Análise HTC One: Ultrapixel, Design, HTC ataca com tudo

HTC OneA HTC tem estado em queda no mercado dos smartphones, apesar de boas apostas, mas será o HTC One a reviravolta?

Índice:

Características e Acessórios
Design e Ecrã
Sense UI 5
Desempenho
Câmara e Multimédia
Veredito: HTC One

A HTC tem tido uma queda nas vendas nos últimos anos, mas há dois anos tentou a recuperação com o HTC One X, que analisámos e ficámos bastante satisfeitos com o resultado final, mas que não convenceu os consumidores. Assim, a HTC teve de refazer a estratégica e  daí saiu este HTC One.

Além da mudança de nome, que tinha letras a seguir ao One, a HTC quis mostrar que este é mesmo o primeiro, o HTC One é um novo smartphone de uma nova era da HTC, de uma nova aposta de design, de tudo novo, pois até no Sense houve alterações radicais.

HTC One (18)Nomeadamente a nível de design, temos visto uma grande aposta das fabricantes, que cada vez mais é visto como um dos principais fatores de venda de um dispositivo. Além disso, começamos a ver cada vez mais fabricantes a deixar o plástico (policarbonato) de lado e apostar em alumínio, tal como a Apple já o fez há vários anos atrás. Mais recentemente foi a Huawei que lançou o Huawei Ascend P6, com um design excelente em alumínio.

Com este smartphone, a HTC demonstra que está a mudar, a atualizar os seus dispositivos mas, a cima de tudo, a oferecer o que os consumidores mais querem, um design impressionante. Será que este HTC One tem a capacidade para impressionar os consumidores e ganhar a sua quota de mercado? Leia a nossa análise.

Características e Acessórios

  • Dimensões: 137.4 x 68.2 x 9.3 mm
  • Peso: 143g
  • Sistema Operativo: Android 4.2.2 com Sense 5
  • Memória Ram: 2 GB
  • Ecrã: Super LCD3 de 4,7”
  • Resolução: 1080 x 1920 pixels/469 ppi
  • Câmara: 4MP com ultrapixel/Frontal: 2,1MP
  • Processador Qualcomm Snapdragon 600 a 1,7 GHz
  • GPU: Adreno 320
  • Bateria: 2300 mAh
  • Wi-Fi 802.11 a/ac/b/g/n, Wi-Fi Direct, DLNA, Wi-Fi hotspot
  • GPS com A-GPS e GLONASS
  • Porta microUSB
  • Bluetooth v4.0
  • NFC e 4G
  • Jack de Áudio Normalizado de 3.5 mm

HTC One (8)As características surpreendem, nomeadamente de forma “negativa”. É que a câmara traseira só tem 4MP. Não é engano, é mesmo assim, por isso é que a HTC destaca o Ultrapixel, um software para a câmara que é analisado mais à frente e que demonstra que o mais importante numa câmara não são os pixéis.

De resto, destaque para um ecrã de 4,7 polegadas com resolução Full HD. É o único com menos de 5 polegadas com uma resolução Full HD, não há mais nenhum smartphone no mercado com estas caraterísticas e utiliza esse espaço para colocar as colunas à frente (BoomSound), pessoalmente a escolha mais lógica para os smartphones que até apetece perguntar: Como ninguém se lembrou disto antes?

Em termos de acessórios, contamos com os normais:  um carregador de parede, um cabo USB-MicroUSB e uns auriculares. Não são Beats Audio, mas a Vodafone oferece os urBeats na compra do HTC One.

Design e Ecrã

HTC One (13)O Design do HTC One foi o que mais me impressionou este ano. É verdade que a concorrência pouco ou nada melhorou neste aspeto (Galaxy S4 e iPhone 5S) no entanto temos de tirar o chapéu aos designers da HTC que perceberam que o HTC One tem mesmo de marcar a diferença nesta altura, numa tentativa de recuperar a sua quota de mercado.

O Design em alumínio mostra que a HTC quer agradar aos fãs de Android que muito têm criticado a Samsung por manter o plástico nos seus topos de gama, quando os concorrentes já estão num nível mais premium, como a HTC, Sony e Apple.

Ao pegar no HTC One fica-se logo rendido. O toque premium que ele oferece, com a parte traseira um pouco arredondada para melhor encaixar nas mãos, são perfeitos. A única preocupação com o HTC One é que o alumínio costuma ser escorregadio, o que não é diferente nesta unidade, portanto uma capa é muito recomendável, mas uma capa transparente para que se possa ver o excelente design que o HTC oferece. Continuo a achar que todos deveriam fazer como a Huawei fez com o Ascend P6.

Além do design que tem uma qualidade de construção de topo, a ideia de colocar as colunas de sons na parte da frente é sensacional.

HTC One (12)“Como é que ninguém se lembrou disto antes?”, foi a minha pergunta quando o HTC One foi apresentado e agora que o tenho para testar, a pergunta mantém-se. É que as colunas à frente tem toda a lógica. Com as colunas atrás, como acontece na maioria dos smartphones, o som é projetado para trás, quando nós estamos à frente do ecrã.

As colunas são duas e funcionam em estéreo, melhorando a qualidade de som que já seria excelente por estarem “viradas” para nós. Mais a ajuda da Beats Audio temos, sem dúvida, o melhor dispositivo para visualizar multimédia/jogar, qualquer coisa que envolva o ecrã e som.

Na parte da frente do HTC One temos o ecrã, as colunas, os dois botões físicos “Voltar” e “Home”, a câmara frontal e os sensores. Na parte de baixo temos o microUSB e na parte de cima o botão de ligar/desligar e o jack para os auriculares. Na parte de trás temos a câmara de 4MP e o flash.

O ecrã Super LCD de 4,7 polegadas é do melhor que há. Então com resolução Full HD, torna-o único. Tem a melhor resolução num ecrã inferior às 5 polegadas e uma densidade por pixel superior a qualquer dispositivo móvel disponível no mercado, com 469 ppi. É impressionante, é verdade, no entanto, estes pixeis todos começam a “não ter sentido”. É que entre o HD e o Full HD a diferença é quase nula, já que os olhos já não conseguem visualizar os pixeis.

O ecrã do HTC One oferece uma qualidade de imagem excelente e impressionante. Ao comparar com o Nokia Lumia 1020, que temos para teste, nota-se uma diferença abismal, mas até é normal tendo em conta a diferença entre um e outro. Mas se o compararmos com o Galayx S4, as diferenças não serão assim tão claras.

Como é esperado, o HTC One tem dos melhores ecrãs disponíveis no mercado. Os pretos são bons,tem um ecrã brilhante, as cores são muito naturais, os ângulos de visão excelentes e a visualização do ecrã com o sol direto é excelente. Sinceramente, é o que se espera de um smartphone topo de gama.

Sense UI 5

Sense 5 (1)Todo o HTC One é uma grande alteração por parte da HTC e o próprio interface não poderia manter-se igual. Numa aposta arrojada, a HTC decidiu, também, alterar bastante o Sense, sendo que a versão 5 tem uma grande novidade, o BlinkFeed, um estilo de Flipboard  que faz parte da nosso ambiente de trabalho do Android, logo a baixo do relógio. Outra novidade é a redução de um botão, agora só temos dois, o Voltar e o Home, sendo que o duplo click no botão Home dá acesso às aplicações a decorrer, enquanto o longo click no botão Home dá acesso ao Google Now.

O BlinkFeed não é mais do que um publicador de feeds que são indicados por ti. Tanto pode ser de sites de referência, como Engadget ou Reuters, como também podes colocar o Facebook, Twitter ou a própria galeria de imagens. Isto faz com que o BlinkFeed seja o mais pessoal possível para cada utilizar, conforme as suas próprias escolhas.

Sense 5 (2)Na altura da apresentação achei esta funcionalidade pouco importante e pensei que seria um dos aspetos negativos do Sense 5, no entanto a minha opinião mudou. Após algumas experiências iniciais (não gostei de ver o Facebook nesta aplicação), coloquei os sites que mais visito e começou a ser uma das áreas que mais frequentava no smartphone, na busca de novidades sobre o mundo e sobre a área da tecnologia.

No entanto, isto tem consequências, nomeadamente no consumo de dados. O consumo é enorme e, felizmente, que passo algum tempo com wifi, no entanto, em uma semana gastei 100mb de dados e não utilizei todas as aplicações que me costumam acompanhar, já que tenho o meu smartphone pessoal sempre comigo. Achei um pouco excessivo, mas é consequência do BlinkFeed, que pode não estar ativo.

No entanto, o BlinkFeed é uma alteração drástica ao Sense e ao que estamos habituados no Android, o que não será interessante para todos. Tendo em conta que estamos habituados a personalizar o smartphone, a HTC deveria dar a possibilidade de podermos retirar o BlinkFeed do nosso ambiente de trabalho, mas isso não é possível. Podemos alterar a janela principal, podemos ter cinco abas, no entanto, uma delas tem de ter, obrigatoriamente, o BlinkFeed. A única forma é instalar um novo launcher, mas aí perdemos o que o Sense oferece. Um ponto negativo no Sense.

Sense 5 (20)Mas o Sense, no seu todo, sofreu alterações. Tantas que é impossível de indicar aqui. Podemos verificar que a zona das aplicações é diferente do normal do Android, como até as próprias definições estão disponíveis de uma forma própria, um pouco ao estilo do que a Samsung fez com o TouchWiz, personalizou tudo à sua maneira.

Mas, dentro do Sense 5 podemos destacar algumas funcionalidades lançadas, como o HTC Zoe e a aplicação para televisão, que funciona bastante bem, apesar de a configuração poder ser um pouco longa, como aconteceu comigo. De resto, após tudo a funcionar corretamente, temos disponível muitas informações do que se passa na televisão e do que se vai passar por lá, que pode ser integrado no BlinkFeed. O HTC One marca o regresso da tecnologia infravermelhos aos smartphones, que tinha sido afastada dos topos de gama por algumas gerações.

Sense 5 (9)

Outra funcionalidade é na galeria, um estilo de um pequeno vídeo, com música, personalizado de um conjunto de fotos tiradas no mesmo dia. Este pequeno vídeo ao estilo profissional pode ser um resumo de um conjunto de fotografias que tiraram durante um passeio ou uma viagem. Ficamos mesmo surpreendidos como é que um computador consegue fazer um vídeo de umas fotos sincronizadas com a música, sem qualquer intervenção da nossa parte. Também pode ser personalizado, mas acredite que vvai ficar surpreendido com o que o Zoe consegue fazer.

Uma outra coisa que me agradou no HTC One e no Sense foi a possibilidade de desinstalarmos, praticamente, todas as aplicações que estão pré-instaladas no smartphone. Como temos um smartphone disponibilizado pela Vodafone, temos algumas aplicações próprias, além do Facebook, Twitter e outros programadas disponibilizados pela HTC. Acabam por ser demasiadas aplicações, que sabemos que não vamos usar e a possibilidade de as podermos desinstalar é excelente e deveria estar disponível em todos os dispositivos Android, sem ser necessário fazermos root.

Desempenho

HTC One (4)Olhamos para o mercado português e para os processadores já disponíveis e verificamos que o Snapdragon 600 já não é o mais poderoso disponível. Já temos o Galaxy Note 3 e o Xperia Z1 (brevemente o LG G2) com o Snapdragon 800, este sim o processador topo de gama da Qualcomm.

No entanto, nem sequer pense que o HTC One não é um smartphone rápido. É, sem dúvida, um dos melhores smartphones do mercado. O Snapdragon 600 tem um desempenho excelente e não verifiquei qualquer engasgo no seu uso, como verifiquei na análise do Galaxy S4.

Para fazer uma comparação com os outros dispositivos já testados, utilizámos os testes de desempenho, com destaque para a nova aplicação do AnTuTu, que permite fintar os “impulsionadores de desempenho”. Será que no HTC One também verificamos a diferença verificada no Galaxy S4 e Galaxy Note 3?

O HTC One é superior ao Galaxy S4 em quase todos os testes de desempenho. É verdade que ambos os smartphones têm o mesmo processador, por isso este resultado pode ser explicado pelo pesado software que acompanha o Galaxy S4. Surpreendente é o resultado do Sunspider, que obtêm 1137 ms. Eu testei várias vezes, em browsers diferentes como o Chrome, Firefox ou o original do dispositivo, mas os resultados são sempre acima dos 1100 ms.

É inexplicável o porquê deste resultado, tendo em conta que os concorrentes já estão a baixo dos 1000 e seria o esperado no HTC One. No entanto, não pense que irá ter um desempenho na internet fraco, este resultado não se nota.

Uma nota para o resultado do AnTuTu X Editor, que indica uma pontuação 3000 pontos inferior, mas não temos meio de comparação com os concorrentes.

O desempenho da bateria é o esperado de um smartphone destes. Um dia de bateria numa utilização um pouco acima do normal, mas com um uso normal a bateria chega ao final do segundo dia. Com 2300 mAh cheguei a pensar que a bateria não durasse ao segundo dia, mas a HTC otimizou o Sense bastante bem. Para ajudar também tem um modo de poupança de bateria, que permite poupar a utilizações do CPU, diminuir a luminosidade, ou suspender o consumo de dados quando estiver inativo durante um longo tempo.

Câmara e Multimédia

HTC One (19)A câmara também é um destaque do HTC One. Sim, a câmara do HTC One só tem 4MP, o que neste caso só significa que as fotos têm um tamanho mais pequeno que a concorrência, pois a aposta da HTC está no Ultrapixel, um software que tem como objetivo melhorar a qualidade fotográfica. É um software excelente.

Se visse as fotos seguintes e eu lhe dissesse que a câmara é de 4MP não acreditava. Nem eu. Mas a verdade é que este software Ultrapixel é de topo. O objetivo deste software é aproveitar uma lente que, apesar de ter menos pixeis, tem um sensor maior e permite capturar fotos com mais luz que as normais. Assim, não ligue ao número de pixeis, mas sim ao resultado final.

Como tem sido habitual por parte da HTC, o software da câmara é excelente e muito completo, com as mais variadas opções possíveis. Claro que não se pode comparar ao Nokia Pro Cam, no entanto o software disponível pela HTC é o melhor em comparação com a maioria dos smartphones do mercado. Tem vários modos, a mais variada personalização e ainda tem os filtros que estão presentes na maioria dos smartphones.

HTC One (2)Podemos aceder ao modo Zoe do lado esquerdo, bastando tocar com o dedo para alterar entre o formato normal da câmara e o Zoe. Do lado esquerdo temos a hipótese de gravar vídeo e tirar a fotografia com um só clique, funcionalidade que tem vindo a ser habitual nos software dos smartphones.

Portanto, o importante é o resultado final e esse é excelente. Em fotos normais, o HTC One consegue um bom equilíbrio dos brancos, bem como da luminosidade. As cores também estão excelentes, apesar que quando comparámos com o Lumia 1020, verificamos que a cor não é tão natural. Onde vemos que os pixeis são poucos é quando fazemos zoom digital, que a imagem perde qualidade, mas de resto, o HTC One é melhor que a maioria da concorrência.

Mas há dois aspetos que o HTC One se destaca da concorrência, as fotografias Macro e com pouca luminosidade. Sem dúvida, que o HTC One é o melhor smartphone a tirar fotografias com pouca luminosidade, sem contarmos com os topos de gama smartphones da Nokia com lentes de 41MP (808 Pureview e Lumia 1020). Mas mesmo em macro, o HTC One é superior a estes dois. As imagens originais podem ser visualizadas na nossa página do Flickr.

HTC One

HTC One

HTC One

Mas há um pormenor menos positivo nesta câmara. à volta da lente há um pequeno espaço onde ganha algum lixo, entre o alumínio e a lente. É o único erro neste excelente design produzido pela HTC.

Outro destaque é o modo Zoe. O Zoe é uma funcionalidade bastante interessante e que diverte durante um bom tempo. Para começar, na própria câmara podemos utilizar o Zoe, realizando vídeos de 5 segundos,  que posteriormente podem ser publicados online no site da HTC, durante 30 dias. Esta funcionalidade é boa, pois poderemos divulgar o link entre os amigos para que eles possam ver os primeiros passos do seu filho ou aquelas imagens da sua viagem.

Pode parecer desnecessário e pouco interessante, mas quando começar a verificar na sua galeria além de passar fotos aleatoriamente, verificarmos pequenos vídeos, ficamos com uma galeria muito mais animada e ativa. O único problema é que se usar o Zoe muitas vezes, verificará que o seu espaço de armazenamento fica pequeno demasiado rápido.

Em termos de vídeo, o HTC One também oferece bons recursos, permite gravar vídeo Full HD a 30fps e HD a 60 fps. Os vídeos têm uma excelente qualidade e o som é de muito boa qualidade. No vídeo teste que realizámos, podemos verificar a qualidade de som. Na altura do vídeo estava um vento algo forte, mas no vídeo raramente nos apercebemos disso e quando umas pessoas se começam a aproximar, a voz delas começa fica nítida.

httpv://youtu.be/nNxoDNOYWSQ

Com este processador e este ecrã, não seria de esperar o melhor possível em termos de multimédia ou jogos. Ver um filme de alta resolução ou jogar, é um prazer. É fluído e oferece uma qualidade de ecrã excecional. Não podemos considerar superior ao Galaxy S4, mas estão no mesmo nível. O grande fator diferencial e que, a meu ver, dá um ponto muito positivo ao HTC One é as colunas na parte da frente, o BoomSound.

HTC One (11)A pergunta mantém-se: Como nunca ninguém se lembrou disto antes? É que a qualidade de som é muito melhor, mas muito mesmo, que qualquer smartphone que já tenhamos testado. Então com a ajuda da Beats Audio, a qualidade de som é excelente e mesmo no volume no máximo, não há qualquer distorção no som. Agora, imagine-se a ver um filme neste ecrã com esta qualidade de som? A experiência é única.

Com tanta qualidade, excelentes especificações e excelente software, há um ponto negativo que não deixa de se notar, a falta de microSD. É verdade que a HTC disponibiliza o smartphone com 32GB e oferece 25GB no DropBox, no entanto, com a qualidade de imagem, som e a câmara fotográfica, é normal que queria encher a sua câmara de vídeos ou fotografias, para que os possa ver quando lhe apetecer ou usar o Zoe vezes sem conta para perceber como esta funcionalidade funciona. Ora, adicionar um compartimento microSD facilitaria, e muito, a vida dos utilizadores. É verdade que o futuro aponta para a nuvem, mas ainda queremos a possibilidade de termos um microSD, nomeadamente em Portugal que as operadoras têm tarifários algo caros para o consumo de dados, em comparação com os Estados Unidos ou o Reino Unido.

Veredito: HTC One

HTC One (1)Assim que o HTC One foi anunciado, com todas estas funcionalidades, fiquei impressionado e, após este teste, o smartphone cumpriu com todas as minhas expetativas. Começando pelo excelente design, para mim o smartphone com o melhor design do mercado. Quando falo no design incluo tudo, nomeadamente as colunas à frente, chamado de BoomSound, a melhor ideia dos últimos tempos para os smartphones. Volto a fazer a mesma pergunta que tenho feito durante a análise: Como é que ninguém pensou nisot antes? O HTC One tem a melhor qualidade de som através das colunas que já experimentei até hoje.

Outro pormenor é o ecrã. Excelente e num tamanho fora do normal para a resolução Full HD, 4,7 polegadas. O Sense 5 tem várias novidades e considero o Zoe um grande destaque. Ao início pode não achar interessante, mas com o tempo perceberá que vai perder tempo a ver a galeria, verificar os vídeos que o Zoe cria e estará a pensar: Como é possível um computador fazer isto?

Outro ponto positivo é a câmara de 4MP. Já havia críticos a indicar que os pixéis não eram tudo e a HTC decidiu mostrar isso mesmo num topo de gama. Nomeadamente em fotografias macro e com pouca luminosidade, há poucos smartphones que consigam fazer o que o HTC One faz.

HTC One (13)Mas não é tudo perfeito. A falta de um compartimento microSD tem de ser considerado negativo. É verdade que cada vez mais se usa o armazenamento em nuvem, como o Dropboz, no entanto a HTC disponibiliza o Zoe, que ocupa muito espaço por cada vez que o utilizamos (um vídeo de cinco minutos e 20 fotografias de alta resolução).

Apesar de o BlinkFeed ser uam funcionalidade excelente, certamente que não ser do agrado de todos, por isso a possibilidade de retirar esta funcionalidade do ambiente de trabalho deveria estar disponível, mas não. Além disso, esta funcionalidade consume muitos dados, por isso tem de ter cuidado se utilizar tarifários com consumo de dados reduzidos.

A HTC está num excelente caminho para recuperar a importância no mercado que tinha. O HTC One é uma unidade exemplar de um excelente design, aliado a excelentes funcionalidades.

Pontos a Favor:

  • Melhor design num smartphone
  • Colunas à frente: BoomSound
  • Excelente resultado da câmara com pouca luminosidade

Pontos Contra:

  • Não tem MicroSD
  • BlinkFeed não pode ser retirado e tem um excessivo consumo de dados

Quero agradecer à Vodafone por disponibilizar este topo de gama da HTC. O HTC One está disponível nas lojas de retalho por 699,90€, enquanto no site da Vodafone poderá encontrar por 589,90€, com uma oferta, os auriculares urBeats, no valor de €99,90 e que tiram partido da qualidade Beats Audio. Segue-se a nossa galeria de imagens.

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