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Análise de The Division 2: Warlords of New York — o regresso a Nova Iorque!

Red Magic 5G

O sucesso por detrás da série Tom Clancy’s The Division nem sempre foi plausível, no entanto, podemos reconhecer a notoriedade que esta série tem vindo a ter nos últimos meses. O segundo título da série estreou-se em março do ano passado, não correspondendo às expetativas inicias, porém, todos os problemas e expetativas foram reformulados — tendo melhorado imenso desde o seu lançamento.

Warlords of New York marca um regresso a Nova Iorque, onde se passou o primeiro The Division. Agora, com novas atividades, mais imersividade e mudanças significativas ao nível da jogabilidade. Ao lado da Strategic Homeland Division e com a ajuda do ISAC, a nossa predileta inteligência artificial do campo de batalha, conseguimos explorar a imensidão de desafios que a esta expansão permite, regressando a tempos áureos do primeiro título, conseguindo sentir em alguns momentos nostalgia face a anteriores teatros de guerra do título anterior. 

Enquadramento histórico

A nossa presença em Washington ficou marcada pela operação de controlo da capital dos Estados Unidos pelos Black Tusks. Agora, em Nova Iorque, os agentes da Strategic Homeland Division enviados para dar resposta à mais recente ameaça de ataque com recurso a arma biológica, leva a que no sul de Manhattan a nossa função seja a captura e eliminação de Aaron Keener, o orquestrador do primeiro ataque com esta arma, e que segundo consta, planeia novos ataques.

A perseguição de Aaron Keener, apelidado de “Vanguard“, requere a sua intervenção enquanto agente da Divison para procurar indícios que o levem a esta arma, evitando assim uma catástrofe. Eliminar os apoiantes de Keener é uma prioridade, uma vez que apenas eles podem ter informações que nos levem à arma biológica.

Aaron Keener, ou “Vanguard“, pertence a vaga de agentes, da SHD, que foi enviada em primeiro lugar para ajudar a JTF no teatro de operações da atual Dark Zone em Manhattan. O resultado foi catastrófico, resultando numa rendição e total perda de controlo. A insatisfação e os perigos enfrentados por Keener motivaram o jovem agente a juntare-se ao lado negro, “rogue forces”. A partir desse momento, o vanguardista recrutou agentes da “First Wave” para a sua causa, assassinando todos os que lhe fizessem frente, desenvolvendo um complexo sistema de manutenção da ordem pública, mesmo que assim, seja acusado e classificado com nível máximo de traição à pátria, pelo governo federal dos Estados Unidos da América.

Ambientação

Warlords of New York traz de volta as características de Manhattan, observadas no primeiro título da série Tom Clancy’s The Division. As ruas escuras e o tempo tempestuoso são imagens de marca desta localização.

Seguindo a história, “Warlords” passa-se algum tempo depois dos eventos de Washington, que se encontrava já distanciado em alguns meses do primeiro título. Durante esse espaço temporal, ocorreram evidentes eventos que alteraram a cidade nova iorquina. Os sobreviventes do terrível natal de Division 1, foram assolados com uma sucessão de tempestades e tornados que destruíram a já caótica cidade de Manhattan. Rogue agents, como Aaron Keener, aproveitaram-se da situação e tomaram o controlo da cidade, regressando com o apoio de diversas fações dadas como extintas — os Rikers e os Cleaners, que haviam perdido os seus líderes para os agentes da SHD.

Em termos de ambientação, a expansão de Warlords of New York marca um regresso às estreitas ruas e avenidas de Manhattan, a uma cidade sombria independentemente dos acontecimentos mencionados. O nível de detalhe consegue ir a um outro patamar, a destruição explícita da maior parte dos serviços e pontos estratégicos é visível conseguindo superar o nível conseguido com o título original, The Division 2. A iluminação das ruas foi melhorada, podendo sentir um maior temor pelo desconhecido, face às constantes ameaças que se impõem — temos agora fações estrategas e altamente treinadas, que contam com o apoio dos agentes que juntaram ao lado negro da força.

A implementação de “Fog War“, em que as zonas de mapa não descobertas ficam a cinzento e não podem ser guiadas por GPS, desativando essa função permite o uso de reconhecimento de campo, presencial e por pistas – melhorando ainda mais o realismo. Os agentes encontram-se numa zona “desconhecida”, após a catástrofe, perderam-se muitos dos pontos de controlo ou estratégicos controlados pela SHD. Quem luta por Manhattan de novo, é alguns membros que sobraram da JTF, civis e eis agentes da Division que formaram também eles uma fação, os Peacekeepers.

É possível perceber-se o esforço da equipa em trazer texturas quase fotorealistas, mesmo fora das cutscenes. Os próprios personagens ou NPCs do jogo possuem traços muito caracterizadores da personagem e fação que representam, sendo possível determinar detalhes faciais, entre outros. Tem sido um esforço das equipas de desenvolvimento dentro da franquia Tom Clancy’s para se chegue a jogos muito próximos da realidade no que à fidelidade de imagem diz respeito. Esta expansão relembra-nos disso muito bem.

Jogabilidade

Warlords of New York trouxe algumas melhorias ao nível de interface e conta agora com um novo gear system — mais fácil de compreender e fácil de utilizar. O “gear”, como fica conhecido todo e qualquer apetrecho ofensivo e defensivo possuído por cada agente da SHD.

Este termo pode ser visto de diferentes perspetivas, tais como, os equipamentos de defesa e ataque ou como quantificação do poder de fogo de um agente da Division. Quando falamos de uma reformulação no sistema de “gear”, falamos da forma como fazemos loot dos objetos (coletamos armas, armaduras… enfim, gear 😊) — isso foi mudado para melhor, permitindo ver o que é realmente útil para utilizarmos durante a campanha —, o set ideal. Outro parâmetro alterado neste novo sistema é o gear score, ou nível de gear, que agora perde importância no end-game para o prosseguir do nível 30 até 40, ou mesmo quando o jogador passará a níveis de SHD (no final da campanha de Warlords).

Tendo terminado toda a campanha desta expansão, e finalizado o nível 40, torna-se mais fácil explicar a verdadeira necessidade destas alterações. As alterações feitas criaram aquele que pode ser um dos melhores sistemas de gear de um RPG.

Organizado em 3 grandes categorias, os “core attributes” ou atributos principais mostram o principal foco de cada jogador, se na ofensiva, defensiva ou nos utilitários ou skills (os gadgets basicamente). A partir de aí, existem os atributos propriamente ditos que são nada mais nada menos os pontos fortes ou fracos de cada gadget ou loot coletado. As opções do jogador residem agora no equilíbrio dos seus atributos principais ou na especialização daquilo que considera ser o foco do jogador. Bastante mais fácil, julgo eu. As anteriores vantagens associadas às armas e outros elementos continuam a estar presentes, mas agora de forma mais organizada.

Como se costuma dizer em bom português, “[…] primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Quando cheguei ao sul de Manhattan confesso que não me revi logo no espaço do teatro de operações. Aos poucos e poucos afeiçoei-me a toda esta dinâmica nova de missões e elementos novos introduzidos com o lançamento da expansão. A implementação de uma inteligência artificial aprimorada tornou a experiência PvE bastante mais interessante, no entanto, existem ainda alguns erros e bugs que devem ser corrigidos — pois experienciei diversas ocasiões onde os inimigos ficavam inanimados a receber fogo dos agentes SHD até efetivamente serem eliminados (o que não é suposto, penso eu).

Apesar da exímia construção da narrativa, o que estraga um pouco da luta contra os Boss-ends é definitivamente o retorno da “esponja de balas”. É compreensível que um Boss deva ser o mais forte, o mais resiliente e o mais tech de todos, mas… não uma completa esponja de balas! Esta mecânica foi corrigida face ao primeiro título com o lançamento de Division 2, mas parece estar de volta.

O loot e os novos equipamentos — Skills

A reformulação do gear system permite agora a geração e recolha de loot, mais adequado e equilibrado face ao nível do agente. Mesmo tendo abandono o loot dourado em virtude de encontrar armas, mochilas, coldres, luvas, entre outros elementos de classes mais baixas, encontrei sempre itens de maior qualidade e que nunca desiludiram em termos de qualidade.

Chegamos ao end-game e voltamos a ter o nosso tão adorado loot dourado e, em alguns casos, striker’s battlegear, gear que é originalmente do Division 1 que foi reformulado especialmente para esta nova expansão do segundo título da série. Ainda não tive a oportunidade conseguir loot lendário, mas certamente que estará para breve.

Além do novo loot, os jogadores podem agora adquirir novas skills que permitem experiências únicas se forem bem utilizadas. Ao longo da história e, à medida que os “Rogue Agents” vão perdendo para os agentes da Division, nós poderemos ficar com tudo aquilo que por eles era utilizado contra nós. A cada nova temporada, novas habilidades ou skills serão adicionadas, como poderão ver no end-game, primeira temporada.

A funcionalidade que estou a achar mais interessante, confesso que é o novo nível de SHD proveniente do relógio adquirido do Keener, uma vez que permite uma evolução quase infindável após chegar ao nível 40. Isto vem substituir os Field Caches que eram até ao lançamento da expansão, “o único modo de progressão de nível” (que permitia apenas loot e não algum nível quantificado).

Temporadas de jogo

As temporadas, ou seasons, terão um aspeto crucial na experiência end-game, na minha opinião. O início da primeira temporada, a 10 de março constrói uma ligação forte com o fim da expansão “Warlords“.

A cada 12 semanas, o tema da temporada muda dentro do universo da perseguição e eliminação, os “manhunt targets”, ou seja, os alvos estratégicos inimigos propostos para serem caçados — que permitiram recompensas únicas durante o processo. Estas seasons apenas ficarão disponíveis para todos os jogadores que atingirem o nível 40. Relembre-se que apenas poderá chegar ao nível 40 se tiver adquirido a expansão, bem como, viajando para Nova Iorque.

Enquanto participar nos eventos, irá ganhar EXP da season e, assim como nas tarefas mencionadas, em outras atividades in-game, conseguirá também EXP adicional — permitindo assim continuar a progredir sem nunca deixar de escolher aquilo que pretende realmente fazer. É também importante mencionar que a primeira temporada é gratuita. Não existindo informações relativamente a futuras seasons.

As atividades in-game mencionadas podem ser classificadas do seguinte modo (onde poderá participar durante cada temporada):

  • Seasonal Manhunt Targets;
  • Eventos globais redesenhados;
  • Ligas;
  • Eventos de cosmética/personalização;
  • Eventos da Season;

Veredito

O lançamento da expansão aconteceu a 3 de março, pelo que está disponível nas atuais plataformas — Xbox One, PS4 e PC. Os últimos dias forma de teste, análise e diversão enquanto testava “Warlords of New York”.

As alterações feitas tanto no gear system como no loot progression permitiram vantagens enormes para os jogadores, que farão com que no futuro, exista um envolvimento mais duradouro, em particular com o atual título, assim como com a série, The Division — estes são certamente os pontos mais fortes desta nova expansão.

A narrativa e a ambientação são dois pontos também importantes de realçar pois permitiram um envolvimento maior por parte de toda a comunidade de Tom Clancy’s The Division e mostram o que de melhor existe em jogos RPG com forte realismo e narrativa. Se dúvidas houvesse numa primeira análise — primeiras impressões —, essas dúvidas foram totalmente ultrapassadas.

Por agora, devemos usufruir do conteúdo disponibilizado na primeira temporada e continuar a caçada por uma América melhor, pós-catástrofe. Gostava ainda de agradecer a oportunidade de testar e avaliar esta magnifica expansão, “Warlords of New York” que apenas foi possível graças ao trabalho conjunto do Mais Tecnologia e da Ubisoft Spain que permitiram umas fantásticas 10 a 12 horas de um jogo simplesmente estupendo.

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