Análise: Huawei Ascend P1

Huawei Ascend P1Este é ano de grande mudança para as fabricantes “menos conhecidas” nos mercados dos smartphones, como a Huawei. Este Huawei Ascend P1 mostra o início.

Foi logo no início do ano, no CES 2012, que a Huawei começou a mostrar que este ano ia começar a atacar a “liderança” do mercado de telemóveis, lançando smartphones de topo, para concorrerem com os mais potentes do mercado. Apresentou a linha Ascend, uma nova linha que entra no mercado para concorrer com os topos de gama das principais fabricantes, como a Samsung e a HTC. Até ao final de 2012, a Huawei também está a trabalhar em smartphones e tablets com os sistemas operativos da Microsoft, o Windows Phone 8 e o Windwos 8.

Huawei Ascend P1, analisado aqui, e o P1S, uma versão ainda mais fina, foram apresentados e são concorrentes (ou melhores?) que o Samsung Galaxy S II, o impulsionador para o sucesso da Samsung. Mas no MWC 2012 mostrou que a Huawei não está a brincar, e apresentou um tablet e um smartphone com processador quad-core, o Ascend D Quad e o tablet MediaPad 10.

Voltando ao Huawei Ascend P1, está à venda em Portugal desde o final de Julho e é o primeiro smartphone da Huawei com um processador dual-core e a grande entrada da marca nestes smartphones de topo, numa gama Média/Alta, tendo em conta que já há smartphones com processadores quad-core.

Características e Acessórios

o Dimensões: 127.4 x 64.8 x 7.7mm
o Peso: 110g
o Sistema Operativo: Android 4.0.3
o Memória: 4GB de memória interna
o Dimensão do ecrã: 4.3”
o Resolução: qHD 960 x 540 (256ppi)
o Ecrã Super AMOLED
o Câmara: 8MP Full HD (1080p) /Frontal: 1.3MP, 720p video
o Processador 1.5GHz dual-core TI OMAP 4460
o GPU: PowerVR SGX540
o RAM: 1GB
o Bateria 1,670mAh

Começo por destacar a caixa, tem o tamanho certo e muito próxima dos concorrentes, tamanho pequeno, pouco maior que o smartphone, ao contrário do LG Prada 3.0, que tinha um tamanho enorme. Gostei, particularmente, da cor branca e do particular brilhante do logo e o nome do smartphone. Ao abrir, está logo o smartphone

Dou já destaque às dimensões do smarpthone, uma das caraterísticas que destaca este aparelho. O Huawei Ascend P1 tem umas dimensões e um peso excelente, que o tornam em um dos smartphones mais finos e leves do mercado, sendo o mais fino o seu “irmão” P1S. Alias, essa é a primeira referência ao smarpthone assim que lhe pegam, segundo várias pessoas que mostrei o dispositivo.

Quanto aos acessórios, gostei imenso da cor branca do carregador e do cabo Usb-MicroUsb, no entanto, há a falta de uns auriculares. Tendo em conta que a política da Huawei é lançar produtos com a máxima qualidade ao menor preço, é aqui que começamos a ver onde a Huawei cortou para lançar um smartphone de uma qualidade superior ao normal.

Huawei Ascend P1

Outra caraterística deste smartphone é a bateria não ser removível, o que, certamente, terá ajudado a que um smartphone com estas caraterísticas de hardware tenha ficado tão fino, poupando uns pequenos espaços dentro do smarpthone. Para inserirmos o SIM e o MicroSD há um compartimento próprio para cada, para o SIM em cima e para o microSD no lado direito.

Design e funcionalidade

O Design deste smartphone é bastante apelativo. Quando olhei para a parte traseira do Ascend P1, veio-me à cabeça o Samsung Galaxy S II, que tem uma saliência na parte de baixo e, também, uma pequena saliência na zona da câmara. Mas ao pegarmos no smarpthone, o que mais se destaca é o peso deste smartphone.

Huawei Ascend P1

Este smartphone tem um bom ecrã de 4,3 polegadas, suficiente para quase tudo o que pretendemos fazer com um smarpthone e apresenta os 3 botões frontais para o Android 4.0 ICS, são o “Menu”, “Início” e “Voltar Atrás”. Apesar de não ter o típico botão Multi-tarefas do Google Nexus, basta premir durante dois segundos no botão “Início” para termos a mesma tarefa. Estes botões têm luz própria quando o ecrã está desbloqueado, o que ajuda bastante na utilização noturna.

Do lado esquerdo estão os botões de volume, enquanto do lado direito encontramos o botão de desligar e ligar, bem como o compartimento para introduzir um cartão MicroSD. Como não podemos aceder à bateria, esta entrada do MicrosSD do lado direito pode dar bastante jeito, até porque a memória de armazenamento é bastante limitada, somente 4GB (situação que iremos voltar a referir mais à frente). Como a mudança de MicroSD é tão facilitada, poderemos ter um MicroSD guardado para uma rápida mudança, sem sermos obrigados a tirar a bateria e termos de reiniciar o aparelho.

Huawei Ascend P1

Na parte de cima temos a entrada para os auriculares, a entrada MicroUSB e o compartimento para o cartão SIM. Apesar de a Huawei não ter os auriculares na lista de acessórios, a possibilidade é facilitada com uma entrada própria de 3.5mm.

Interface e Desempenho

A interface é um dos grandes aspectos positivos deste Ascend P1. Começamos pelo sistema operativo, que é o Android 4.0.3, um dos primeiros smartphones a serem vendidos com o Android 4.0 ICS, a Huawei, neste aspeto, não deu “hipótese” à concorrência, lançando os seus smartphones com a versão 4.0 do Android.

Interface Android Original

Outro grande destaque é a interface do sistema operativo, o original do Android 4.0, presente no Google Nexus, sem personalizações próprias, como a Samsung ou a HTC têm. Outro destaque que faço é que, a Huawei não tem só a interface original, tem mais 3 versões, essas sim personalizadas pelas Huawei, à qual destaco uma, a Huawei 3D. Não vão ser precisos óculos especiais, mas traz uma visão tridimensional bem mais colorida e divertida ao Huawei Ascend P1.

Interface Huawei 3D
Interface Huawei 3D

Esta foi uma grande aposta da Huawei, o seu interface do Android 4.0 ICS. Tem tantas possibilidades para personalizar à sua maneira, que dispensa a instalação de uma aplicação que personalize o sistema operativo, dependendo da sua exigência, claro. É tão personalizável, que até para desbloquear tem várias opções, como uma versão 3D Unlock.

Uma das novidades do Android 4.0 ICS, o Face Unlock, (desbloqueador Facial, traduzido à letra) funciona bastante bem. Assim que ligar o smartphone e a câmara ligar, o desbloqueio é instantâneo, permitindo desbloquear o ecrã com grande facilidade sem precisar tocar no ecrã. Outra novidade do Android 4.0 é o acesso ao multi-tarefas que como foi referido em cima, não terá uma tecla própria, sendo que terá de premir o botão Home durante uns segundos para ter acesso, o que poderá fazer com que muitos dos detentores deste smartphone nunca o venham a descobrir. Na minha opinião,este formato de teclas, iguais ao HTC, é o ideal para o Android, apesar de a Google, no seu Nexus, ter 3 botões, sendo um o multi-tarefas.

O desempenho deste smarpthone é excelente, tal como esperávamos e como reparei enquanto o tive a utilizar, tanto em jogos como nos vídeos ou no simples dia a dia. Para os testes de desempenho voltei a utilizar AnTuTu, o Quadrant e o Vellamo. Adicionei o GLBenchmark Egypt 720p offscreen (fps), um teste mais gráfico.

Teste desempenho grafico Huawei Ascend P1

Os resultados destes testes de desempenho são excelentes. Poderemos verificar que os resultados do AnTuTu aproximam este smarpthone do Galaxy Note e no Quadrant fica à frente do tablet Galaxy Tab 10.1 e do Samsung Galaxy Nexus. No teste de desempenho Vellamo, os resultados são ainda melhores, ficou pouco atrás do Transformer Prime e à frente do Galaxy Note e do Galaxy Nexus. Utilizei os testes de desempenho feito pelo site brasileiro, tecnologia.terra.com.br, ao Samsung Galaxy S II com o Android 4.0, para poder fazer a comparação.

Ascend P1 vs Galaxy S 2

A comparação com o Samsung Galaxy S II é óbvia, o S II foi o dual-core mais vendido no mercado, logo este smarpthone é o melhor comparativo. Neste comparativo, o Huawei saiu bastante bem. No Quadrant, o Galaxy S II está bem destacado, mas no AnTuTu e no Vellamo o Huawei ficou à frente, com alguma diferença, o que demonstra o poder que este Huawei tem e a excelente entrada que a fabricante protagoniza no mercado de smartphones de topo. Apesar desta excelente entrada, o problema está em que o Samsung Galaxy S II está a caminho dos dois anos, o que significa que este Huawei está um pouco atrasado em relação ao mercado, onde começaram a aparecer smartphones com processadores quad-core.

Quanto à bateria, os 1,670mAh foram os sificientes. Devo dizer que até fiquei surpreendido com a duração deste smartphone numa utilização mais moderada, conseguindo quase dois dias de bateria. Numa utilização normal, como todos os smarpthones atuais, durar um dia é o normal, se abusar na utilização, arriscamos a não chegar a um dia. Mesmo a ver alguns vídeos e jogar durante o dia, não foi difícil ter bateria para o dia todo.

Câmara e Multimédia

Aqui está uma grande aposta de hardware por parte da Huawei, apesar da sua vertente de baixo preço que introduz nos seus dispositivos, de forma a poder ter o melhor smarpthone ao mais baixo preço. Mas a Huawei sabe que uma das coisas fundamentais que os utilizadores procuram num smartphone, além de fazer chamadas, é tirar boas fotografias. Aqui, a Huawei deu uma ajuda, com uma câmara de 8MP que grava a Full HD.

Huawei Ascend P1

Também é por causa da câmara que reparamos no “principal” ponto negativo deste smartphone, armazenamento de 4GB, ao qual só temos acesso a  2,30GB, o que faz que, ou compramos um cartão MicroSD, ou temos de ter cuidado com as fotos e vídeos, pois cada foto ocupa 1,5 MB e têm uma resolução de 3264×1836, e o vídeo pode ocupar 200MB por cada minuto em Full HD . Aqui ficam algumas fotos tiradas com o Ascend P1 (clicar para aumentar).

Fotos Huawei Ascend P1

A qualidade das fotografias não desaponta, mas por vezes poderia ser melhor em certos ambientes, como quando não temos muita luminosidade. Na maioria dos casos, a câmara faz um auto-focus excelente e tira fotografias perfeitas, mas por vezes também falha, tirando alguma cor às fotos. As duas LEDs do Flash funcionaram muito bem quando foram necessárias.

Um pormenor engraçado são as opções de técnicas de fotografia que o Huawei apresenta, que faz com que possamos tirar umas fotografias hilariantes, distorcendo a cara dos fotografados. Dá para uns bons risos.

httpv://www.youtube.com/watch?v=WRi1PgkJiTc

A qualidade vídeo é excelente. A gravação numa resolução Full HD mostrou-se dentro das expectativas, com o “problema” de não podermos abusar, devido ao escasso espaço de armazenamento. No entanto, se não quiser uma imagem Full HD, pode modificar isso nas definições para qualidades inferiores, podendo obter mais tempo de gravação. Relembro o que já disse anterior, uma gravação deste smarpthone em Full HD ocupa 200 MB por minuto, o que faz com que a compra de um cartão MicroSD se torne obrigatória.

Veredito

Este smarpthone é a entrada da fabricante na gama alta e deixa boas indicações. É verdade que este hardware já está um pouco “atrasado”, basta vermos que a comparação direta deste smartphone é com o Samsung Galaxy S II que já tem mais de um ano de existência. Mas a Huawei promete.

O desempenho deste smartphone é excelente e o preço, comparativo com o Samsung Galaxy S II, também. Tendo em conta que o desempenho foi melhor que o Galaxy S II, bem como apresenta uma excelente qualidade de imagem, tem todos os argumentos para ser uma boa compra. O Huawei Ascend P1 está à venda por 449,90€, enquanto o Galaxy S II tem o preço entre 529€ e os 579€, valores bem a cima.

Pontos a Favor:

+ Personalização do interface Android com a opção da versão Original

+ Dimensões e peso do smartphone

+ Desempenho excelente

Pontos Contra:

– Armazenamento de 4GB, obrigando a ter MicroSD

– Falta de Auriculares

O preço do Huawei Ascend P1 é de 449,90€ e está disponível nas lojas Phone House. Para mim, até agora foi o melhor smarpthone que tive em mãos (já tive o Galaxy S II) e o que me deu mais gozo de usar e com muita vontade de o adquirir, não fosse já ter um smarpthone bom. Aqui fica a galeria de imagens deste Huawei Ascend P1.

17 COMENTÁRIOS

  1. Por acaso a bateria é duradoura? Tipo com o Wifi e Bluetooth sempre ligado a do meu Huawei 8180 dura só um dia e é de 1200mAh. Tendo esse telemóvel essas características parece-me que os usuários não vão ter grande tempo de se “divertirem” com ele.

    • Olá Hélio.

      Não passei o dia todo com Wifi ligado, mas, no mínimo cerca de 2 a 3 horas por dia, e não tenho uma utilização “moderada”, pois acedo a vários emails, ao maistecnologia.com, alguns jogos e vídeos, e consegui um dia inteiro de bateria, nunca precisei do carregar a meio da tarde, quando começava o dia com a bateria a 100%.
      Quando voltei a utilizar mais o meu smartphone, a bateria prolongou-se por quase dois dias, isto numa utilização mais moderada.
      A Huawei fez um bom trabalho na gestão de bateria. No entanto, vai sempre da utilização de cada um.

      Continua a acompanhar-nos.

      • Mesmo assim acho que a Huawei poderia melhorar mais as baterias, tenho um “velhinho” Nokia 5800XPressMusic e ainda com a bateria de origem (comprei-o assim que saiu), e usando o gps, wifi ligado e bluetooth ela ainda se “aguenta” por 4 dias. Sim claro que continuo a acompanhar este site, sou um fanático pelas novas tecnologias, todos os dias com o nokia visito este site e o Google Notícias. Continuem com o bom trabalho 🙂

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