visualizar. Quer dizer, temos, mas provavelmente terá de desembolsar valor a rondar os cinco dígitos, o que ainda não é para qualquer um. Mas o UltraHD (4K) capta com qualidade suficiente para tirarmos partido.

Veredito: Samsung Galaxy S20 Plus

Não é por acaso que a Samsung é a líder no mercado de smartphones e os smartphones topo de gama refletem isso mesmo. O Samsung Galaxy S20+ não é o melhor topo de gama da fabricante, esse é o S20 Ultra que também esperamos testar em breve, mas consideramos que é o topo de gama “mais acessível”, já que custa pouco mais de 1000€. Não haja dúvidas, consideramos um valor elevado, mas a verdade é que é uma tendência do mercado.

Não há dúvidas que a câmara é de grande qualidade, bem com o ecrã que a Samsung sempre se destacou por ser a melhor nesta área, mas felizmente, também a gestão de bateria está muito melhor e, com a minha utilização, já não preciso de andar com uma powerbank atrás, como acontecia antes. Felizmente, uma área que a Samsung conseguiu melhorar e que fazia falta.

Já sabemos que para os smartphones terem câmara de grande qualidade, a espessura dos sensores acaba por sofrer consequência, bem como o design, e apesar de ser necessário, continuo a não gostar e a considerar isso como um ponto negativo. Mas o que menos gostei é a quantidade de aplicações pré-instaladas no software da Samsung: blotware como se costuma chamar, e o Galaxy S20 Plus está cheio dele. Felizmente, que grande parte é possível de desinstalar. Também a falta do jack de 3,5mm é uma pena, pois entre os topos de gama, a Samsung ainda era das poucas que mantinha o jacl para auriculares.

Pontos a favor:

  • Ecrã do melhor do mercado
  • Bateria decente
  • Câmara de grande qualidade

Pontos contra:

  • Continuam pré-instaladas aplicações desnecessárias
  • Espessura da câmara
  • Já não há jack de 3,5mm para auriculares

Desde já agradecemos à Samsung Portugal por nos disponibilizar o novo Samsung Galaxy S20 Plus para teste, que pode ser adquirido nas lojas de retalho a partir dos 1029€. Segue a nossa galeria de fotos:

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