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Home/Análises/Análise de Uncharted: Legacy of Thieves Collection (PC) — ser ladrão nunca foi tão espetacular como é agora
Análises

Análise de Uncharted: Legacy of Thieves Collection (PC) — ser ladrão nunca foi tão espetacular como é agora

Pedro Souto
28 de Outubro de 2022 9 Min Read

G
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Foi em 2016 que a gigante japonesa PlayStation lançou exclusivamente para a PlayStation 4 a conclusão do arco narrativo principal de Uncharted, Uncharted 4: a Thief’s End, onde os jogadores puderam despedir-se de uma das mais adoradas personagens do mundo do gaming, o inigualável caçador de tesouros Nathan Drake.

Neste artigo encontras:

  • Narrativa — o legado de um ladrão prevalece vivo
  • Jogabilidade — adaptação sensacional para teclado e rato
  • Ambientação — as paisagens mais exóticas que já vi em títulos PS4
  • Qualidade gráfica e desempenho — impressionantes como sempre
  • Veredito — ser ladrão nunca foi tão espetacular como é agora

Um ano depois, os jogadores poderão acompanhar outras personagens da franquia no título Uncharted: The Lost Legacy, um título que originalmente era suposto ser uma DLC de Uncharted 4 mas tornou-se ambicioso o suficiente para se tornar um jogo a solo, chegando agora para PC juntamente com Uncharted 4 no novo Uncharted: Legacy of Thieves Collection.

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Nesta análise irá ser avaliada a versão de PC do título, que foi jogada num com uma Nvidia GeForce RTX 3070 acompanhado por um i7-11700K e ainda 32GB de memória RAM DDR4 onde iremos classificar entre 0 e 10 valores vários aspetos importantes a considerar do título, sendo estes a narrativa, a jogabilidade, a ambientação, e a qualidade gráfica e desempenho, dando no final o veredito, que tem por base os aspetos já referidos.

Narrativa — o legado de um ladrão prevalece vivo

A narrativa presente em Uncharted 4: a Thief’s End trouxe-nos o aguardado final da história de Nathan Drake, uma das mais icónicas personagens de todos os tempos da PlayStation e do mundo dos videojogos. Para além disto, temos ainda presente a narrativa que segue o título, onde vemos o retorno de Chloe Frazer e Nadine Ross à caça de mais um achado.

Focando mais na narrativa de Uncharted 4: a Thief’s End, esta mantém-se fiel à original presente no título de 2016. Todas as personagens, vozes e o narrar dos acontecimentos estão idênticos mas agora com um melhor visual e uma fluidez mais agradável, o que é fantástico.

A narrativa continua a ser de cortar a respiração, sendo uma das melhores de todos os tempos. A forma como esta é revelada aos jogadores e a derradeira maneira de como se desenrola e se encerra continuam a dar-me arrepios, por ser uma das melhores narrativas que já experienciei até hoje, tanto em 2016 como agora.

Com a narrativa presente em Uncharted: The Lost Legacy, a história é outra para mim. Esta chegou-nos em 2017 mas só agora é que tive oportunidade de a jogar e não fiquei desapontado. A história tem um tema diferente do título anterior pois é focada noutras personagens enão no nosso adorado Drake ams, mesmo assim, o seu desenrolar mantem-se fiel à restante franquia.

Outra coisa que achei fenomenal em Uncharted: The Lost Legacy foi o facto de ser focado em personagens secundários da franquia, permitindo aos jogadores conhecer melhor as mesmas e ter a oportunidade de jogar com as próprias. A única coisa de que tenho pena é que esta narrativa não seja mais longa mas, tirando isso, é fantástica.

Assim, resta-me terminar a classificação da narrativa dizendo que é uma das melhores que já experienciei em dois títulos single-player e são, para mim, duas das melhores já criadas acerca da grande e icónica franquia que é Uncharted, que nos leva em aventuras e caças ao tesouro sem igual no universo do gaming.

Jogabilidade — adaptação sensacional para teclado e rato

Ambos os títulos presentes nesta coleção já não são propriamente novos e, como tal, já todos conhecem a sua incrível e dinâmica jogabilidade mas, como estes agora estão presentes no PC, temos de avaliar como esta funciona e se desenrola a jogar com um teclado e rato e não de comando como nas consolas PlayStation.

Como  já é conhecido pela maioria, durante grande parte do título, os jogadores passarão a maior parte do seu tempo a combater inimigos e a explorar os vastos segredos que os rodeiam para encontrar os tesouros.

A jogabilidade presente em Uncharted elevou a franquia a um novo nível com animações e movimentos mais suaves e realistas, assim como a mecânica do gancho para ultrapassar obstáculos. Agora, tudo isto está mais suave e otimizado para a nova versão do título, de maneira a que este esteja à altura do PC.

Jogando estes títulos de teclado e rato, estes sentem-se bastante bem. Tal como nos últimos títulos da Sony que chegaram ao PC, este não foge à regra. Toda a gameplay está muito bem otimizada para teclado e rato, sendo muito confortável jogar assim mas, mesmo assim, jogar de comando não fica atrás, o que é bom, pois assim cada um pode jogar como gosta sem problemas.

Ainda em termos das animações e movimentações normais, como andar, correr, ou interagir com objetos, tenho a dizer que toda esta parte da jogabilidade está muito bem concebida, não havendo quaisquer problemas com a mesma, tal como nas versões de consola.

Para concluir esta secção, pode-se dizer que a jogabilidade de Uncharted: Legacy of Thieves Collection é de facto muito impressionante para o título, estando bem otimizada para teclado e rato, pelo que atribuo assim um 9/10 valores a esta categoria.

Ambientação — as paisagens mais exóticas que já vi em títulos PS4

Um dos aspetos que mais me impressionou neste título foi a ambientação do próprio, pela sua grande dinâmica e elevada diversidade que tem e ainda pela grande atenção ao detalhe que a Naughty Dog colocou em todo o título, o que torna toda a experiência ainda melhor do que já era nas consolas Sony.

Durante o título vamos explorar e lutar por inúmeros cenários como ruínas abandonadas e cidades cheias de vida e, em todos estes podemos desde já reparar que a arquitetura que forma os mesmos é bastante impressionante e de cortar a respiração, podendo tirar alguns momentos para apreciar a mesma, elevando a experiência do título a um outro nível de cortar a respiração.

A maioria das ambientações de ambos os títulos presentes nesta coleção são na sua maioria grandes selvas e ruínas abandonadas, pelo que cenários deste tipo são enormes e bastante difíceis de criar, especialmente no que toca aos detalhes. Apesar disto, estamos a falar da Naughty Dog, um estúdio habituado a este tipo de ambientação, tendo a feito ao longo desta franquia e também em The Last of Us, pelo que a esta é de cortar a respiração.

Todos os cenários e locais presentes neste títulos, sejam estes como os que descrevi acima ou cidades com muita vida, estão muito bem concebidos e executados, sendo dos mais exóticos que já vi. As ruínas, selvas e grutas mostram uma grande atenção ao detalhe e a passagem do tempo através dos elementos presentes nas mesmas, sendo que tudo ganha vida com os novos gráficos do PC.

As grandes cidades e locais com NPCs que vemos no título têm também uma grande espontaneidade e muita vida, estando repletos de pessoas as viver as suas vidas, o que torna todos os cenários e a ambientação muito fies â realidade, alguns deles, e cheios de vida.

Apesar de tudo o que referi acima, gostava de ver a presença de mais elementos naturais na maioria dos cenários como, por exemplo, animais selvagens, algo que devia haver mais em localizações como Madagáscar ou em selvas e ruínas perdidas, o que mata um pouco do realismo e detalhe dos mesmos.

Desta forma, resta-me concluir esta secção da analise entregando uma pontuação quase máxima em relação ao que ambientação diz respeito, sendo extremamente e verdadeiramente exótica e de cortar a respiração e tornando toda a experiência do título ainda melhor, o que é fantástico.

Qualidade gráfica e desempenho — impressionantes como sempre

Antes de passarmos para o veredito, falta ainda falar acerca da qualidade gráfica e do desempenho do Uncharted: Legacy of Thieves Collection. Desde já, podemos concluir que esta categoria vai ser muito superior à PlayStation 4 e também à PlayStation 5, pelo facto de um PC ter muito mais capacidade de memória e processamento a comparar com as consolas da Sony.

No que toca ao desempenho, para o meu PC que contém uma Nvidia Geforce RTX 3070, da MSI, com 8 GB de VRAM DDR6; um i7-11700K, da Intel, com 8 núcleos e uma frequência turbo de 5.0GHz; e ainda 32 GB de memória RAM DDR4, da G.SKILL; o desempenho no mesmo foi bastante bom, não tendo uma grande variação de fps durante toda a minha gameplay.

Analisando isto melhor, o Uncharted: Legacy of Thieves Collection rodou sempre com os gráficos no ULTRA, nesta qualidade, tendo uma performance acima dos 60 fps e conseguindo aproveitar os 240Hz que o meu monitor tem para oferecer, o que é fantástico e mostra o excelente trabalho e dedicação da Sony em trazer títulos para o PC.

Passando agora para a qualidade gráfica, tenho a dizer que, no ULTRA, esta é simplesmente impressionante e magnífica, tendo elevado todos os cenários do título a um outro nível de beleza. Esta não foi exatamente aquilo que já estava à espera pois eu não estava à espera que a qualidade gráfica deste novo título fosse de cortar a respiração.

Juntamente com a magnífica e impressionante ambientação que já vimos mais acima, a qualidade gráfica fica ainda mais bonita e extraordinária. Todos os cenários e elementos dos mesmo não apresentaram quaisquer faltas de renderização durante a minha gameplay, tenha esta tido muitos ou poucos elementos no meu campo de visão, o que também revela que o Uncharted: Legacy of Thieves Collection está bem otimizado para PC.

Relativamente à qualidade gráfica nas cutscenes do título, posso dizer que a qualidade gráfica manteve-se exatamente igual à já referida nos parágrafos acima, não tendo visto nada por renderizar e, isto é algo bastante positivo para o Uncharted: Legacy of Thieves Collection e que mostra o empenho da Sony neste título.

Para concluir, gostaria apenas de acrescentar que, de um modo geral, apreciei bastante a qualidade gráfica e o desempenho do Uncharted: Legacy of Thieves Collection para PC mas, apesar disto, estas podem ainda ser melhoradas e otimizadas e, juntamente com a nova ambientação, tornou esta experiência ainda mais consistente e agradável em relação às consolas.

Veredito — ser ladrão nunca foi tão espetacular como é agora

Após as suas chegadas em 2016 e 2017 para a PlayStation 4 e após o enorme sucesso que ambos tiveram na altura e que ainda hoje têm, Uncharted 4: a Thief’s End e Uncharted: The Lost Legacy chegam finalmente a PC, tal como o Marvel’s Spider-Man, e marcam a presença da PlayStation na plataforma, permitindo a fãs da franquia que não têm uma consola da Sony desfrutar de dois dos seus melhores títulos, agora de forma mais imersiva com a tecnologia de PC.

Estes títulos, que nunca imaginei jogar no PC, fizeram-me ficar todas as horas das suas narrativas a jogar as mesmas e a desfrutar de umas das mais belas e exóticas paisagens que já vi até hoje num jogo, assim como explorar todos os cantos dos mesmos à procura de tesouros escondidos, como de costume.

Desta forma, gostava de agradecer, em especial, à PlayStation Portugal por ter permitido a possibilidade de poder jogar e analisar este fantástico título, do mesmo modo que congratular as próprias PlayStation, Naughty Dog e Nixxes Software por este título muito bem conseguido e que foi, para mim, um dos melhores que já produziram até aos dias de hoje.

Obviamente, não poderia deixar de pontuar este jogo desta forma, assim como recomendá-lo a todos, principalmente aos fãs do nosso adorado e icónico Nathan Drake, que não se arrependerão de o jogar, sobretudo porque ser ladrão nunca foi tão espetacular como é agora.

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Nathan DrakePlaystationSteamUncharted 4: A Thief's EndUncharted: Legacy of Thieves CollectionUncharted: The Lost Legacy

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Pedro Souto

Fascinado por videojogos, adora uma boa música e é interessado em tecnologia.

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