Análise Samsung Galaxy S10+: O novo topo de gama da marca Coreana

O Samsung Galaxy S10 já está à venda, é com grande expectativa que os fãs da Samsung aguardam os novos Samsung Galaxy S10 e S10+. Dado que o anterior Galaxy S9 não conseguiu convencer os consumidores, é com grande expectativa que testamos este novo modelo da Samsung.

O grande destaque dos novos Galaxy S10 é que a Samsung perfurou os ecrãs AMOLED para introduzir as suas câmaras frontais, a única marca a fazer isso em ecrãs OLED, apesar de já haver outras fabricantes que lançaram ecrãs LCD perfurados.

Leia a nossa análise e fique a conhecer o novo topo de gama da Samsung.

Especificações

  • Dimensões: 157.6 x 74.1 x 7.8 mm
  • Peso: 175 g / 198 g (cerâmica)
  • Sistema Operativo: Android 9.0 (Pie); One UI
  • Ecrã: 6.4” Dynamic AMOLED capacitivo, 16M cores, 1440 x 3040 pixels de resolução
  • Câmara traseira: Câmara tripla: 12 MP, f/1.5-2.4, 26mm (grande angular), 1/2.55″, 1.4µm, Dual Pixel PDAF, OIS; 12 MP, f/2.4, 52mm (telefoto), 1/3.6″, 1.0µm, AF, OIS, 2x zoom óptico; 16 MP, f/2.2, 12mm (grande angular), 1.0µm
  • Câmara frontal: Câmara dupla; 10 MP, f/1.9, 26mm (grande angular), 1.22µm, Dual Pixel PDAF; 8 MP, f/2.2, 22mm (grande angular), 1.12µm, sensor de profundidade
  • Processador: Exynos 9820 Octa (8 nm); Octa-core (2×2.73 GHz Mongoose M4 & 2×2.31 GHz Cortex-A75 & 4×1.95 GHz Cortex-A55)
  • GPU: Mali-G76 MP12;
  • Memória RAM: 8GB RAM/12 GB RAM;
  • Armazenamento interno: 1 TB/128/512 GB;
  • Dual SIM ou SIM/NanoMemory
  • Conetividade: Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac/ax, dual-band, Wi-Fi Direct, hotspot
  • GPS: A-GPS, GLONASS, BDS, GALILEO
  • Bluetooth 5.0, A2DP, LE, aptX;
  • USB: 3.1, Type-C 1.0
  • Bateria: 4100 mAh de capacidade; Carregamento rápido

Design e Ecrã

O novo Samsung Galaxy S10+ cresceu quando comparado com o seu antecessor. Conta agora com um ecrã de 6.4”. Conta também com um maior rácio ecrã-corpo (de 88.9%). Mantém uma das características da gama Galaxy que são os seus rebordos curvos. Conta ainda com uma protecção do ecrã Gorila Glass 6.

Por baixo deste ecrã, encontramos ainda um sensor de impressões digitais ultra sónico. A adição de um sensor de impressões digitais no ecrã veio eliminar um dos grandes defeitos do seu antecessor que era o facto de o sensor de impressões digitais estar localizado numa posição de difícil acesso a qualquer dedo.

Ainda na parte frontal, podemos ver uma nova tendência no que diz respeito a “esconder” as câmaras frontais – as mesmas encontram-se no canto superior direito, num rasgo aberto no ecrã. A única consequência visível é o facto de os ícones de bateria, wi-fi, etc estarem mais comprimidos.

Na parte traseira, destacamos a câmara Tripla que, pela primeira vez num telefone da Samsung, permite a captura de imagens com zoom ótico.

O design é simples e pouco inovador, com excepção na localização das câmaras frontais. Não escrevo isto de forma depreciativa, antes pelo contrário. O design que a Samsung tem apresentado nas suas séries Galaxy são extremamente ergonómicos e com um design robusto e apelativo.

No que diz respeito ao ecrã, contamos com a já habitual tecnologia AMOLED, que já nos habituou a cores bem brilhantes e negros bem definidos. A resolução é adequada ao tamanho do ecrã.

O desempenho deste ecrã em todas as condições de luminosidade é excepcional, facto que já vem sendo recorrente nos aparelhos da Samsung.

Desempenho

O desempenho do novo Samsung S10+ é exemplar. Bastante fluído durante as operações mais corriqueiras sendo que a mesma fluidez se mantém quando apertamos mais com ele, seja em jogos, seja em aplicações que exigem mais capacidade de processamento.

Este facto deve-se, em grande parte, ao seu potente processador que, dependendo do país, pode vir equipado com o Exynos 9820 ou com o Qualcomm SDM855 Snapdragon 855. Ambos Octa-core. Estes processadores são apoiados por unidades gráficas de topo: Mali-G76 MP12 quando equipado com o processador da Exynos ou o processador Adreno 640 quando equipado com o processador da Qualcomm.

Aliados a esta capacidade de processamento, contamos ainda, dependendo da versão, com 8GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno (versão testada), podendo também contar com 12 GB de RAM e 1TB de capacidade de armazenamento. É cada vez mais impressionante a quantidade de dados que podemos guardar no nosso bolso.

Mas nem tudo é capacidade de processamento. Grande parte da fluidez com que opera vem da utilização de um sistema de arrefecimento a vapor, sendo este sistema de arrefecimento exclusivo ao S10+.

A bateria também sofreu um grande upgrade. Passou dos 3500 mAh presentes no Galaxy S9+ para uns expressivos 4100 mAh, o que permitiu um aumento significativo na autonomia. Na minha utilização diária normal e, considerando que, por estar a testar o equipamento, lhe mexia mais do que é normal, consegui uma autonomia para 1 dia e meio (que incluiu jogar e utilização como GPS). Muito superior ao antecessor, já que era um dos problemas dos antecessores, que mal aguentavam um dia de utilização mais intensiva.

No que diz respeito à velocidade de navegação, sente-se um grande incremento na velocidade graças à compatibilidade com o novo protocolo 802.11ax. Este novo protocolo consegue, em teoria, garantir velocidades de navegação 20 vezes superiores. Não conseguimos garantir esse valor durante os nossos testes, mas que a navegação é mais rápida, lá isso é.

Outra adição ao novo Samsung Galaxy S10+ é o sensor de impressões digitais no ecrã. Ao contrário do sensor disponibilizado no Huawei Mate 20 (ótico), a Samsung optou por instalar um sensor com tecnologia ultra sónico. Este tem a grande vantagem de permitir a utilização do sensor mesmo que tenhamos os dedos molhados ou frios (caso em que os tecidos encolhem ou enrugam).

No entanto, a desvantagem deste sensor é que é mais lento a reconhecer a impressão digital. É também necessário aplicar mais pressão no ecrã e a localização onde temos de colocar o dedo é muito especifica (mostrada através de um ícone de impressão digital no ecrã). Neste campo, a tecnologia dos sensores por baixo do ecrã ainda tem um longo caminho a percorrer.

Como seria normal, a nossa comparação vai para com o Huawei Mate 20 Pro, o outro equipamento já presente no nosso mercado com um sensor deste tipo. Se no Mate 20 Pro encontrámos algumas falhas de leitura, no Samsung Galaxy S10+ funcionou a 100% grande parte das vezes, o que dá uma ligeira vantagem à Samsung, mas em termos de velocidade de leitura, não verificámos diferença, sendo que o Huawei Mate 20 Pro também lê e desbloqueio tão rapidamente com o Galaxy S10+.

Câmara

Seguindo a nova tendência, a Samsung instalou no seu Galaxy S10+ três câmaras traseiras. Duas delas permitem a obtenção dos efeitos bokeh e, a terceira, permite fazer zoom óptico até duas vezes. As resoluções das câmaras variam entre os 12 e os 16 MPx.

A câmara (ou câmaras) do novo Samsung S10+ tira fotos de excelente qualidade, mesmo em condições de luminosidade mais baixa. O detalhe e a nitidez obtidos são excelentes. A contribuir para as excelentes imagens obtidas está o optimizador por inteligência artificial que, ajuda a detectar cenas automaticamente e ajusta os parâmetros por forma a obtermos, de forma automática, a melhor imagem possível.

O efeito bokeh funciona de forma sublime neste novo Samsung Galaxy S10+, promovendo um ótimo detalhe ao sujeito focado com um desfoque natural para trás do sujeito.

As câmaras frontais também obtiveram um excelente desempenho. A câmara dupla permite jogar com a profundidade de campo, permitindo obter fotos bem interessantes. No entanto, em condições de pouca luminosidade, o desempenho já não é tão positivo.

Quando comparado com o Huawei Mate 20 Pro, encontramos algum equilíbrio, equilíbrio esse que o próprio DxOMark também encontra e igual a pontuação de ambos os equipamentos. No entanto, a câmara frontal lidera no respeito ranking do site, o que também indica que apesar de ainda não ser perfeito, claramente as câmaras frontais estão a aproximar-se da qualidade que já encontramos nas câmaras traseiras.

Em relação à gravação de vídeo, o novo S10+ sofreu um excelente upgrade em relação ao seu antecessor já que é capaz de gravar vídeos em HDR10+ e oferece estabilização nas suas câmaras traseiras.

De um modo geral, as câmaras do novo Samsung S10+ tem um desempenho muito bom e são um claro desenvolvimento face ao seu antecessor, colocando ao nível dos seus concorrentes mais directos.

Veredito: Samsung Galaxy S10+

O novo Samsung Galaxy S10+ é sem dúvida um excelente equipamento e veio para apagar a imagem deixada pelo seu antecessor. O desempenho é excepcional em todos os sentidos, o design manteve-se a um nível muito bom e as câmaras apresentam um óptimo desempenho.

O sensor de impressões digitais no ecrã funciona bem e é o melhor que já experimentámos até agora, mas ainda conta com algumas limitações e tem um caminho a percorrer. Também o preço temos de considerar um ponto contra, tendo em conta o nosso nível de vida, o preço inicia-se nos 1029€.

Pontos a Favor:

  • Ecrã Infinity-O é realmente inovador e distinto
  • Autonomia da bateria aumentou consideravelmente
  • Design
  • Ainda tem o jack 3,5mm para auriculares

Pontos Contra:

  • Sensor de impressões digitais é o melhor que já experimentámos, mas ainda pode melhorar
  • Preço

Desde já agradecemos à Samsung por nos ter fornecido uma unidade para teste. O Samsung Galaxy S10 já está à venda nas lojas de retalho em Portugal, sendo que no Brasil apenas será apresentado no dia 12 de março, na próxima terça-feira e só nessa altura saberemos mais informações sobre a chegada do equipamento e os seus preços para o Brasil.

Em Portugal, o Galaxy S10e começa nos 779€, o Galaxy S10 nos 929€ e o Galaxy S10+ nos 1029€. Abaixo segue a nossa galeria de imagens:

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