Análise do Thrustmaster TH8A Add-On Shifter — Review

O TH8A Shifter não é um produto novo da seleção de produtos pensados para os simuladores automóveis da Thurstmaster, no entanto, trazemo-lo hoje para uma pequena análise ao comportamento e desempenho em jogo, associado a uma experiência com um volante e pedais da marca. Este seletor de mudanças manuais é de deixar qualquer aficionado pelo mundo automóvel maluco.

Este produto é comercializado de forma independente de outros produtos da Thrustmaster, sendo compatível com mais do que um volante da marca. A vantagem por detrás deste dispositivo é o facto de ter uma compatibilidade bastante alargada para funcionar como caixa manual ou sequencial integrada no volante, ou ligada diretamente a um computador, se preferir. É importante mencionar que no nosso caso, utilizamos tanto a funcionalidade de caixa manual (em H) como em modo sequencial, tanto em consola, como em PC.

Para a criação deste artigo de análise, recorremos ao volante T300 Ferrari Integral Alcantara Edition, equipado com os pedais T3PA que permitem não só a presença dos pedais do acelerador e travão, bem como, incluem um terceiro pedal para a embraiagem de modo a fazer uso do seletor em modo manual (H). O dispositivo em análise neste artigo trata-se, em exclusivo, do TH8A Add-on Shifter, no entanto, poderão ser mencionadas qualidades ou vantagens do uso do T300 da marca.

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Qualidade de construção do produto

Logo no primeiro contacto, aquilo que mais nos impressionou foi a robustez do produto, que sendo uma caixa manual, implica alguns cuidados a que muitos consumidores já não estão habituados. Apesar disso, este equipamento dá-nos alguma liberdade para o usarmos eficazmente e sem muito desgaste — tudo depende do seu cuidado com os materiais — por forma a maximizar a sua durabilidade.

Ao nível da estrutura, e vista de cima, apresenta um formato de abacate, protegido por aquilo que parece ser uma liga de polipropileno (plástico resistente) assente numa base metálica, o que lhe confere uma qualidade de materiais acima da média. Além disto, o interior (no local do H) está protegido por um fole (um revestimento) da manete interior — semelhante ao usado em tempos pela Ferrari nos seus veículos de luxo — que evita que lixo ou pó entre nas engrenagens da manete. Manete essa que é composta por um tubo metálico com local para enroscar o topo (cabeça) da manete que é feita de plástico no local de enroscar e metálica (estilo alumínio) no local do encosto de mão.

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No local onde encontramos o espaço para percorrer a manete (em H), existe a opção de retirar os parafusos para incluir uma outra peça — disponível no conjunto aquando da compra — para colocar uma entrada que altera a definição estética e mecânica do seletor de mudanças para o tornar numa caixa sequencial, em que para aumentar a mudança será usado o símbolo (+) e para diminuir, o símbolo (—). A partir daqui, temos acesso a toda uma experiência diferente de uso da manete, que passa a ser auxiliada por um clipe metálico para fazer com que a manete volte ao centro (posição original) a cada troca de marcha.

Para acomodar este produto, terá ao seu dispor um sistema de pressão (estilo parafuso) que poderá apertar com a mão (sem se magoar) visto que tem um apoio em plástico e irá pressionar a parte o seletor contra a sua mesa ou secretária de modo que irá chegar a um ponto em que não se mexe por mais força que aplique no seletor no calor da ação (enquanto joga, obviamente).

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Desempenho do dispositivo

Este TH8A Shifter foi projetado para permitir um total de sete marchas de velocidade, bem como, uma para marcha atrás. Neste caso, a manete será direcionada para a frente — engrenando a 1ª, 3ª, 5ª e 7ª marchas — ou para trás — engrenando a 2ª, 4ª, 6ª e a marcha atrás — enquanto estiver com o painel (abertura) em formato de H. Ideal para simuladores ou jogos de corrida, usamos este seletor em jogos como Gran Turismo, Asseto Corsa Competizione e Euro Truck Simulator 2.

Para o caso, recorremos tanto ao modo sequencial como ao modo em H, este último com auxílio da embraiagem. Gran Turismo jogámos numa PlayStation 5, onde o desempenho em H dispensou o uso da embraiagem (em determinados veículos), no entanto, o delay da troca de marchas fez-se sentir como se estivéssemos a usar um veículo de caixa manual em vez de um modelo com patilhas no volante. Asseto Corsa e Euro Truck Simulator foram jogados em PC, onde tivemos que ligar (recorrendo a um adaptador na caixa preparado para o efeito) por USB para ser reconhecido com eficiência (visto que o nosso volante foi pensado para consola).

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Em ambos os casos, a precisão da manete bem como do pedal da embraiagem para os pontos de embraiagem e troca de marcha foram impressionantes, no entanto, notámos que necessitou de uma configuração um pouco mais ativa da nossa parte para que funcionasse sem problemas e sem arranhar as marchas, por exemplo, no ETS 2. No Asseto Corsa não foi tão notório, provavelmente, por serem veículos cuja troca de marcha era mais rápida e eficiente (em função da velocidade).

WRC 10 foi palco da grande maioria da nossa utilização e experiência em modo sequencial — apesar de também termos usado no ETS 2 — tendo demonstrado a vantagem e o prazer que proporciona conduzir um carro de Rally com caixa semiautomática (vulgar caixa sequencial). Na nossa opinião, a seguir a ETS 2, WRC é o tipo de jogo que tira, verdadeiramente partido da utilização da manete em modo sequencial, no entanto, sabemos que para os mais puristas, existe a preferência do H em vez de patilhas no volante (mas essa é outra conversa).

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A troca de marchas tornou-se algo instintivo apesar de não ser H como alguns dos nossos modelos do dia-a-dia, no entanto, passei a ver WRC com outros olhos que não a de um jogador que usa frequentemente as patilhas para colmatar a necessidade de troca de marchas em modo manual. A precisão do TH8A Shifter foi tremenda e demonstra bem o porquê do preço tão elevado por um dispositivo tão esperado para um mercado de nicho. Bastante mecânica, a troca de marchas nunca foi tão agradável, mesmo em modo manual (H), ou sequencial pela rapidez de atuação.

Existem diversas ofertas mais baratas no mercado, mas são poucas as que oferecem a confiança para usar vigorosamente como este seletor da Thrustmaster. Em determinadas circunstâncias, várias manetes em plástico comercializadas por concorrentes iriam sofrer um desgaste maior e desnecessário para fazer o mesmo efeito em competições (automóveis) mais intensas. Esse tipo de produto em plástico lida bem com uma condução no ETS 2, no entanto, o mesmo não se pode dizer de uma corrida de Rally em que a troca de marcha acontece a cada 5 a 10 segundos (em locais mais sinuosos).

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No geral, a experiência correspondeu as expetativas, aliás, superou na qualidade dos materiais usados, bem como, na capacidade de se manter estável, sem abanar, mesmo quando usado com maior vigor em circuitos mais dinâmicos — no caso do WRC, por exemplo. Foi sem dúvida algo que consideramos imperdível para quem está a pensar montar um kit de simulação da Thrustmaster. Não podia existir melhor complemento que o TH8A em qualquer volante (compatível) da marca.

Veredito

O TH8A Add-On Shifter prende-se por proporcionar uma experiência mais realista a todos os jogadores dispostos a usufruírem de uma manete que lhes permite engatar as marchas de um modo mais tradicional sem recorrer ao automático ou às patilhas no volante, no entanto, o preço não é nada convidativo. Estamos a falar de um produto que custa entre 179,99€ a 199,99€ (dependendo da loja) e que apesar de oferecer uma excelente qualidade quando comparado com outros produtos idênticos, não oferece a garantia que vale o preço pago por ele. É fantástico, sem dúvida, e se o preço não for um problema, compre! Agora, quando existem outras manetes de outras marcas a custar 1/3 ou 1/4 do preço, dá que pensar. Será que o TH8A dura 3 ou 4x mais do que os seus oponentes? É você quem decide, pois, não temos uma resposta para isso.

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Agradecemos, uma vez mais, a gentileza da Upload Distribution na cedência de uma unidade do TH8A para teste aqui, no Mais Tecnologia, podendo expandir os limites do nosso volante, o T300 Ferrari Integral Alcantara Edition. Continuem a acompanhar-nos em mais análises para o site e para o nosso canal do Youtube.

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