Análise do Marvel’s Guardians of the Galaxy (PC) — um dos melhores jogos de super heróis de sempre

Marvel’s Guardians of the Galaxy é o mais recente título da Square Enix que chega ás várias plataformas e é a tentativa de redenção da mesma após o grande fracasso do Marvel’s Avengers. Este novo jogo promete acertar onde o anterior título do universo da Marvel falhou, não tendo nada a ver com o mesmo.

Por detrás do jogo está uma das equipas responsável pelo próprio Marvel’s Avengers, a Eidos Montréal, mas, antes da análise em concreto, posso afirmar que o novo Marvel’s Guardians of the Galaxy não tem nada a ver com este, sendo muito melhor e oferecendo aos jogadores uma experiencia de jogo muito mais divertida e espetacular que o Marvel’s Avengers.

Nesta análise irá ser avaliada a versão de PC do título, que foi jogada num com uma Nvidia GeForce RTX 3070 acompanhado por um i7-11700K e ainda 32GB de memória RAM DDR4 onde iremos classificar entre 0 e 10 valores vários aspetos importantes a considerar do título, sendo estes a narrativa, a jogabilidade, o combate, a ambientação, e a qualidade gráfica e desempenho, dando no final o veredito, que tem por base os aspetos já referidos. Mais uma vez não iremos falar das personagens presentes na narrativa para evitar dar spoilers aqueles que querem jogar o jogo sabendo o menos possível mas vamos comentar de que forma estas reagem a acontecimentos durante a jogabilidade.

Narrativa — de zeros a heróis

A narrativa do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy passa-se vários anos após uma guerra intergaláctica que devastou toda a galáxia e, esta coloca de imediato os jogadores de imediato na pele do famoso Peter Quill que já se encontra com os Guardiões da Galáxia, um grupo de caçadores de recompensas que tenta ganhar a vida na galáxia a executar todo o tipo de trabalhos lucrativos.

Durante um trabalho para a temível Lady Hellbender que decorre na Quarantine Zone, o nosso grupo de heróis irá encontrar um objeto que vai libertar uma pena de morte sobre toda a galáxia e, agora, Peter Quill e o resto do grupo terá de lutar contra esse perigo, que é controlado pela Universal Church of Truth para conquistar a galáxia, para salvar esta e assim tornarem-se os heróis que estão destinados a ser.

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A aventura dos Guardiões da Galáxia terá inúmeras reviravoltas e um final que vai emocionar muitos, sendo que toda esta pensada narrativa se vai desenrolar consoante as escolhas dos jogadores, podendo ir do início ao fim de múltiplas maneiras possíveis, o que a torna muito aberta e diversificada, algo simplesmente fantástico. Estas escolhas são feitas pelos jogadores ao longo da história e consistem em opções de falas nos diálogos ou nas escolhas de como executar ações durante missões.

Esta fantástica campanha permite que os jogadores se apaixonem pelo nosso grupo de heróis e sinta as suas emoções ao limite, muito graças à maneira como pode ser conduzida, dando a oportunidade aos jogadores de assistirem a como cinco indivíduos que mal confiam em si próprios podem ir de zeros a heróis.

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Desta forma, resta-me apenas acrescentar que esta é, de facto, uma das melhores e mais brilhantes narrativas de super heróis que já experenciei e, o facto de as escolhas dos jogadores realmente influenciarem a forma como esta se desenrola, ao contraio de outros títulos onde tal não acontece, deixa-me super empolgado para a repetir vezes sem conta. Atribuo assim um total de 10/10 valores à narrativa do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy.

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Jogabilidade — faz-nos sentir como se fossemos as personagens

Apesar de ser um título totalmente novo, Marvel’s Guardians of the Galaxy é, como se pode perceber, a evolução lógica dos anteriores títulos da Eidos Montréal e está próxima da mesma presente no Marvel’s Avengers mas, ao mesmo tempo, também muito longe. Tal como neste último título, todo o jogo se desenrola na 3ª pessoa e todo este necessita de grande atenção por parte dos jogadores para não falharem nada.

Durante grande parte do título, os jogadores passarão a maior parte do seu tempo a combater inimigos e a explorar as vastas áreas que os rodeiam, seja para encontrar materiais para upgrades, novas skins para as personagens ou formas de avançar no nível onde se encontrão.

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A jogabilidade do Marvel’s Guardians of the Galaxy é bastante complexa, especialmente no que toca ao combate, mas, apesar disso, esta não é muito complicada de perceber ou utilizar, quer seja de teclado e rato ou de comando. Muitos podem achar que usar o teclado e rato para jogar este título pode ser confuso mas não o é, o que é fantástico. O jogo explica todos os controles e habilidades de forma explicita, o que torna a experiência de qualquer um ainda melhor.

Deixando o combate de fora desta secção, vamos agora falar mais acerca da forma como a nossa personagem se desenrola durante uma gameplay e ver como são as interações entre Peter Quill e o resto dos Guardiões da Galáxia, analisando o combate mais à frente.

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Em termos das animações e movimentações normais, como andar, correr, apanhar objetos ou items e ainda executar outras animações como interagir com objetos espalhados pelo mapa, tenho a dizer que toda esta parte da jogabilidade está muito bem concebida, não havendo quaisquer problemas com a mesma. Os únicos bugs que notei que notei é que, em raros momentos, parte de Peter Quill pode ficar preso dentro de uma parede por algum tempo, o que é um pouco inconveniente, e alguns movimentos das mãos podem não ser muito bem coordenados com o objeto a interagir, o que acontece um pouco com as caixas de skins.

Acerca da interação com a nossa equipa, acho que esta está fantástica. Primeiro, as habilidades das personagens do nosso grupo podem ser usadas para resolver puzzels e progredir nas missões e em muitos casos vai ser necessário que os jogadores ordenem a um membro do grupo para fazer algo para avançar, o que mostra como o trabalho de equipa é extremamente importante e revela que as personagens não são apenas meros NPCs pois os jogadores necessitam delas para concluir o título.

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Para além disto, durante as partes das missões que fazem parecer que o título é de mundo aberto, ou seja, quando os jogadores vagueiam pelo mapa sem fazerem nada de especial sem ser ir para a localização necessária, caso os mesmos se afastem do caminho principal para explorarem as áreas à procura de items, toda a nossa equipa reage a isso, fazendo comentários a queixar-se de Peter estar a ir pelo caminho errado e, para além disto o próprio Peter reage aos comentários deles, o que torna o título ainda melhor.

Isto leva-nos ao ponto de que saber usar a nossa equipa durante a gameplay conta para a própria narrativa pois, consoante as ações e respostas dos jogadores, os membros do esquadrão podem ficar zangados ou felizes com Peter, o que influencia toda a gameplay e a forma como as missões se desenrolam, o que mostra a atenção ao detalhe no título.

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Em termos de problemas ou bugs em relação a isto, deparei-me apenas com o facto de que, quando usamos alguma das habilidades dos nosso companheiros onde estes têm de se deslocar para a executar, eles acabam por se tele portar para o local de vez em quando, o que abala um pouco o realismo do jogo.

Para concluir esta secção, pode-se dizer que a jogabilidade de Marvel’s Guardians of the Galaxy é de facto muito impressionante para o título, sendo uma grande evolução em comparação com o Marvel’s Avengers e mostrando a atenção ao detalhe por parte do estúdio, o que me leva a atribuir 9/10 a este tópico.

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Combate — ao som dos êxitos dos anos 80 não podia ser melhor

Para complementar a jogabilidade, falta ainda falarmos acerca da jogabilidade do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy que, tal como a mesma, está fantástico e muito bem concebido pela Eidos Montréal, o que revela que este estúdio aprendeu com os erros da Crystal Dynamics no Marvel’s Avengers.

O que torna o combate do Marvel’s Guardians of the Galaxy fantástico são as habilidades de cada personagem e a dinâmica que isso traz ao mesmo mas, o principal são mesmo as músicas brutais dos anos 80 a tocar no background que torna tudo ainda melhor e dá ao jogo aquela sensação dos anos 80 pelo qual os Guardiões da Galáxia são conhecidos nas Comics.

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Cada uma das personagens da equipa, incluindo a nossa, tem quatro habilidades, sendo uma delas especial. As três primeiras são desbloqueadas com pontos e a especial é desbloqueada num certo ponto da narrativa, diferente para cada personagem, o que influencia bastante o desenrolar da narrativa. Os jogadores só podem usar uma habilidade normal e uma especial de cada vez por personagem, sendo que estas têm despois um tempo de recarga, uma boa mecânica existente para não tornar tudo demasiado fácil.

Para além disto, existe ainda o chamado “Huddle Mode”, que é basicamente o super poder da equipa e que combina as habilidades de todos, ao mesmo tempo que permite aos jogadores utilizá-las sem fim, e que coloca os jogadores ao som dos melhores êxitos dos anos 80, o que trona todo o combate e a sua dinâmica ainda melhores.

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Tenho a dizer que tudo isto que referi acima está muito bem concebido e otimizado para cada combate presente em todo o título, o que faz este sentir-se ainda melhor nas mãos de cada um quando jogado e permite que todos se divirtam ao mesmo tempo que matam qualquer ameaça que aparece à frente.

Acerca dos bosses presentes no título, apesar de serem demasiado grandes em tamanho para os nossos Guardiões, também estes estão muito bem concebidos para cada grande e épica batalha, não tornando o título muito complicado, o que é difícil de fazer mas que a Eidos Montréal executou muito bem.

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Outra coisa que melhora muito o combate mas também é necessária para avançar na narrativa em momentos do jogo são as armas elementares de Peter Quill que estão muito bem retratadas no título e possuem quatro elementos, sendo este o gelo, a eletricidade, a gravidade e o fogo e deixei-me dizer que estas são fantásticas. Toda a dinâmica que acrescentam ao combate e a forma como o melhoram é simplesmente de cortar a respiração, sendo estas armas impossíveis de não usar em batalhas.

Para além disto, temos ainda elementos que a nossa equipa pode usar como objetos para atira, por exemplo, o que também ajuda em muitos casos. Apesar disto, desapontou-me um pouco cada personagem teletransportar-se para o objeto, como o Drax, para o lançar ao inimigos.

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Um dos apesto que mais adorei no combate é o facto de os inimigos não se focarem apenas no jogador mas também nos outros membros da equipa, o que torna o combate chato, pouco fluido e extremamente difícil, como acontece noutros títulos, como no próprio Marvel’s Avengers.

Em termos de bugs, reparei que, muito raramente, uma sala de luta pode bugar no sentido em que certas rondas de inimigos deixam de aparecer, o que obriga a repetir a mesma, o que é muito chato e inconveniente. Mais uma vez, destaco ainda as personagens teletransportarem-se para usar objetos nos cenários de combate e o Peter Quiil ficar preso no chão ou nas paredes, algo que durante todo o jogo só me aconteceu três vezes, pelo que não é um grande problema, visto também que ele se desbuga sozinho.

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Desta forma, resta-me apenas concluir esta secção dizendo que o combate deste título é dos mais fluidos e dinâmicos que já vi num jogo de super heróis e ate mesmo num jogo em geral, pelo que o adorei por completo, tornando-se ainda melhor melhor ao som dos anos 80, pelo que lhe atribuo 9/10 valores.

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Ambientação — uma galáxia de cortar a respiração

Uma das grandes apostas no desenvolvimento do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy foi a ambientação e os cenários do título. Este incrível jogo passa-se no espaço e, como tal, este tem de ter presente uma ambientação simplesmente fantástica e incrível que seja capaz de nos levar a outros mundos e, tal como o próprio espaço, esta tem de nos cortar a respiração.

Durante o título vamos pisar inúmeros mundos, cada um diferente do anterior, o que fazem desta ambientação uma das mais diversificadas que já vi, pois não existem lugares iguais neste título e, cada um deste está cheio de cor e vida, o que faz deste título um dos melhores que já joguei.

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O mundo de Marvel’s Guardians of the Galaxy é bastante vasto e dinâmico. Tão depressa estamos num planeta selvagem a lutar contra inimigos que nunca vimos como numa nave espacial a descobrir o que está de errado com a galáxia. Visitamos grandes cidades e naves espaciais neste título, assim como cidades que nunca mais acabam e todos os cenários que as constituem são fantásticos e têm uma vida imensa, o que dá prazer em lá estar.

Todos os cenários presentes neste jogo são de uma riqueza extrema e variam bastante, podendo mudar de um instante para o outro, consoante o rumo dos jogadores. Estes podem alterar a forma como os jogadores se deslocam nestes e podem até mesmo ser mortais, o que obriga aos mesmos a prestar atenção. Isto torna a ambientação deste título ainda mais fantástica.

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Para além disto, as próprias arenas ou zonas de combate são simplesmente fantásticas. Estas próprias são também mortais e têm inúmeros elementos que os próprios jogadores podem usar para dar a volta combate, podendo explodir certas zonas ou atirar objetos a inimigos, algo que já vimos muito no Mortal Kombat. Isto faz também com que o próprio combate do jogo seja mais rixo, oque é brilhante e fantástico.

Desta forma, tenho apenas a acrescentar que a ambientação do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy é simplesmente fantástica, o que faz qualquer um ficar agarrado a este título sem parar, o que me leva a atribuir 10/10 valores a esta categoria, por esta galáxia ser de cortar a respiração.

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Qualidade gráfica e desempenho — simplesmente perfeitas

Antes de dar o veredito acerca deste espetacular título, temos ainda de falar acerca da qualidade gráfica e do desempenho do mesmo. Antes, estes não eram pontos muito fortes numa análise mas, como hoje existem variados tipos e configurações de computadores, este ponto é muito importante para os consumidores do mundo do gaming e, por isso, vamos aqui analisar a qualidade gráfica e do desempenho do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy.

Começando pelo desempenho, para o meu PC que contém uma Nvidia Geforce RTX 3070, da MSI, com 8 GB de VRAM DDR6; um i7-11700K, da Intel, com 8 núcleos e uma frequência turbo de 5.0GHz; e ainda 32 GB de memória RAM DDR4, da G.SKILL; o desempenho no mesmo foi excecional, não tendo tido ou notado quaisquer quedas de fps ou problemas em rodar o jogo.

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Analisando isto melhor, o Marvel’s Guardians of the Galaxy rodou sempre com os gráficos no ULTRA, nesta qualidade, o jogo nem chega a usar 5 GB de memória da minha RTX 3070, tendo uma performance acima dos 60 fps e conseguindo aproveitar os 240Hz que o meu monitor tem para oferecer, o que é fantástico.

Passando agora para a qualidade gráfica, tenho a dizer que, no ULTRA, esta é simplesmente impressionante e magnífica, tendo elevado esta enorme galáxia a um outro nível de beleza. Esta não foi exatamente aquilo que já estava à espera pois eu não estava à espera que a qualidade gráfica deste novo título fosse de cortar a respiração.

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Juntamente com a magnífica e impressionante ambientação que já vimos mais acima, a qualidade gráfica fica ainda mais bonita e extraordinária. Todos os cenários e elementos dos mesmo não apresentaram quaisquer faltas de renderização durante a minha gameplay, tenha esta tido muitos ou poucos elementos no meu campo de visão, o que também revela que o novo Marvel’s Guardians of the Galaxy está muito bem otimizado para PC.

Relativamente à qualidade gráfica nas cutscenes do título, posso dizer que a qualidade gráfica manteve-se exatamente igual à já referida nos parágrafos acima, não tendo visto nada por renderizar e, isto é algo bastante positivo para o novo Marvel’s Guardians of the Galaxy e que mostra o empenho da Eidos Montréal neste título.

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Para concluir, gostaria apenas de acrescentar que, de um modo geral, apreciei bastante a qualidade gráfica e o desempenho do novo Marvel’s Guardians of the Galaxy e, juntamente com a nova ambientação, tornou esta experiência ainda mais consistente e agradável com relação aos títulos antecessores da série, o que me leva a atribuir 10/10 valores a esta categoria.

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Veredito — um dos melhores jogos de super heróis de sempre

Após o fiasco que o Marvel’s Avengers, lançado no ano passado, foi, nem eu nem ninguém estava à espera que o novo Marvel’s Guardians of the Galaxy fosse simplesmente magnífico e brutal, não me tendo desiludiu nem me decepcionou um bocadinho, sendo para mim um dos melhores jogos de super heróis que já joguei até hoje.

Este jogo fez-me ficar colado a ele até acabar a sua belíssima narrativa e, adorei cada momento deste maravilhoso, bonito, brutal e épico jogo, desde a excelente narrativa ás incríveis personagens, desde a clássica jogabilidade até ao mais pequeno detalhe dos maravilhosos cenários que nos acompanham durante toda a aventura.

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Antes de dar a minha pontuação final, quero agradecer à Square Enix pela oportunidade de puder jogar este jogo e, ao mesmo tempo, gostaria de dar os meus parabéns ás Eidos Montréal e Square Enix por este que foi um dos melhores jogos que já fizeram até aos dias de hoje.

Para terminar, decidi então atribuir 9.6/10 valores a este magnífico jogo que, após um ano à espera deste, não me desiludiu um único bocadinho e, para quem ainda não o comprou, digo já que não se vão arrepender de o fazer, porque é de facto um dos melhores jogos de super heróis de sempre e muito superior ao Marvel’s Avengers.

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