Análise do Samsung Galaxy Fold: a review ao primeiro smartphone dobrável da Samsung

Em 2019 deveriam ser lançados muitos smartphones dobráveis, seguindo o exemplo da Samsung com o seu Galaxy Fold. Mas, devido ao atraso no lançamento do Fold e aos problemas contínuos da Huawei, o entusiasmo nos mesmos diminuíram. Problemas com o ecrã atrasaram o lançamento inicial do dispositivo da empresa sul-coreana, marcado para 25 de abril, mas foram depois corrigidos e o smartphone viu a luz finalmente.

Após alguns meses de silêncio, surgiram notícias, confirmadas pela Samsung, de que o Fold seria relançado em setembro – e logo depois, a gigante dos gadgets anunciou uma data de lançamento: 27 de setembro. Esta nova versão impede que os utilizadores removam a película protetora, e foram adicionadas capas às partes superiores e inferiores das dobradiças, para evitar que poeira e sujidade entrem no aparelho.

Design

Apresentando um visor Infinity Flex, o Samsung Galaxy Fold vai de um ecrã de 4,6 polegadas, para o modo telemóvel, até 7,3 polegadas, quando se desdobra o aparelho. Não se preocupe, a Samsung não colocou em destaque a experiência do ecrã grande em vez do pequeno, pois a dobra também foi projetada para ser confortável de segurar quando estendida. O ecrã Infinity Flex Dynamic AMOLED de 7,3 polegadas tem uma resolução de 2152 × 1536 pixels, enquanto que o menor, o Super AMOLED de 4,6 polegadas, tem uma resolução de 1680 x 720 pixels.

A dobra é composta por um sofisticado sistema de dobradiças com várias engrenagens interligadas, escondidas dentro da lombada. Essa dobra foi testada pela Samsung, para alcançar a perfeição, através uma série de máquinas que dobram e desdobram repetidamente o smartphone. A empresa afirma que esse teste de stress dobra um dispositivo 200.000 vezes, levando cerca de uma semana para ser concluído.

Versatilidade em aplicações

A Samsung trabalhou com o Google e a comunidade de desenvolvedores do Android para personalizar aplicações como o WhatsApp, o Microsoft Office e o YouTube. O ecrã desdobrável é tão grande que pode ser utilizado para funções variadas em três aplicações. Você pode ver um vídeo no YouTube, conversar sobre ele no WhatsApp e navegar no Chrome ao mesmo tempo.

Os ecrãs funcionam juntos para uma experiência perfeita, graças a algo que a Samsung denomina de “continuidade de aplicações”, para que o utilizador possa alternar entre os visores sem perder o ritmo.

Processador

Há muito poder de processamento dentro do Samsung Galaxy Fold, graças à inclusão do processador Snapdragon 855. Esse chip é muito potente, dado que tem de lidar com o design incomum do Fold, enquanto que os 12 GB de RAM significam que também é excelente para lidar com várias aplicações ao mesmo tempo.

É importante relevar que uma grande quantidade de RAM faz mais sentido no Galaxy Fold do que em outros dispositivos do tipo, já que o visor desdobrável pode ser utilizado para executar três aplicações ao mesmo tempo, como referimos acima. Não há necessidade de o utilizador se preocupar em ficar sem espaço de armazenamento. O Galaxy Fold vem com 512 GB de memória Universal Flash, e pode ler dados duas vezes mais rápido do que outros smartphones.

Duas baterias

Há uma surpresa final escondida dentro do smartphone dobrável. O Samsung Galaxy Fold possui duas baterias – uma em cada lado do dispositivo. Dividir as baterias dessa forma permitiu à Samsung contornar o problema de ter que ter uma bateria dobrável.

Existe uma diferença enorme entre os tamanhos das baterias, dependendo da versão do Fold. A bateria do modelo LTE é avaliada em 4.380mAh, enquanto que a variante 5G terá uma bateria de 4,235mAh.

Os recursos de carregamento com fio são um pouco dececionantes devido ao contínuo caso de amor da Samsung com o QuickCharge 2.0 – outros dispositivos da marca mudaram para o Quick Charge 3.0 e até 4.0 –, mas o carregamento sem fio também está incluído, e ainda possui um dos principais recursos: Wireless PowerShare.

Câmaras

Com toda a inovação em design, seria justo dar à Samsung alguma folga no que concerne à câmara. Mas não precisamos de fazer isso: a empresa asiática ultrapassou todos os obstáculos, ao adicionar seis lentes de câmara ao Galaxy Fold.

A primeira lente da câmera está na capa, acima do ecrã frontal – o Super AMOLED de 4,6 polegadas. É uma lente selfie de 10 megapixels com uma abertura de F/2.2 e um campo de visão (FOV) de 80 graus. Temos três lentes mais impressionantes na parte de trás do dispositivo. A primeira é uma objetiva de ultra grande angular de 16 megapixels com uma abertura de F/2.2 e um FOV de 123 graus. A seguir vem uma lente de grande angular de 12 megapixels com autofoco Super Speed ​​Dual Pixel, estabilização ótica de imagem (OIS), uma abertura variável de F/1.5 a F/2.2 e um FOV de 77 graus. Finalmente, a última lente é uma teleobjetiva de 12 megapixels com zoom ótico 2x, foco automático com detecção de fase (PDAF), OIS e uma abertura de F/2.4.

No entanto, ainda existem mais duas câmaras com lentes. Ao desdobrarmos o aparelho, encontramos mais duas câmaras de selfie olhando para nós a partir do entalhe estranho do dispositivo. A lente principal é uma objetiva de 10 megapixels com uma abertura de F/2.2 e um amplo FOV de 80 graus. A segunda é uma lente de detecção de profundidade de 8 megapixels com uma abertura de F/1.9 e um FOV de 85 graus.

Todas essas câmaras vêm equipadas com o Otimizador de Cena e a Detecção de Falhas, expedientes que indicam se alguém piscou ou moveu-se repentinamente. Os recursos de vídeo também são impressionantes, com a capacidade de gravar imagens 4K UHD a 60 quadros por segundo (fps) e vídeo em super slow-motion a 960 fps.

Veredito: Samsung Galaxy Fold

O Samsung Galaxy Fold cumpre todos os requisitos. Possui bons ecrãs, boas baterias (falar em duplicado nestes dois aspectos é, por si só, inovador e, ao mesmo tempo, estranho) e um bom conjunto de câmeras. O hardware é excepcional, e a capacidade de usar o smartphone aberto ou fechado torna-o impressionante e ao mesmo tempo útil no que concerne a multitarefa.

O Samsung Galaxy Fold vem em quatro cores: preto, prateado, verde ou azul, e também é possível escolher uma cor diferente para a coluna vertebral do aparelho.

O preço, que vai desde os cerca de 1200 aos 2000 euros, é um pouco puxado para a maioria das pessoas, mas os recursos extraordinários, áudio excelente e câmeras perfeitas, aliado ao poder de processamento e baterias duradouras, adequa-se ao custo do aparelho.

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