Análise de Watch Dogs: Legion (PS5) — um engenhoso spin-off

Watch Dogs: Legion é o terceiro título da série Watch Dogs iniciada em 2014, co-produzidos pelos estúdios de Montreal e Toronto da Ubisoft. O título é, alegadamente, um spin-off da série — pelo que não acompanha a numeração dos títulos anteriores —, e foi lançado no passado dia 29 de outubro de 2020 para antiga geração de consolas e para PC. A 11 de novembro, o jogo foi lançado para a nova geração de consolas, PlayStation 5 e Xbox Series X e S.

Assim como no passado, o jogo mantém-se envolto em polémicas, com opiniões a divergirem em relação ao rumo e qualidade do título. Polémicas à parte, o adiamento do jogo permitiu, muito provavelmente, a melhoria da jogabilidade independentemente de problemas técnicos que possam ocorrer. Afinal de contas, qual é o jogo que não tem os seus problemas? Até o Grand Theft Auto com sete anos continua a ter os seus problemas. Watch Dogs: Legion pode muito bem ser parte da estratégia de evolução para algo que retorne à essência da série de uma forma muito mais sólida. Recorde-se que a diferença entre o primeiro jogo e Watch Dogs 2 foi de apenas dois anos e, desde esse para este último, passaram-se quatro anos.

Watch Dogs: Legion é um título divertido, muito bem ambientado, único e com um potencial alcance nunca alcançado na série. A performance alcançada na geração anterior é satisfatória, de acordo com aquilo que tem acontecido com os seus antecessores, no entanto, quando falamos da atual geração, o caso muda de figura, especialmente se jogarmos de forma estável em 1080p. Acompanhe a nossa análise a este novo título promissor.

Ambientação

Ao contrário dos títulos anteriores — que eram localizados em cidades norte-americanas —, Legion decorre em Londres num futuro próximo, mais precisamente, em 2026. O ctOS torna-se num dos mais complexos e inovadores sistemas de gestão e controlo citadinos existentes, agora no Reino Unido. Contudo, o que tinha tudo para dar certo transforma-se num verdadeiro pesadelo, após graves atentados ocorridos em Londres, que levam a que o governo recrute uma empresa de segurança privada para restabelecer a ordem — a Albion — que se apodera dos valores e poderes concedidos para impor um regime autoritário de controlo e repressão da população.

O mundo encontra-se numa constante evolução, e em Watch Dogs: Legion, somos presenteados com conceitos e ideias daquilo que podemos esperar do futuro. Inconsistências à parte, a cidade de Londres, uma das mais vigiadas do mundo, encontra-se brilhantemente caracterizada para o futuro. A presença de drones é uma realidade proeminente, seja para a realização de obras, para entregas, para monitorização e como figura de instrução, bem como, para defesa da cidade (seja de futuros atentados ou como ação imobilizadora), algo que podemos esperar talvez durante a próxima década. O supercomputadores e os computadores quânticos são outro exemplo que têm ganhado forma. Não é por nada que Nudle é uma paródia da empresa Google, ou que a Tidis Corporation (que fabrica os drones massivamente) se pode associar à iRobot. São todos elementos que se assemelham à realidade, mas num futuro hipotético.

Vive-se num universo eletrificado, onde poucos ou nenhuns automóveis exclusivamente a combustão circulam pela cidade Londrina. Quase todos os veículos são híbridos (visível sobretudo em grandes acelerações), mas que a velocidades moderadas circulam exclusivamente em modo elétrico. São este tipo de pormenores que fazem deste jogo, um dos melhores em termos de ambientação. Quase tudo foi pensado para que sinta efetivamente a imersão necessária de um mundo futurista, ainda que com os pés bem assentes na terra.

O pós-Brexit serve de mote para toda esta complexa narrativa, mas é na criatividade de um cenário alternativo que Watch Dogs: Legion se baseia, conjugando a experiência de espionagem, ativismo pelos direitos humanos e o mundo “obscuro” do hacking transformando este jogo num dos melhores da saga. É caso para dizer que o tempo a mais investido (desde o atraso no lançamento) permitiram desenvolver com muito mais solidez este jogo, pelo menos em PlayStation 5 (onde jogámos).

O contexto de lançamento foi, talvez, um dos melhores em toda a série aparecendo em ambas as plataformas num estado quase pleno, mas sobretudo com um dos melhores locais para o efeito. Já é um hábito um pouco gasto ver jogos passados em cidades norte-americanas ou japonesas. É, sem dúvida, fantástico ter a oportunidade de poder jogar numa cidade europeia como é Londres — ainda que seja limitado apenas a uma só cidade inglesa.

Não irão faltar locais para visitar, visto que a Ubisoft já tem alguma experiência na representação de locais e edifícios reais nos seus jogos. A cidade de Londres foi formidavelmente bem representada. Aliás, esta cidade é talvez uma das mais bem representadas da atualidade com um grau de fidelidade bastante elevado, onde mesmo não podendo representar tudo (senão seria gigante) já é um mapa bastante grande.

Pormenores não faltaram na caracterização dos habitantes londrinos. Apesar de isto não ser algo contemporâneo, não deve fugir muito a toda uma cultura enraizada — até mesmo no vestuário. Mesmo sendo uma das cidades mais multiculturais do mundo, não seria algo que se fosse perder. Até o clima é congénere ao padrão climático da cidade de Londres, onde predomina o tempo nublado com aguaceiros fortes. A vista sobre esta cidade é simplesmente fascinante, reforçando ainda mais a imersividade neste jogo da Ubisoft.

Jogabilidade

Ao nível da jogabilidade, Watch Dogs: Legion peca por algumas inconsistências dentro do motor gráfico, mas em geral é fluída, tendo sofrido melhorias face a Watch Dogs 2, o segundo título da série. O início de Watch Dogs foi um pouco atribulado causa de algumas promessas não cumpridas pela parte da produtora, no entanto, desde o primeiro muito mudou e bastantes coisas para melhor.

Gostaria de salientar que, na minha opinião (visto que não é consensual à grande maioria da imprensa) que as físicas de condução do primeiro título da saga eram até curiosamente realistas — seja no arranque, no curvar ou até na travagem (até certo ponto) para um jogo em terceira pessoa —, no entanto, e infelizmente, no segundo título, os problemas agravaram-se com uma abordagem mais árcade do modo de condução, parecendo ridiculamente ineficaz (menos realista que, por exemplo, Grand Theft Auto 5). Parece que agora, a Ubisoft aplicou novas medidas que fazem retornar alguns dos pontos fortes do primeiro jogo neste aspeto, mas a manobrabilidade dos veículos ainda é estranha.

Já quando falamos do parkour (dos personagens), foi um aspeto que tinha sido bastante melhorado face aos primórdios, no entanto, em Legion isto parece um pouco ofuscado — ainda não sei se por causa da diversidade de personagens ou se por puro desleixo — mas mantém-se fiel ao anterior (quando acontece).

O recurso a armas de fogo ou de imobilização permanece semelhante com algumas prováveis melhorias (pouco percetíveis). Já no que diz respeito ao uso de drones e outros semelhante tais foram em grande medida melhorados permitindo um maior controlo sobre as suas ações quando pretende organizar uma invasão mais silenciosa e localizada.

Se na condução existiam inconsistências, a perceção do inimigo em algumas circunstância parece fugir um pouco à realidade, por exemplo, quando procuramos imobilizamos um inimigo perto de outro. A poucos metros de outro guarda, imobilizamos um colega seu, mas este parece querer ignorar o sucedido como se fosse cego, algo que deveria ser corrigido postumamente para não quebrar a imersividade. Apesar disto, são incríveis as mudanças que a equipa de desenvolvimento tem feito, permitindo novas abordagens do ponto de vista de inteligência artificial face às suas ações enquanto jogador no universo londrino.

A reação dos personagens a um possível atropelamento permanece infelizmente igual — em alguns casos torna-se quase ridículo — visto que em plena passadeira, se paramos mais em cima, o NPC quase que se atira para o lado ou até mesmo para a frente do carro numa tentativa desnecessária e desesperada de se desviar. Imagine fazer isso na vida real? Eram só pedidos de indemnizações por atropelamento…

A conversa de circunstância entre NPCs e personagens foi maravilhosamente melhorada. Agora é possível estabelecer conversas ao estilo Red Dead Redemption 2, como se estive tudo programado. Isto faz parte de um conjunto de técnicas de machine-learning (IA) que permite que o mundo e os personagens se adaptem uns aos outros de forma sólida e consistente.

Cada personagem conjuga diferentes características (falarei em tópico próprio de forma mais aprofundada) que incluem expressões faciais e movimentos próprios introduzidos no motor gráfico. É interessante ver a forma como se move um agente secreto, para um médico ou uma idosa, ainda que sejam todos semelhantes (são humanos), têm comportamentos diferentes como na vida real, o que é interessante de se encontrar num jogo tão complexo como este.

A interação dos personagens ainda tem algumas melhorias a serem feitas, mas já se encontra a um nível muito alto de interação involuntária com os objetos, como é o caso de ao aproximarmo-nos de uma porta, a personagem já estica o braço (por exemplo) para a abrir, mas adequando-se à posição em que se encontra, não sendo uma animação estática, mas sim, dinâmica.

Narrativa

Como já mencionado no artigo, Watch Dogs: Legion decorre num espaço temporal entre o final dos anos 2020 e os anos 30 em um universo alternativo de futuro na cidade de Londres. Muito mudou desde os eventos ocorridos em Watch Dogs 2, a tecnologia seguiu numa trajetória de automatização com auxílio da inteligência artificial (IA), que contribuiu para melhorar a economia do Reino Unido — uma vez que as grandes empresas prescindiram de diversos empregos (que antes eram operados por mão humana). A título de exemplo, durante a minha jornada abordei um NPC que circulava por um dos bairros londrinos, onde ao que apurei, tinha sido despedido da sua função de programador de videojogos, não porque fosse incompetente ou tivesse feito algo de errado, mas porque a empresa já não precisava dele em virtude do reduzido número de programadores e recurso a inteligência artificial para desenvolver algoritmos autoprogramáveis.

Em Legion, os tempos mudaram e a própria libra esterlina acabou por ser superada por criptomoedas — algo bem apontando pela Ubisoft como sendo eventualmente o futuro (visto que em alguns casos, isso já acontece). O desenvolvimento de sistemas de realidade virtual está melhor que nunca — até mesmo recorrendo a computadores quânticos para o desenvolvimento de realidades paralelas (que poderá ver numa das missões dentro do jogo). A realidade aumentada ganha peso, servindo de base no decurso de algumas missões mais completas, onde temos de reproduzir acontecimentos passados recorrendo a uma visão virtualizada de elementos no mundo real (RA).

Em Watch Dogs, conseguimos conceber a verdadeira ideia do ctOS (CenTral Operation System) — o megacomputador inteligente que opera em rede através de vários servidores. O sistema de operação centralizado, como é chamado em português, foi desenvolvido, na época, pela empresa de tecnologia Blume (nome que visa assemelhar-se à Oracle na vida real). Destronada esta empresa, em Watch Dogs 2, o controlo do ctOS passa a ser feito pela Tidis Corporation. Agora, em Watch Dogs: Legion, o controlo da Tidis e a parceria com a empresa de segurança privada de Nigel Cass, a Albion, a ameaça tornou-se muito maior no controlo massivo da população.

O primeiro título centrava-se na história de Aiden Pearce, onde o DedSec e as restante fações atuavam como personagens secundários. O DedSec contava com o apoio de Aiden Pearce para derrubar a Blume e outras fações inimigas em troca de informações que ajudasse Pearce na sua busca por vingança. Em Watch Dogs 2, o DedSec é o foco da ação, e a nossa personagem Marcus Holloway figura quase como uma personagem tornada secundária, visto que o foco é o grupo de hackivistas. Agora, em Legion, o grupo de hackers que luta pela verdade e, mais recentemente, pela defesa dos direitos humanos, procura uma vez mais derrubar a Albion e o ctOS.

Em Watch Dogs: Legion, o DedSec tem de lidar com diversas fações inimigas, o grupo de hackers Zero Day — que durante os atentados se fizeram passar pelo DedSec incriminando-os pelos ataques bombistas; por outro lado, têm também de lidar com a própria Albion que persegue hackers e cidadãos que possam ser suspeitos; a SIRS, ou Signals Intelligence Response, é uma agência de contrainteligência que é ficcionada em Watch Dogs com vista a representar o MI5 e MI6 inglês. Por fim, o Clã Kelley, uma fação que se tornou no entreposto máximo de tráfico humano e manipulação cerebral de Londres.

Personagens — joga com qualquer um em Londres!

Esta foi provavelmente a implementação mais interessante dentro do jogo. Além de tudo aquilo que foi desenvolvido ao longo do tempo na série, o novo sistema que permite jogar com qualquer personagem no jogo é realmente impressionante. Após a reconstrução de Londres e do próprio DedSec (que tinha sido desmantelado pela Albion que matando e prendendo levou à quase extinção do DedSec das ruas londrinas), somos forçados (através de uma personagem à nossa escolha) a reconstruir a base de dados e a reunir a nossa equipa, bem como, ativar o Bagley — o sistema de inteligência artificial que dá apoio estratégico e operacional a todos os membros do DedSec no Reino Unido.

O número de operativos na equipa está limitado a um total de 40 personagens (entre membros ativos e membros a recrutar escolhidos por si). Qualquer um pode fazer parte da equipa. Eu, por exemplo, fiz contratações que foram desde a um agente secreto, um programador de videojogos, seguranças da Albion (que se converteram ao DedSec), bem como, a policias e políticos; um cidadão da construção civil e até um varredor das ruas de Londres. Todo o tipo de pessoas pode ser encontrado à distância de um pequeno rastreio e de alguns serviços que sirvam de motivação para se juntarem ao hackivistas.

Este sistema está tão bem pensado — desculpem-me a franqueza — que vai ao pormenor de incorporar falas ou mensagens de circunstância que são elaboradas por inteligência artificial e que acompanham os acontecimentos e eventos ocorridos em Watch Dogs: Legion. Além disso, a personalização, as vozes e o estilo de operação de cada personagem aparenta ser único à primeira vista, no entanto, nota-se a reciclagem de algumas texturas ou feições parecidas que deem vida a novas personagens. Isto não é algo que seja problemático, pois no dia-a-dia de Londres não é fácil constatar este tipo de problemas, pelo que, seriam precisos vários dias de jogo intensivo para se aperceber de alguns destes problemas.

Ao que parece, Watch Dogs já encontrou algo que torne diferente dos seus concorrentes (à parte do hacking, claro). Este é um sistema que podemos dizer que é único e que realmente funciona com uma eficácia extremamente alta. Não sei quanto a outras pessoas, mas eu vejo isto como algo que possa vir a ser aplicado no futuro da série, mesmo tendo um personagem principal. Já se imaginaram a poder contratar outros membros para o grupo, mas mantendo toda uma história associada ao personagem principal como aconteceu com Aiden Pearce? Seria possível ter histórias paralelas (menos desenvolvidas), mas mantendo toda uma identidade de um personagem único.

O único problema que posso levantar a estas novas mecânicas será muito provavelmente ao estilo repetitivo das missões que fazemos dentro do jogo. A repetição de alguns dos estilos de operação que se fizeram no passado no primeiro e segundo títulos da saga fazem perder alguma da expetativa, no entanto, é notória a preocupação em criar novos desafios que nos levem a contratar novos agentes (até nas missões secundárias que permitirão convencer os novos operativos a se juntarem ao DedSec).

Combate

Os mecanismos de combate evoluíram bastante desde o primeiro Watch Dogs — onde o foco passava mais por eliminar os inimigos de forma silenciosa e fria —, passando por uma diminuição desse foco em Watch Dogs 2, onde começamos a ter uma abordagem de combate corpo-a-corpo, com recurso a uma inédita bola de bilhar atada por um cordel que fazia “as honras da casa” cada vez que um inimigo levava com ela. Contudo, o combate corpo-a-corpo era frágil, com pouca ação. Em Legion, o combate corpo-a-corpo ganhou nova vida, pelo que, pode optar por entrar com tudo numa acesa luta contra o seu oponente, como eliminá-lo sem dó nem piadade com uma arma, ou simplesmente manter o seu disfarce e neutralizá-lo de forma silenciosa.

Aliás, a Ubisoft publicita de forma eficaz esta nova mecânica ao introduzir arenas de boxe ou luta livre, para dar a conhecer algumas das técnicas que pode aplicar em modo livre aos seus oponentes. Não falta criatividade neste quesito, sendo um ponto bastante a favor em relação aos jogos anteriores da franquia. É este tipo de implementações que pode agradar a mais jogadores que procuravam em Watch Dogs, um misto entre diversão e realismo — como é o meu caso.

Cada personagem tem métodos únicos para levar a cabo as suas execuções, técnicas de combate e de neutralização, o que lhe confere bons momentos de diversão seja com que personagem for. Por exemplo, um segurança da Albion tem a possibilidade algemar cidadãos e outros colegas de equipa, funcionalidade que dá muito jeito para impedir uma agressão ou para imobilizar um inimigo; um agente secreto faz uso de uma arma com silenciador para aludir ao espírito de agente infiltrado; já um homem de construção civil que opere drones de cargas, pode fazer uso daquilo que parece ser uma pistola de rebites ou pregos para eliminar rapidamente os inimigos.

Modo online — ainda não disponível

O modo online foi prometido como parte da experiência de Watch Dogs: Legion, no entanto, ainda não está disponível, feliz ou infelizmente. Digo isto porque, por um lado é bom terem adiado — pois não estaria em condições para ser lançado, algo a que a Ubisoft parece ter atendido face ao insucesso de Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint e que parece ter servido de emenda para jogos futuros — por outro lado, digo que pode ser infelizmente, pois pode fazer com que inúmeros jogadores parem de jogar o jogo face à demora no lançamento, uma vez que o jogo foi lançado para a anterior geração a 29 de outubro e para a atual geração à mais de um mês.

Contudo, a julgar por aquilo que foi a experiência em títulos anteriores e nas melhorias que ocorreram desde o primeiro jogo, podemos esperar algo bastante interessante no futuro. Esperemos que possa ser este mais um ponto a favor do jogo, como é a relação entre GTA Online e GTA V, por exemplo (ainda que de formas distintas e abordagens completamente diferentes).

Qualidade gráfica

Watch Dogs: Legion foi avaliado pelo Mais Tecnologia numa PlayStation 5, onde não teve quaisquer problemas de maior. Ficámos até surpreendidos, dado o historial de bugs da Ubisoft, não ter encontrado mais, mas parece que foi desta que a produtora e distribuidora aprendeu com os seus erros. Para o devido efeito, optámos por dar prioridade aos fotogramas, conseguindo um alcance de 60 fps fixos numa resolução Full-HD, face ao monitor que temos que permite um alcance até aos 144 Hz (mas que em boa verdade só se consegue [120 Hz] em alguns jogos que não são mundo aberto).

O ray-tracing dá sem dúvida muito mais vida ao jogo, permitindo olhar para algumas texturas com outros olhos. As texturas são um exemplo das melhorias que têm vindo a ser fortemente implementadas ao longo de toda a série. Watch Dogs desiludiu muitos jogadores no início, depois seguiu uma estratégia de cativação dos jogadores com mecânicas e texturas bastante melhoradas e coloridas, mas em Watch Dogs: Legion regressou com tudo, numa tendência mais realista, mas também muito mais sólida, aproveitando o conhecimento da passada geração e as oportunidades na atual geração de consolas.

O ritmo e a cadência de frames-per-second foram suficientes, rondando os 60 fps numa consistência total, cumprindo com aquilo a que se propõe. Neste aspeto, a Ubisoft sempre teve mestria em oferecer cenários ricos e bem desenvolvidos, seja com o reciclar de algumas texturas ou não. Isso também faz parte, nem sempre existe tempo para criar objetos únicos. É preferível existirem coisas iguais, mas em maior quantidade do que estarmos em “cenários despidos”, isto claro do meu ponto de vista. As ruas e os edifícios emblemáticos de Londres estão maioritariamente lá e, diga-se de passagem, muito fiéis à realidade.

Veredito

Ainda existe muito a melhorar na série Watch Dogs, no entato, já temos alguns exemplos daquilo que melhorou desde o primeiro. É aguardar e continuar a ser exigentes com aquilo que adquirimos. É pena vermos alguns elementos da jogabilidade melhorarem e ver outros piorarem. Cada um terá a sua opinião e o que uns consideram bom, outros consideram péssimo — é assim mesmo!

Legion traz bons momentos de jogo. Se tiver criatividade, poderá fazer deste jogo aquilo que quiser. Nem sequer é obrigado a seguir a história, portanto, seja feliz. A ambientação é uma das melhores e deve ser elogiada por isso. Voltar a Londres num jogo é simplesmente entusiasmante. A narrativa é um pouco dispersa dado o sistema de jogar com qualquer personagem, mas não deixa de ser divertida. Talvez a sugestão dada no penúltimo parágrafo do capítulo personagens possa ser uma maneira de dar a volta à situação. As técnicas e modos combate corpo-a-corpo permitem outra emoção e imersividade face aos anteriores jogos ou até mesmo a muitos do mercado. As personagens são o grande diferencial — nunca um jogo teve a oportunidade de jogar com personagens diferentes a este nível. Os gráficos é aquilo que já conhecemos, um jogo da Ubisoft, os gráficos estão no seu melhor.

Exposta a nossa opinião ao mais recente título da série Watch Dogs, gostaria apenas de agradecer à Ubisoft Spain por nos possibilitar a oportunidade de realizar a nossa análise assim que lhes fosse possível face à afluência de pedidos durante os últimos meses. Continue a acompanhar-nos aqui e no nosso canal do Youtube para mais análises de produtos, veículos e videojogos.

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