Análise do Far Cry 6 (PC) — a melhor revolución de todos os tempos

Depois de dois longos anos à espera de um novo Far Cry e da grande perda de jogadores e fãs de uma das maiores franquias de todos os tempos devido ao pouco sucesso que Far Cry: New Dawn teve, a Ubisoft volta a trazer ao público mais um jogo desta adorada franquia, sendo este o novo Far Cry 6, que chegou ás lojas no dia 6 de outubro para as PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Google Stadia, Amazon Luna e para o Microsoft Windows PC.

O novo Far Cry 6 foi desenvolvido pelas Ubisoft Milan e Ubisoft Toronto e estes trazem agora aquele que será um dos maiores e melhores jogos da franquia já feitos até hoje, melhorando significativamente os aspetos mais criticados na mesma, algo muito pedido e desejado por toda a comunidade, ao mesmo tempo que fazem deste novo título muito próximo dos originais super adorados pelos fãs, algo que não acontece à muito tempo.

Nesta análise irá ser avaliada a versão de PC do título, que foi jogada num com uma Nvidia GeForce RTX 3070 acompanhado por um i7-11700K e ainda 32GB de memória RAM DDR4 onde iremos classificar entre 0 e 10 valores vários aspetos importantes a considerar do título, sendo estes a narrativa, as personagens, a jogabilidade, o combate, a ambientação e a qualidade gráfica e desempenho, dando no final o veredito, que tem por base os aspetos já referidos. Em relação ás personagens, não iremos falar de nenhuma que seja relevante na narrativa, de maneira a não dar quaisquer spoilers, iremos apenas avaliar o comportamento dos NPCs, o aspeto e a interação entre jogador e NPC.

Narrativa — Antón Castillo é o melhor vilão da franquia

A narrativa de Far Cry 6 começa em Yara, um país fictício constituído por um enorme arquipélago tropical, localizado nas Caraíbas, bastante inspirado em Cuba e, segundo a narrativa, esta está presa no tempo há 40 anos devido a uma revolução passada, pelo que, como vão observar, todo o ambiente de Yara remete aos anos 60, por se ter isolado do mundo em 1967.

Agora, o povo deste pobre país elegeu Antón Castillo para governar a mesma mas, este não passa dum ditador, estando por isso disposto a restaurar a sua nação de volta à sua antiga glória por qualquer meio, com o seu filho Diego, seguindo os passos sangrentos do seu pai, assassinado na revolução de 1967.

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Agora, na pele de Dani Rojas, uma Yaran local, os jogadores terão de lutar ao lado dos lendários “Guerrilas” pela liberdade do seu povo e do seu país, derrubando todo o exército de Antón Castillo a qualquer custo e de qualquer forma, mesmo que essa custe a morte de milhares de soldados que apenas seguem ordens.

À medida que os jogadores vão progredindo na narrativa, estes vão passar por todas as regiões de Yara,  o que irá elevar a narrativa para outro nível e dar muitas mais opções e escolhas aos jogadores para melhor destronarem Castillo. Esta vai ficando cada vez mais complexa e verdadeiramente intrigante, levando os jogadores a não conseguirem para de a verem até a concluírem.

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A história de Dani vai também ter muitas reviravoltas, algo que torna toda esta narrativa ainda mais apaixonante e difícil de não acompanhar e, durante esta, os jogadores acabaram por ver Dani tomar decisões difíceis, decisões essas que não só irão emocionar muitos dos espectadores, bem como faze-los sentir parte de toda esta abrangente narrativa.

Para concluir, toda a grande e incrível narrativa do novo Far Cry 6 é de facto magnífica e bastante impressionante, tendo uma grande presença da grande época histórica que é Cuba, estando esta muito bem representada e presente em toda a narrativa. Independentemente disso, a narrativa do título é bastante longa e certas missões podem parecer um pouco repetitivas, em que Antón Castillo desempenha o papel de vilão na série de forma glamorosa.

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Personagens — a rigor de uma ditadura

Deixando agora de lado a narrativa, iremos passar para as personagens presentes no novo Far Cry 6. Neste caso, não iremos falar de nenhuma personagem relevante para a narrativa, de maneira a não dar quaisquer spoilers, mas iremos sim focar-nos na análise do comportamento, aspeto e inteligência artificial dos NPCs, as personagens não jogáveis, assim como ver e criticar também a interação entre o jogador, na pele de Dani, e NPC.

Este novo título está repleto de inúmeros NPCs espalhados por todo o mapa de Far Cry 6, sendo possível interagir com muitos deles, por inúmeras razões, ou apenas passar por estes e observar o que fazem, assim como aquilo que dizem, para todos ou para Dani em específico.

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Os NPCs do título estão muito bem retratados para a situação em que Yara se encontra, estando com as roupas da altura e, reparei que a Ubisoft não poupou nos detalhes de todos. Para além disto, os múltiplos NPCs que vemos estão sempre a realizar todo o tipo de atividades, como patrulhar e lutar, no caso dos soldados, lavar a roupa, cozinhar, comer, conversar ou simplesmente a andar pelo mapa, sem qualquer destino. Em relação à fala, não vi nada fora do invulgar, pelo que há imensos NPCs que falam uns com os outros, alguns bastante altos, especialmente quando Dani se aproxima, sendo possível ouvir as suas conversas.

Em relação a bugs de NPCs reparei que, durante momentos de missões da narrativa, estes indicam para ele próprio e o jogador fazerem algo e depois ignora isso por completo e, para além disso, culpa o jogador. Para além disto, durante a condução, grande parte dos NPCs buzinam aos jogadores quando passam por eles, mesmo que estes estejam do lado correto da estrada, e muitos que vão na berma da mesma esquivam-se do carro dos jogadores, mesmo que este não os vá atropelar.

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Tirando estes bugs, considero que a Ubisoft fez um excelente trabalho no que toca ás personagens, sendo que as que são relevantes para a campanha são de veras impressionantes e, em relação aos NPCs e ás interações entre jogador e NPC, está tudo muito bem feito, sendo os NPCs muito realistas.

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Jogabilidade — o icónico junta-se ao moderno

Vamos agora passar para a avaliação da jogabilidade do novo Far Cry 6. Iremos ver todos os detalhes desta nova jogabilidade, se as novas adições são de facto impressionantes e, iremos também fazer algumas comparações com o título anterior da franquia Far Cry, o Far Cry: New Dawn. Em relação ao combate, iremos falar à parte da jogabilidade porque, há muita coisa para falar sobre o mesmo e achei melhor separar estes dois aspetos de avaliação.

Neste novo título da franquia temos muito presente a já conhecida, clássica e muito adorada e aclamada jogabilidade da franquia Far Cry mas, esta recebeu agora muitas novas animações, movimentos e ainda muitas mais novidades que fazem desta já clássica jogabilidade ainda melhor e, que conferem ao novo título um ar mais moderno e atualizado.

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Falando da jogabilidade no geral, esta não mudou muito, sendo que todas as animações e movimentos de caminhar e correr continuam praticamente os mesmos, tendo apenas fica mais precisos e fluidos, de maneira a dar um aspetos mais modernizado à gameplay do novo Far Cry 6.

Ao mesmo tempo, temos a adição de novas animações como as de cura, que há muito tempo não se viam na franquia. Estas são variadas e são executadas quando o jogador se cura e, tenho a dizer que estas são incríveis e muito realistas, sendo um excelente acrescento ao título e, para além disto, fazem com que este volte às origens da franquia.

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Em relação à condução, tenho simplesmente a dizer que fiquei muito impressionado. Esta está muito bem concebida e é extremamente realista, sendo para mim a melhor condução que eu já experenciei em toda a franquia e até mesmo em todos os jogos que a Ubisoft já produziu até hoje.

Outro grande aspeto do título é a forma como Dani pode fazer scope para identificar inimigos e objetos. Esta fá-lo através da câmara do seu smartphone, o que é algo extremamente realista e uma grande atenção ao detalhe por parte da Ubisoft, o que é fantástico.

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Toda a nova jogabilidade do novo Far Cry 6 é bastante impressionante, magnífica e muito realista, a comparar com o Far Cry: New Dawn, tendo muito presente a já conhecida e clássica jogabilidade da franquia, agora com umas novas animações, movimentos, melhorias e ainda mais fluidez nos movimentos que a tornam ainda melhor, juntando o icónico ao moderno.

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Combate — o melhor de toda a franquia

Continuando a falar maioritariamente da jogabilidade, vamos agora ver mais especificamente todo o novo sistema de combate do Far Cry 6, que inclui as suas novas habilidades e armas, o novo inventário, os novos equipamentos, assim como as suas mecânicas e, vamos ainda ver o realismo do combate deste novo Far Cry.

Focando-me primeiro no combate em geral, este está muito fiel ao que é a franquia, o que é ótimo. Todas as armas normais transmitem uma sensação muito próxima à realidade e até mesmo o som que produzem é de facto muito realista e bem capturado pela Ubisoft. Para além disto, os próprios perks das mesmas estão muito bem concebidos para o combate e a possibilidade de haverem vários silenciadores, uns mais silenciosos que outros, mostra mais uma vez a atenção ao detalhe pela Ubisoft.

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Em termos do combate corpo a corpo, este também se aparenta muito realista e bem executado pelos desenvolvedores, sendo que as animações de usar um facão para trespassar inimigos é simplesmente fantástica e realista, pelo que eu não me canso de usar o corpo a corpo durante a minha gameplay.

A grande novidade do combate do novo Far Cry 6 são os novos Launchers e as armas feitas a partir de lixo. Começando pelas armas, o conceito destas é simplesmente que estas são feitas a partir do que já não é usado como CDs, metal, plásticos velhos, etc. Tenho a dizer que eu adorei estas novas armas e que elas se adequam ao estilo do título e *à condição em que se encontra Yara e a sua população e estas são super destrutivas e divertidas de usar, sendo perfeitas e uma ótima adição ao título.

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Os novos Launchers são também fantásticos e super destrutivos, para quem não quer ser furtivo. Estes consistem em mochilas que podem ter várias funções como disparar misseis ou ser um lança chamas. Estes são os La Guaracha, El Caballero, La Petite Mort e o Into Orbit e estes são simplesmente fantásticos, ajudando os jogadores em momentos difíceis e dando toda uma nova dinâmica ao título, o que é brutal.

Todo o combate entre jogadores e NPCs é muito mais realista, vivo e brutal neste novo Far Cry6 e, os novos finishers que Dani pode executar nos inimigos são ainda melhores, como já referi. Apesar disto, existem alguns pequenos bugs, como Dani fazer alguns finishers que podem bugar na animação e deparei-me também com alguns inimigos a bugarem a no meio do combate, o que pode resultar numa morte estupida do jogador.

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Em suma, fiquei muito contente com todo este novo sistema de combate introduzido pela Ubisoft no novo Far Cry 6, especialmente das novas armas feitas de lixo e dos novos Launchers. Por isso, decidi atribuir 9/10 ao combate do novo Far Cry 6, sendo este muito realista e cheio de ação.

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Ambientação — Yara é simplesmente magnífica e deslumbrante

Outro ponto bastante importante em qualquer jogo mas, em especial, nos jogos da Ubisoft é a ambientação, pois esta é sempre um ponto muito forte dos mesmos e o novo Far Cry 6 não foge à regra. Como já referi anteriormente, este novo título passa-se num conjunto de ilhas fictícias que juntas formam Yara, inspirada em Cuba, sendo que o seu mapa é enorme, pelo que a ambientação tem de ser formidável, como sempre.

Antes de avaliarmos a ambientação, Yara é, como já disse, um país fictício constituído por um enorme arquipélago tropical, localizado nas Caraíbas, bastante inspirado em Cuba e, segundo a narrativa, esta está presa no tempo há 40 anos devido a uma revolução passada, pelo que, como vão observar, todo o ambiente de Yara remete aos anos 60, por se ter isolado do mundo em 1967.

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De um modo geral, tenho a dizer que todo a Yara é um lugar simplesmente magnífico e de cortar a respiração. Todo o cenário tropical e o estilo dos anos 60 está muito presente em todo o título e, graças aos seus incríveis cenários, este consegue mesmo transmitir aos jogadores um ambiente de ditadura e revolução, juntamente com a sensação de pobreza, dificuldade e opressão vividas em Yara.

Todas as cidades, vilas, ruas e até mesmo estradas, assim como veículos, e até mesmo as armas estão muito bem constituídos para a época dos anos 60 e é possível constatar a forte inspiração em Cuba, o que é simplesmente fantástico. Yara é, de facto, um país parado no tempo e que se mostra difícil de viver mas, a Ubisoft conseguiu mesmo captar a essência de Cuba no título e dar a este uma das melhores ambientações do mundo do gaming que eu já experenciei.

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Todas as alterações climáticas, muito representativas de um clima tropical; ruas e cidades; fortalezas antigas; estradas; ruínas de um passado não muito distante e vilas tradicionais do povo de Yara da altura dos anos 60 estão simplesmente muito bem feitas, recriadas, representadas e inspiradas em Cuba neste que é de facto um dos melhores jogos da franquia com a ambientação e os cenários mais lindos e maravilhosos que já vi até hoje.

Um outro aspeto da ambientação muito bem feito pela Ubisoft foi o comportamento de elementos naturais como o fogo e a água, que fazem parecer este novo Far Cry 6 muito, mas mesmo muito, realista neste aspeto. Todo o conjunto de mecânicas que fazem com que estes elementos sejam como são é de facto bastante impressionante, o que irá fazer muitos ficar algum tempo a apreciar as bonitas paisagens do título.

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É uma satisfatória sensação ficar a ver todo o comportamento do clima, dos elementos naturais e dos NPCs nos vários locais já referidos inúmeras vezes, o que só faz com que esta ambientação criada pela Ubisoft seja uma das melhores no mundo dos videojogos atualmente.

Para concluir, tenho apenas a dizer que a Ubisoft, mais uma vez, impressionou-me bastante com toda a ambientação que oferece no novo Far Cry 6, tenho ainda a dizer que é uma das mais realistas e bonitas que já vi num videojogo — verdadeiramente impressionante!

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Qualidade gráfica e desempenho — no ponto

Antes de passarmos para o veredito, falta ainda falar acerca da qualidade gráfica e do desempenho do novo Far Cry 6. Até agora, sejam outros jogos da franquia que joguei ou outros que simplesmente não tive oportunidade para isso, não vi nenhuma má qualidade gráfica neste título mas, como é óbvio, temos de analisar isto de forma mais aprofundada.

Em relação a este novo Far Cry 6, no que toca ao desempenho, para o meu PC que contém uma Nvidia Geforce RTX 3070, da MSI, com 8 GB de VRAM DDR6; um i7-11700K, da Intel, com 8 núcleos e uma frequência turbo de 5.0GHz; e ainda 32 GB de memória RAM DDR4, da G.SKILL; o desempenho no mesmo foi excecional, não tendo tido ou notado quaisquer quedas de fps ou problemas em rodar o jogo.

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Analisando isto melhor, o Far Cry 6 rodou sempre com os gráficos no ULTRA, nesta qualidade, o jogo nem chega a usar 5 GB de memória da minha RTX 3070, tendo uma performance acima dos 60 fps e conseguindo aproveitar os 240Hz que o meu monitor tem para oferecer, o que é fantástico.

Passando agora para a qualidade gráfica, tenho a dizer que, no ULTRA, esta é simplesmente impressionante e magnífica, tendo elevado Yara a um outro nível de beleza. Esta não foi exatamente aquilo que já estava à espera pois eu não estava à espera que a qualidade gráfica deste novo título fosse de cortar a respiração.

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Juntamente com a magnífica e impressionante ambientação que já vimos mais acima, a qualidade gráfica fica ainda mais bonita e extraordinária. Todos os cenários e elementos dos mesmo não apresentaram quaisquer faltas de renderização durante a minha gameplay, tenha esta tido muitos ou poucos elementos no meu campo de visão, o que também revela que o novo Far Cry 6 está muito bem otimizado para PC.

Relativamente à qualidade gráfica nas cutscenes do título, posso dizer que a qualidade gráfica manteve-se exatamente igual à já referida nos parágrafos acima, não tendo visto nada por renderizar e, isto é algo bastante positivo para o novo Far Cry 6 e que mostra o empenho da Ubisoft neste título.

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Para concluir, gostaria apenas de acrescentar que, de um modo geral, apreciei bastante a qualidade gráfica e o desempenho do novo Far Cry 6 e, juntamente com a nova ambientação, tornou esta experiência ainda mais consistente e agradável com relação aos títulos antecessores da série.

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Veredito — a melhor revolución de todos os tempos

Desde miúdo que sou um grande fã dos jogos da nossa adorada franquia Far Cry, provavelmente por ter jogado muitos deles e, posso dizer-vos que depois de dois anos à espera de um novo Far Cry, o Far Cry 6 não me desiludiu nem me decepcionou um bocadinho, sendo para mim o melhor título da franquia.

Este jogo fez-me reviver a nostalgia de jogar antigos títulos desta maravilhosa franquia e, adorei cada momento deste maravilhoso, bonito, brutal e épico jogo, desde a excelente narrativa ás incríveis personagens, desde a clássica jogabilidade, agora mais melhorada, até ao mais pequeno detalhe dos maravilhosos cenários que nos acompanham durante toda a aventura.

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Antes de dar a minha pontuação final, quero agradecer à Ubisoft Spain pela oportunidade de puder jogar este jogo e, ao mesmo tempo, gostaria de dar os meus parabéns ás Ubisoft Milan e Ubisoft Toronto por este que foi o melhor jogo da excelente e maravilhosa franquia Far Cry que já joguei até hoje.

Para terminar, decidi então atribuir 9.6/10 valores a este magnífico jogo que, após dois anos à espera deste, não me desiludiu um único bocadinho e, para quem ainda não o reservou, digo já que não se vão arrepender de o comprar, porque é de facto o melhor jogo da franquia Far Cry de todos os tempos e, o novo Far Cry 6 é de facto a melhor revolución de todos os tempos.

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